O paradoxo do medo
14/05/2015

img-liberte-se-do-medo-destaque

 

  • Eu não sei mais o que fazer!

  • Porque?

  • Tudo aquilo que eu temia tá acontecendo sabe?

  • Sim…

  • Ele não está mais aguentando ficar perto de mim.

  • Sim… como você tem contribuído para isso?

  • Nossa… como  assim?

  • Eu sei que este é um medo seu e respeito isso, por outro lado você tem contribuído para ele se concretizar, já falamos disso antes.

  • Tá… eu sei… eu fico em cima o tempo todo, fico desconfiando de tudo o que ele faz… para mim ele já tem outra pessoa!

  • Sim e são estas fantasias que organizam o que você tem feito… você perguntou: o que fazer… o que você acha?

  • Mas eu tenho medo de não ficar controlando ele.

  • Sim, eu sei, mas a sua forma atual de lidar com a situação não está ajudando está?

  • É… não está…

 

Talvez um dos maiores paradoxos com os quais eu já tive contato foi a “profecia que se auto realiza”. Embora ela não precise estar calcada no medo, em geral está. É, de forma simplista, quando a pessoa teme algo de uma maneira que o seu comportamento acaba criando a situação que ela própria teme.

O medo em geral faz com que a pessoa tenda a se afastar do objeto que desperta a emoção. No entanto, muitas vezes a pessoa tende a se afastar da própria emoção. Em vários posts já coloquei que o medo tem a ver com algo que não sabemos como lidar e que, por este motivo, fantasiamos que pode nos causar um dano maior do que o que podemos suportar. Desta maneira, quando nos afastamos da emoção do medo nos afastamos, também do aprendizado que poderíamos ter e então, passamos a querer controlar.

O controle é uma das respostas básicas ao medo. Ao invés de se tornar mais competente para lidar com o mundo a pessoa deseja tornar o mundo um lugar em que ela consiga viver de acordo com suas limitações. Para isso passa a cercear e a sabotar a si e aos outros para que todos os comportamentos e situações vividas se encaixem dentro de um modelo de mundo “seguro” porém extremamente limitado.

É neste movimento em que a pessoa começa a causar para si o dano que tanto teme. O exemplo mais clássico é a pessoa que tem medo de ser trocada ou traída e passa, com isso, a cercear todas as amizades do conjugue, minar todo e qualquer comportamento de sair de casa em lugares onde terão contato com outras pessoas, criticar pessoas novas que o conjugue possa conhecer, tentar ser mais do que suficiente para a pessoa superprotegendo ela e a relação.

Ao longo do tempo estes comportamentos começam a sufocar o conjugue que começa a sentir a prisão na qual entrou. Inicialmente a pessoa pensa que se trata apenas de uma forma de relação “apaixonada” e que será possível viver outras experiências. Logo depois começa a entender que o conjugue está deliberadamente tentando mante-lo preso e finalmente se rebela. No momento em que um se rebela, o outro enfrenta o seu medo.

Assim sendo o melhor caminho para não criar para si o próprio medo é aprender com ele. Aceitar a emoção, compreender suas motivações inconscientes, aprender papel que você interpreta com ela e, com isso começar a mudar de dentro para fora. Mudar o seu sistema de crenças, seus comportamentos e atitudes e então, aprender, de fato, a lidar com o medo e com a situação.

Você tem medo de que?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Anúncios

Renúncia
29/04/2015

let-go

 

  • Sabe o que é? Tô de saco cheio de ficar fazendo tudo o que ela quer!

  • Entendo isso.

  • Então o que eu faço? Tô achando que deveria terminar com ela!

  • Esta é uma opção…

  • Qual a outra?

  • Compreender o que te faz estar tão chateado com “ficar fazendo tudo o que ela quer”.

  • Como assim?

  • Bem, você não faz tudo-o-que-ela-quer-o-tempo-todo-sem-nunca-ter-um-tempo-ou-escolha-própria faz?

  • Não, não é bem assim…

  • Pois é… então você está de saco cheio do que?

  • De me sentir obrigado à fazer as coisas que ela quer.

  • É uma obrigação ou é uma escolha?

  • É… pensando desse jeito…

  • E se você escolhe, o que motiva você à fazer isso?

  • Pois é… aí que tá! Não sei sabe? Sempre vi meu pai meio que cachorrinho da minha mãe…

  • E?

  • Sei lá… tenho medo de ficar do mesmo jeito sabe?

  • Sim, sei sim.

  • Mas será que ser parceiro de sua mulher o torna um “cachorrinho” dela?

  • Não deveria ser…

  • Que tal pensar o que te faz um cachorrinho e o que te faz parceiro para você poder saber a diferença?

  • Uma boa…

 

Toda relação implica renúncia. Embora isso possa ser um choque numa cultura que acredita que devemos fazer apenas aquilo que desejamos fazer a renúncia se mostra fundamental para a possibilidade de convívio.

Por este motivo boa parte da população confunde a ideia de parceria com a ideia de se subjugar ao outro. Nada mais esperado numa sociedade que briga o tempo todo pelo poder e que não possui uma “filosofia” adequada em relação à este tema nas relações conjugais. Uma das maneiras que as pessoas tem de lidar com esta situação é criar uma lista mental de vezes em que um ou outro cederam e tentar “equilibrar a balança”. “Eu cedi aqui, agora ele cede ali” é o pensamento que norteia esta resolução.

Uma outra solução é a famosa briga pelo poder onde o casal através das mais variadas técnicas luta para hierarquizar a relação e definir quem manda. Neste caso um adendo super importante é que nem sempre o mais “frágil” é quem é submisso. A aparência frágil não afasta a capacidade de manipulação e, como a terapia sistêmica nos mostra, é muito comum vermos num casal que a parte “fraca” da relação (e quando digo “parte fraca” me refiro tanto ao homem quanto à mulher visto que isso não é uma questão apenas de gênero) manipula e torna a vida do outro um inferno de ruminações.

A terceira solução mais comum é o distanciamento frio quando se percebe que existe uma impossibilidade de negociação. Os dois lados assumem o outro como uma pessoa mesquinha e inflexível e começam a se afastar de maneira a não colocar mais seus desejos na relação. A distância implica na possibilidade de uma convivência sem intimidade o que pode culminar numa separação ou em atos de traição de ambos os lados.

A renúncia não implica em ter que lutar para “estar por cima”, nem em quitar dívidas de renúncia e nem em distanciar-se. O ato implica confiança e intimidade. Confiança e intimidade asseguram que as necessidades e desejos de um lado e de outro estão na mesa e são respeitados por ambos. Quando isso ocorre é possível abir mão de algo não porque se sabe que mais tarde o dividendo será cobrado, mas sim porque se respeita o desejo do outro e sabe-se que o seu próprio desejo é, também, respeitado.

Esta dupla: confiança e intimidade asseguram a segurança de se entregar ao desejo do outro sabedor de que isso significa investir na própria relação que também respeita os seus próprios desejos. É como se ao renunciar à algo que se deseja estivesse ao mesmo tempo investindo em algo que também se deseja. Por este motivo não existem hierarquias: ambos os lados saem ganhando, por esta mesma razão não há lutas pelo poder. E, finalmente, não existem dívidas porque a renúncia é, de forma sublimada, um ganho.

E você, brigando para saber “quem manda” ou buscando respeitar e ser respeitado?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

 

O tempo cura! (cura?)
15/04/2015

download (22)

  • Ah Akim… eu não sei direito…

  • É difícil este tema pra ti né? Está sentindo isso como uma perda?

  • Sim! Eu perdi ela mesmo… não percebi o que estava acontecendo… mas sei lá… deixa assim… uma hora passa.

  • Sei… é um jeito de encarar.

  • O tempo sabe? Acredito muito nisso.

  • No que?

  • Que o tempo ajuda a curar as coisas.

  • Sim, ou a gangrenar também… afinal você ficou um bom tempo sem perceber o que aconteceu na sua relação e ela terminou.

  • Pô… precisa falar assim?

  • Para te colocar em contato com o real? Sim! Não gosto, mas preciso…

  • Tá… é foda, mas você tá certo… é que eu não gosto disso…

  • Eu sei, eu sei….

 

O tempo cura. Ouvi esta frase inúmeras vezes na clínica ao longo dos anos. Conclusões? Sim, algumas que compartilho com o leitor aqui.

O tempo cura? Não!

O que o tempo faz? Várias coisas e elas podem ajudar você a se curar ou a se enterrar ainda mais profundamente. Em primeiro lugar precisamos entender  o que se quer dizer com “o tempo cura”: não é o “tempo” em si, porque o “tempo” não é uma entidade metafísica que se materializa e bate na sua cabeça te curando de alguma coisa. Assim o que se quer dizer com esta frase é que a passagem do tempo cura, ou seja, o passar dos dias, meses e anos tem um efeito curativo e/ou terapêutico. Se isso fosse verdade não existiriam traumas! O que acontece na infância ou na adolescência seria “curado” e todos viveriam felizes depois de um mês ou dois. Obviamente a vida não é assim.

O passar do tempo é algo que proporciona alguns elementos: perspectiva e tempo de habituação. A passagem do tempo faz com que consigamos ver um determinado acontecimento em perspectiva temporal distinta. Olhar para uma briga que tivemos ontem no dia de hoje é diferente de olhar a mesma briga daqui a um ano. Os elementos que realmente ficam em evidência são distintos e muitas vezes aprendemos algo ao longo do caminho que classifica a briga como idiota.

A habituação é o efeito de tornarmos comum uma determinada rotina ao longo do tempo. Sabemos que hábitos, por exemplo, precisam de um tempo de pelo menos 3 meses para se solidificarem. Assim sendo quanto mais passa o tempo, mais tendemos a assumir um determinado comportamento ou ponto de vista caso a repetição deste comportamento esteja presente.

E é aí que afirmo que o tempo não cura. Habituar-se e ter perspectiva de longo prazo podem ser elementos que servem tanto para o “bem” (ou “cura”) quanto para o “mal” (ou “ferida”). Pode-se, por exemplo, criar o hábito ao longo do tempo de remoer a dor que se sentiu durante uma briga. Assim todos os dias penso na dor que senti quando uma pessoa me feriu e crio este hábito. Junto com isso a pessoa pode ficar vendo a perspectiva de longo prazo prestando atenção em quanto tempo faz que a pessoa o feriu “e nem me pediu desculpas ainda”. Obviamente esta maneira de “passar o tempo” não vai ajudar a curar nada!

Por outro lado, quando percebo que a pessoa busca compreender a sua situação atual e adaptar-se à ela, sei que o tempo irá ajudar. Quando busca olhar o passado e tentar aprender com ele e enriquecer a sua vida e suas experiências, entendo que a pessoa está criando um hábito que ira ajudar: aprender e evoluir. Muitas pessoas fazem isso: olham para o passado com uma “distância quente” e buscam novos pontos de vista sobre ele que possam ajudar ela a crescer e a compreender a sua própria história. Quando fazem isso o tempo ajuda e muito, pois estes hábitos tendem a se solidificar, como já afirmei acima, e, com isso, a pessoa desenvolve e solidifica um hábito muito positivo.

E você? Se afunda na dor ou busca novos horizontes mesmo no seu passado?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Aceitação e admiração
27/03/2015

images (41)

  • Estou com medo.

  • Medo de que?

  • Ah, de que ele vai me deixar sabe?

  • E porque isso iria acontecer?

  • Ah… sei lá…

  • “Sei lá”?

  • É que tipo… não tenho mais conseguido dar para ele a atenção que eu dava sabe?

  • Sei

  • E daí… tipo… isso era o meu diferencial sabe?

  • Ah sim… tipo margarina com alto teor de atenção?

  • Ai Akim…

  • Você está se colocando dessa forma… me diga: o que ele está achando da sua “falta de atenção”?

  • Não sei…

  • Não perguntou e nem sequer conversou com ele sobre isso né?

  • Não…

  • Então você bem sabe: são tuas fantasias dizendo que você vai perdê-lo… que tal confrontar isso e ver o que ele realmente pensa?

  • Ai… é difícil… mas eu sei que eu tenho que fazer mesmo…

 

Muitas pessoas dizem que desejam ser aceitas por seus grupos, parceiros ou família. Existe, contudo, uma diferença entre aceitação e admiração, assim como aos valores que atribuímos à essas duas características.

Aceitar tem a ver com dar o valor de existências. Em outras palavras quando se aceita algo ou alguém dá-se à pessoa ou a característica a noção de que ela existe. É comum dizer: “eu aceito o seu jeito de ser”, queremos dizer, com isso, que sabemos da existência de um determinado jeito de agir. Aceitar não implica gostar ou desejar, também não implica em concordância com aquilo que se aceita. É possível dizer que aceitamos determinada característica e não concordamos com ela, algo que dizemos, por exemplo, assim: “eu sei que você gosta de música alta (aceitação), mas eu não consigo estudar com música alta”.

A aceitação é, também, a base da auto estima. Aceitar as características que percebemos em nós mesmos é o que nos fornece a matéria-prima para formarmos nosso caráter e as nossa maneira de reagir ao mundo. Não aceitar significa negar a existência. Quando percebemos algo em nós e dizemos “não”, negamos a existência de algo que está ali. A característica não desaparece por isso, mas mantém-se afastada da nossa consciência de maneira que nada podemos fazer com ela a não sermos “vítimas” de sua influência.

Admirar tem uma outra conotação. A admiração pressupõe a aceitação, ou seja perceber que uma determinada característica existe, e empresta àquilo que se percebe um valor. A admiração não é pessoal, ela se restringe à características da pessoa. Por incrível que pareça não admiramos “alguém”, mas sim as competências que percebemos nesse alguém. Mesmo quando dizemos “admiro você enquanto pessoa” é porque admiramos a maneira pela qual determinada pessoa age no campo pessoal.

A admiração não implica em gostar da pessoa que admiramos, ela também não implica um valor moral. Aquilo que se admira não é “bom” ou “mal”, é apenas admirável. Assim é possível admirarmos uma competência de um inimigo. Também não implica em concordância com a competência, é possível admirar a competência de uma pessoa com artes marciais e ser contra a violência, por exemplo. A admiração, no entanto, traz consigo um lugar de destaque à pessoa que detém a competência, ela se torna uma referência para aquilo.

Neste sentido é que admirar se diferencia novamente de aceitar. Aceitação não implica em valorização, admiração sim. O que ocorre com muitas pessoas é uma confusão entre a valorização adquirida através de uma determinada competência em um grupo e o desejo de ser amado e aceito. O raciocínio é  de que ao ser admirado – pela sua competência – a pessoa será amada – pelo que é, pelo seu “ser”. Este raciocínio é enganoso justamente pelo fato de que a admiração não visa o “eu”, mas sim o comportamento e a competência da pessoa.

É óbvio afirmar que é possível que ambos ocorram, ou seja, é possível amar e admirar a mesma pessoa. Porém o problema é quando se imagina que a admiração é necessária para se conseguir um lugar na relação. Torna-se um problema porque como a admiração possui um valor a pessoa passa a brigar e pode sentir-se insegura em relação à sua competência o que compromete a sua segurança na relação.

Se acredito que sou amado e tenho o meu lugar pelo meu intelecto, por exemplo, posso sentir qualquer pessoa que detenha um conhecimento que eu não tenho como um rival. Também posso sentir-me usado pelo fato de entender que a pessoa “só me ama pelo que sei”. Esta confusão se dá por confundir admiração e aceitação. Confundir uma competência da sua pessoa com a sua pessoa.

Você é mais do que apenas o que sabe fazer.

Abraço

visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Homem que é homem…
11/03/2015

dean-chorando-em-preto-e-branco

  • Akim eu estou um tanto esgotado sabe?

  • Imagino… você consegue me dizer o o porque?

  • Sim… é muita responsabilidade pra mim… eu tenho que dizer em casa que tudo vai dar certo, mas…

  • Mas?

  • Mas eu não sei se vai! Não sei se a empresa vai continuar ou se eu mesmo vou conseguir sustentar a família.

  • E porque você não pode se desapegar desse peso todo?

  • Porque ele é meu!

  • É? E quem que te deu?

  • Sempre fui assim, super responsável sabe?

  • Sei sim, mas será que precisa continuar sendo? Está fingindo para quem agora? Antes era para sua mãe, mas e agora?

  • Tenho medo de dizer que não consigo… e se pensarem que eu sou fraco?

  • Fragilidade é uma característica que já é sua, basta acolhe-la.

  • Eu não sei lidar com isso…

 

Muitos são os homens hoje que assumem o papel de “lado forte”, nada contra o papel, mas, como todos os papéis, ele precisa, mais cedo ou mais tarde, sofrer algumas alterações, algumas modificações para não desumanizar a pessoa que o vive. A falta de emoções é um dos pontos negativos daquele que “é forte”. Falta não seria  o termo adequado, mas sim a necessidade de não mostrar.

O papel de “forte” culturalmente associado ao gênero masculino é um papel que tende à desumanizar não só o seu portador como aos outros. Ele pode ser muito útil em situações extremas como desastres naturais ou guerras, porém no cotidiano a tendência é que cause carga desnecessária em cima das pessoas ao percebê-las não como humanos, mas sim como meros papéis ou funções.

Como “o” forte é um lugar solitário a outra tendência é que a pessoa se isole e se torne autocrática, centralizadora. Este papel é comum no universo masculino e altamente retratado em novelas e piadas. O grande problema é não poder ter alguém do lado para compartilhar sua vida e ainda, achar que qualquer movimento dos outros para “fora do programado” é um problema e não uma mudança positiva, muitas vezes.

Lembro-me de um pai que dizia certa vez sobre as escolhas profissionais do filho: “ele não pode escolher isso, está me desafiando”; e eu perguntei: “porque acha que ele está te desafiando ao escolher?”; “porque não era isso que ele tinha que escolher”. Retruquei então perguntando se o fato do filho estar usando o raciocínio próprio não era algo que o pai educador deveria se orgulhar e o homem ficou perplexo. Ele nunca havia pensando nisso antes, nunca pensara que a educação que dera ao filho renderia um ser pensante e ao invés de ficar chateado com as opiniões próprias do filho, poderia vê-las como um sinal disso ao invés de deserção.

Outro caso comum é quando a mulher ganha mais que o homem. Neste caso o homem sente que o seu lugar de provedor está ameaçado ao invés de perceber, por exemplo, o valor da mulher que está com ele, como aquilo pode ajudar a família e a aliviar a sua própria “carga”. A questão é que, para o forte, só pode haver um. Quando se quebra com este pensamento a pessoa pode ver o movimento das outras pessoas não como ameaças, mas sim como o que são: o movimento natural das pessoas à sua evolução pessoal.

Fazer isso, também implica em se dar um novo lugar e dar um novo lugar ao papel de forte. A pessoa pode começar a compreender que ser forte não é manter os outros fracos, mas sim desenvolver o seu próprio potencial. Uma pessoa pode ser forte e andar com outras fortes – tomando “forte” como o que disse acima – e isso pode ser altamente recompensador. O forte não precisa ser solitário, pode compartilhar experiências e ouvir também. Ao recriar o que é ser forte a pessoa também se abre ao novo e à sua própria evolução que muitas vezes fica travada pela necessidade de manter este papel.

Isso me lembra o caso de um senhor que me procurou, ele era o patriarca de uma família, mas sempre tivera um sonho que nunca se permitiu realizar porque ele era “o” forte. Ao longo da terapia ele não apenas pode delegar um pouco de seu trabalho aos filhos e netos, percebendo-os como competentes, abrir mais o coração à esposa e dar-lhe o valor que ela realmente merecia como também, realizar seu sonho: fazer aulas de teatro.

E você machão, vai ficar dando um de forte?

Abraço

visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Quem não te conhece…
04/02/2015

fasdfsdafasfasdfdsafdsagghrweyrtq5

  • Nossa Akim, foi um saco a saída.

  • Sério? Porque?

  • Ah… a menina quis ir numa festa lá para ficar a noite toda dançando.

  • E daí?

  • Daí que eu não curto dançar, você sabe.

  • Sei… esse foi o problema?

  • Não só… tipo eu tive que ficar lá falando com os amigos dela e tal.

  • E?

  • Eu não gosto disso… você sabe que eu sou meio anti social.

  • Entendo… bem, me parece que é importante você dizer isso para ela.

  • Porque?

  • Porque é quem você é. A opção é ficar fingindo que você gosta de fazer isso.

  • Putz… mais essa!

 

Talvez um dos pontos mais importantes e menos discutidos sobre relacionamentos seja o dos defeitos. Hoje venho trazer ao leitor à reflexão: o que fazer com os seus defeitos?

Um trabalho que tenho desenvolvido vem na linha de aprender a deixar claro à pessoa com que você se relaciona os seus defeitos assim como a maneira de lidar com eles. Em outras palavras – mais assustadoras talvez – dizer claramente para o outro quais os seus defeitos e problemas.

Isso não deve ser feito numa alegação de vitimização “ó… eu sou assim, mas me compreenda, eu sofri quando criança” e nem em uma situação que espera ganhar poder através disso “eu te avisei que sou assim, agora me aguente”. Deve ser feito compreendendo que um problema é um problema e que é importante o outro saber disso para administrar melhor a relação com você, porém a responsabilidade sobre o problema continua sua.

A atitude é mais ou menos assim “eu tenho este problema, sei que sou difícil e você tem a liberdade de me avisar quando estiver sendo assim. Algumas vezes vou escutar e em outras, quando eu não conseguir me conter, prometo que vou sair de perto para me acalmar e depois a gente conversa, é um limite meu.” Isso garante que o outro não se torna responsável pelo seu defeito e, ao mesmo tempo, compartilha dele na convivência com você. Ao mostrar como lidar com o problema você assegura a sua responsabilidade frente ao seu problema.

O grande problema para isso ocorrer é que ninguém que assumir e muito menos falar abertamente sobre os seus defeitos. E o problema com isso é: não dá para esconder os nossos defeitos, mais cedo ou mais tarde, em um ou outro tipo de situações eles sempre se mostram. A ideia de falar abertamente – e cedo – sobre eles é deixar claro para a pessoa se ela topa conviver com estes defeitos. Num outro post escrevi sobre esta necessidade do mundo atual: falar sobre os defeitos da relação.

Nossa obsessão com a satisfação é o que faz com que criemos expectativas irrealistas sobre nós, os outros e as relações humanas. Não quero dizer, com isso, que você deve viver numa relação ruim para você, mas sim que todas as relações possuem problemas. John Gottman um estudioso de relacionamentos humanos em seu livro “Os 7 princípios para o casamento dar certo” afirma  que existem problemas que não são solucionáveis num casamento, ou seja, serão problemas que vão acompanhar o casal para sempre e ainda afirma que a ideia de que um casamento bom é aquele no qual as pessoas resolveram todos os seus conflitos e seguem sem nenhum problema é  falsa. Assim sendo a afirmação do problema e a negociação para viver com o problema e em harmonia é a chave para um casamento realmente satisfatório e não a completa exclusão de problemas.

Porque viver numa relação com problemas você pode ser perguntar. Em primeiro lugar porque o mundo não está aqui para satisfazer as nossas necessidades. Em segundo lugar porque viver a vida é aprender a lidar com problemas e não a não viver com eles, problemas nos fazem crescer. E em terceiro lugar, porque não? Afinal se relações tem problemas a vida também os tem!

E ai, quando você vai marcar aquela conversa sincera com o seu conjugue?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

Defeitos
30/01/2015

jbçigçihihõhõn

  • Ai Akim… eu tô meio de cara.

  • Com o que?

  • Ah… a minha namorada que tá me enchendo demais o saco.

  • O que ela está fazendo?

  • Fica falando que eu sou travado demais!

  • Me de um exemplo.

  • Ah, tipo, que eu não sou uma pessoa ativa e que faz muitas coisas sabe?

  • Sim, qual o problema dela dizer isso?

  • Como assim? Enche o saco!

  • Sim, mas ela não está mentindo está?

  • Até você?!

  • Meu caro… você é travado e sabe disso… porque não assumir?

  • Pô… tá… mas ela não precisa ficar jogando na cara…

 

É óbvio dizer que todos temos dificuldades, defeitos e manias “chatas”. Porém, como tratamos esses defeitos? Escondemos? Fingimos que não temos? Buscamos justificar e dar à eles uma razão (como se a pessoa estivesse certa em ter o defeito)? Que tal assumir?

A maneira pela qual lidamos com nossos defeitos tem uma profunda relação com a nossa auto estima e com a maneira pela qual nos sentimos amados. Quanto mais medo temos de algo “ruim” em nós, mas tendemos a esconder isso – dos outros e de nós – porém essa escolha não ajuda a pessoa.

Porque não?

Nenhuma característica existe ao acaso e mesmo aquelas que são “genéticas” acabam assumindo um significado emocional e psíquico construídos ao longo dos anos pela pessoa e as relações que ela tem. Assim sendo tudo o que fazemos de virtuoso e de defeituoso possui um lugar na nossa mente e compõe o nosso “eu”. Quando negamos uma determinada característica negamos, junto com ela, todo um conjunto de significados, sensações e processos mentais que a geram. O pior: muitas vezes ao negar algo “ruim” em nós, negamos, também algo bom.

Como assim?

Justamente pelo fato de que a característica é como “a ponta do iceberg” de toda uma construção interior, ao negarmos uma determinada característica e buscar suprimi-la também fazemos isso com o processo, só que este pode gerar outras características, as quais apreciamos. A pessoa pode não gostar de ser muito prolixa e de viver em devaneios, por exemplo, porém ao suprimir isso e tornar-se “mais objetiva” ela também suprime a sua capacidade de gerar frases poéticas e a sua maneira peculiar de falar com as pessoas costurando suas histórias pessoais com vários fenômenos que ela leu ou viu em algum lugar o que a torna uma excelente companhia.

O que fazer então?

Ocorre que o mais importante não é negar algo negativo, mas sim compreender. Ao perceber a história e a estrutura podemos localizar melhor onde o nosso “defeito” é importante e onde não é. Talvez não seja adequado ser prolixo numa entrevista de emprego, mas ao refletir para escrever isso seja interessante.

Além disso aprender a assumir que os defeitos não são “alienígenas” que entraram em você e te dominam, são comportamentos seus com os quais você mesmo não tem intimidade. Muitas vezes aquilo que pensamos ser um monstro em nós é, na verdade, algo muito frágil e bom. É importante conhecer para que a sua própria intimidade cresça.

Este crescimento além de lhe posicionar melhor sobre os seus limites o faz mais honeste consigo e isso ajuda a aumentar a auto estima. É importante, no entanto, lembrar de não se punir, mas sim de reconhecer e integrar, compreender para conseguir dar um lugar mais interessante às suas próprias características. Aprender a fazer esse exercício o abrirá para algo ainda mais desafiador: aprender a lidar com isso nas suas relações, mas isso é para outro post.

Até quando você vai fingir que não é o que é?

Abraço

visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Agradar
14/01/2015

download (15)

  • Então… eu não sei o que dizer à ela.

  • Não sabe? Bem pense um pouco então.

  • Eu deveria dizer que não… mas não consigo.

  • O que faz com que você não consiga?

  • Eu não sei… me parece que eu estou sendo mal com ela se eu disser não.

  • De que maneira dizer que não quer fazer a viagem é ser mal?

  • Não sei…

  • E você espera uma punição por “ser mal”?

  • Sim…

  • Algo como o rompimento da relação?

  • É…

  • Então… já te falaram que além de agradar o outro, existem outras maneiras de se relacionar?

 

 

O desejo de agradar é comum ao ser humano. Nossas relações sociais todas se beneficiam deste desejo. Porém o ato de agradar, assim como todos os outros precisa ter critérios os quais desenvolvem limites à sua prática. A ausência destes critérios é algo prejudicial à pessoa.

Porque?

Sem os critérios a pessoa passa a não ter limites sobre a sua atitude, sem estes pode agir de uma maneira que possa trazer danos à si e à sua integridade emocional e psíquica. Ocorre com muitos pais e com conjugues que, na ânsia de estarem sempre agradando, não medem esforços ou mesmo limites às pessoas que desejam agradar. Mudam suas rotinas, tem comportamentos que vão contra suas crenças e valores e até mesmo se prejudicam em nome de terceiros.

O desejo de agradar ao outro é algo que “faz parte” das relações, porém sem os limites ele se torna a própria relação. Em geral temos pessoas inseguras com suas relações e consigo próprias buscando desesperadamente um pouco mais de segurança em seus relacionamentos através do ato de ficarem agradando e fazendo inúmeras concessões à todos.

A partir do momento em que o ato de agradar torna-se a única ou a mais importante forma de expressar afeto, tome cuidado, você e sua relação estão precisando de ajuda. Bons relacionamentos vão além da satisfação pessoal, elas estão na esfera do incômodo também, de maneira que levar o conjugue ou o filho à beira da sua zona de conforto fazem parte de um relacionamento saudável.

A questão, então, é: o que você espera ao agradar? Se a resposta tiver algo a ver com a sobrevivência da relação, pense novamente e faça outra coisa. Aprenda que você não veio à este mundo para ficar mendigando afeto através de agrados infinitos ao outro e que é importante se colocar na relação para que ela ocorra, afinal uma relação é feita de mais de uma pessoa. Não é apenas o outro que deve ter lugar, você também deve ter o seu.

Se a sua resposta for algo no sentido de fazer uma surpresa para complementar todo o restante da relação, vá em frente! Agradar, como já disse é algo importante nas relações humanas, faz bem e é uma delícia de receber. Preocupe-se se você, por exemplo, não sabe dizer não á alguém com medo de que este não signifique um rompimento. Neste caso é importante buscar ajuda justamente para que você aprenda novas maneiras de se relacionar.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

Avaliação
09/01/2015

avpsicologica

  • Eu não posso sair fazendo as coisas dessa maneira.

  • O que te impede?

  • É que eu avalio muito bem as coisas.

  • Será?

  • Claro que sim, sempre acho os defeitos nas minhas escolhas.

  • Mesmo quando não tem defeitos não é?

  • … É…

  • “Achar defeitos” é igual à avaliar?

  • Não é?

  • Acho que não… quem avalia tem critério, você não tem.

  • Como não?

  • Você “acha” defeitos, ou melhor dizendo cria eles não é?

  • Sim… nunca está bom pra mim.

  • Pois é. Avaliar significa saber o que é bom ou não e porque, você não sabe fazer isso.

  • O que tenho feito então?

  • Desvalorizado, denegrido… porém não avaliado.

 

Muitas pessoas confundem avaliar com denegrir. Avaliar não significa dizer o quão ruim está, significa ter critérios com os quais filtrar uma determinada ação ou produção. Isso significa, ainda, que, dependendo dos critérios uma mesma obra ou ato poderá ser “boa” ou “ruim”. Se você avaliar uma obra realista com critérios surrealistas ela não será uma boa obra. O mesmo vale para nossos comportamentos.

A primeira parte, então, é saber diferenciar o ato de denegrir e o de avaliar. Denegrir significa tomar algo (comportamento ou produção) e apontar defeitos. O ato de denegrir não se importa em ter uma ética ou um conjunto de critérios claros para realizar esta tarefa, ele apenas quer denegrir. Desta forma sempre encontrará um conjunto de critérios para denegrir aquilo que está sendo visto. O ato de avaliar, por outro lado, tem uma definição clara daquilo que se busca e sabe especificar exatamente o que é algo adequado ou não para o determinado fim.

Assim quando nos confrontamos com alguém que “avalia” o nosso comportamento ou com o nosso próprio pensamento temos que nos perguntar: o que é, especificamente, o “bom” nessa situação? Qual o critério que define como bom ou ruim, adequado ou inadequado aquilo que estou fazendo?

Se você não tem resposta para esta pergunta é importante saber que talvez você esteja simplesmente denegrindo a sua ação ou sendo denegrido por alguém que não sabe lhe informar, sequer, o que seria o bom para ela. Esta estratégia é a “defesa” contra a desvalorização. Quando solicitamos os critérios é como se perguntássemos para a pessoa ou para nós mesmos: você sabe mesmo avaliar isso? Quando a pessoa sabe, ela lhe apontará especificamente aquilo que percebeu e lhe dirá porque trata aquilo de uma maneira positiva ou negativa – abrindo, inclusive, a oportunidade de diálogo e negociação. Se, por outro lado, ela não tiver não saberá o que dizer.

Em relação ao nosso próprio comportamento é importante manter a mesma relação, ou seja, determinarmos os critérios pelos quais vamos avaliar o nosso próprio comportamento e produção para sabermos nos dizer se estamos indo num caminho adequado ou não. A partir disso podemos avaliar o que fazemos, como fazemos e, além disso, se os critérios que definimos são úteis ou não. Muitas vezes, como já afirmei em outras postagens, o nosso problema é exatamente o conjunto de critérios que usamos por serem rígidos ou abrangentes demais, por exemplo.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Discutir e agredir
15/12/2014

discutir

  • Mas Akim, não dá para discutir com ele.

  • Porque não?

  • Ele nunca entende nada que eu digo!

  • Como você sabe que ele não entende?

  • Por exemplo: quando eu falei de como eu queria fazer as festas de final de ano, ele não concordou com nada!

  • Hum, então ele concordar com o que você quer é o como você sabe que ele “entendeu”?

  • … É…

  • Mas existe uma diferença entre “entender” e “fazer o que você quer”, não tem?

  • Tem…

  • Ah… Será que você quer “discutir” com ele ou “mandar” nele?

  • Ai…

 

As últimas eleições provaram como as pessoas tem tido péssimos hábitos de conversação e de discussão. Em parte, creio que isso é reflexo da sociedade de consumo na qual vivemos que tem a regra de busca satisfação sempre. Podemos disfarçar a palavra “satisfação” por “pensamento elevado”, “crítica refletida”, mas a verdade é que no fundo praticamente tudo o que vi de discussões políticas tinha um fator muito mais simples: você concorda comigo, então é amigo; você discorda, então é inimigo.

Esse radicalismo não está presente apenas nas questões políticas, mas em praticamente todas da nossa sociedade. Se por um lado entramos num período histórico que busca cada vez mais  inclusão do diferente, ao mesmo tempo este mesmo período registra um aumento da intolerância ao diferente. Esta reflexão não é apenas minha em relação ao que ouço em consultório, mas de vários sociólogos também que apontam este fator. E qual um dos grandes problemas que gera esta intolerância? O medo.

No filme “V de vingança” existe uma personagem que conta a sua história e diz que lembrava-se do momento em que a palavra “diferente” se tornou um sinônimo da palavra “perigoso”. Creio que isso é muito próximo do que vivemos hoje. O diferente é perigoso porque ameaça a minha maneira de perceber o mundo e o lugar que eu me dou neste mundo. Isso não se reflete apenas no “status quo” social, mas em cada pequena discussão que existe com um amigo ou um familiar. Tomar uma posição, defender o seu argumento e agredir uma pessoa ou o seu argumento são coisas muito diferentes.

O medo é que torna o diferente perigoso. Medo não da nova proposta, mas sim do que ela faz com a minha percepção de mundo. O grande problema não é que a diferença entre as propostas, mas sim como isso afeta a pessoa no seu modelo de mundo e isso vale tanto para um lado quanto para o outro. Quando o medo entra em cena a discussão termina e a agressão começa. Mas como lidar com o medo?

Assumir o medo é o primeiro passo. Deixar convicções acerca de “certo” e “errado” de lado é outro. Não há discussão quando fixamos o “certo”, o que existe é tentativa de conversão e nada mais. Assumir um posicionamento é diferente de defini-lo como “certo”, na verdade, quem realmente compreende o que é um posicionamento, sabe que ele não tem absolutamente nada a ver com “certo” e “errado”, na melhor das hipóteses temos algo como “o que eu considero melhor para mim neste momento da minha vida segundo estas circunstâncias nas quais me encontro”, ou seja, ao se falar em “certo x errado” o melhor que se pode fazer é falar de si.

Ao assumirmos o medo podemos conter nossas reações de corrigir o outro e seu discurso e de ficarmos na defensiva. Se o discurso de certo e errado sai de cena podemos tentar perceber uma maneira distinta de ver o mundo. Aí sim é que se pode optar por um caminho ou outro de uma maneira livre, ou seja, sem a necessidade de comprovar o certo ou errado. Chamo à isso de liberdade porque se crio “o” certo, estou criando um dogma, porém se compreendo aquilo como “mais um discurso” posso optar por ele, e optar por outro mais tarde se eu perceber que o meu caminho precisa de uma nova maneira de se expressar. E isso não é ser volúvel.

Assim quando se discute é importante desejar conhecer o que o outro pensa, tentar compreender e conseguir ver o mundo de acordo com o modelo do outro. Esta é a única maneira de conseguirmos dar o próximo passo que é entrar em sintonia com o outro e aí sim ter uma discussão humanizada. Quando, por outro lado, buscamos converter o outro ao nosso ponto de vista estamos agredindo e não dialogando. Creio que as verdadeiras mudanças se fazem com perguntas e livre escolha e não com dogmatização forçada e argumentos como “você está pensando errado”, “não acredito que você pensa assim”.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

%d blogueiros gostam disto: