Eco chato
21/11/2013

18-8-2013

Adoro a Mafalada… mas se ela fosse uma criança de verdade, senhor, como seria chata!

Acho importante sermos críticos, porém existe um limite para a crítica que está ligada à vida, desejosa de viver e pronta para cooperar e a crítica que não para nunca e se torna morosa e limitante: aproveitar a vida é diferente de alienação.

Para as  várias Mafaladas e Mafaldos por aí: relaxem um pouco, vocês não serão piores e nem sequer medíocres por fazer isso.

Persistência
17/04/2013

– Não sei se continuo sabe?

– Sim, o que acontece?

– É mito duro o trabalho e os resultados vem muito devagar

– Entendi. Então pelas dificuldades do projeto você está pensando em largá-lo, é isso?

– É… mais ou menos isso…

– Mais ou menos?

– Na verdade é isso.

– Quando você está lá trabalhando, pensa nas dificuldades do projeto e ou nos resultados que vai atingir com ele?

– Nas dificuldades.

– E quando pensa nas dificuldades pensa nas soluções – para as que tem – e em aproveitar o contexto – para as que não tem – ou fica como se estivesse se dizendo “ai meu Deus, o que eu vim fazer aqui?”

– (risos) A segunda opção.

– Fica pensando em ir embora e como ir embora seria ótimo?

– Várias vezes.

– Agora uma pergunta importante: o objetivo é viável e vai te trazer resultados que você quer?

– Sim, é um trabalho chato, mas ele é super viável.

– Então está na hora de desenvolver um pouco de persistência, não acha?

– É, bem… você tocou no ponto vira e mexe eu largo mão das coisas…

 

Persistência é a competência em manter-se num determinado objetivo.

As pessoas que desenvolvem esta competência naturalmente possuem uma alta resistência à frustração, mas porque? Alguns elementos são fundamentais na atitude mental delas.

Quando erram, por exemplo, compreendem o erro como um resultado e não como uma falha. Pensar desta forma no erro as faz aprender com o que fizeram e isso as motiva para continuarem tentando buscar novos resultados.

Possuem um objetivo bem claro à sua frente e só descansam quando o atingem. A pergunta: continuar ou não é respondida de forma simples por eles: já atingi o que eu quero? Se sim eu paro, se não eu continuo. O resultado por sua vez, só é buscado enquanto se mantém possível de ser realizado e irá trazer benefícios para a pessoa. Persistir num objetivo que não trará bons resultados ou que os resultados serão atingidos frente à sacrifícios muito duros muitas vezes fazem com que a pessoa mude seu foco, porém de forma consciente e não como fuga.

Outra característica é ater-se ao momento. Embora dirigidas pelo foco nos objetivos a pessoa persistente quando está agindo dirige sua atenção ao que está acontecendo, aproveita o momento e aprende com ele. É como se a meta fosse um pano de fundo, ela está presente o tempo todo porém a atenção está no momento presente.

Ela também sabe o momento de dar uma pausa quando precisa; ao contrário do que muitas vezes se pensa a pessoa persistente sabe cuidar de si e de sua saúde. Ela pode ter momentos nos quais ela vai se desgastar, porém percebe o desgaste e se dá um limite para ele. isso é facilmente compreendido: ela sabe que precisa estar bem para continuar na busca dos seus objetivos, se estiver mal terá que parar, portanto o desgaste é sempre medido até que seja passível de manter a pessoa em pé. Essa característica é, inclusive o que a faz criar a resistência: ir até o limite, um pontinho à mais e então descansar.

Abraço

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Valorização
10/09/2012

– E ninguém me valoriza sabe?

– Sim, entendo.

– Aí é complicado, como é que eu vou me expôr, dizer o que penso se ninguém me dá valor?

– É complicado mesmo né?

– É sim!

– Você estava me contando de um dia que você estava na sua casa e teve uma ideia de sair, assistir um filme ou algo assim, lembra-se?

– Lembro, foi de ir pegar um filme que eu queria ver e não tinha visto no cinema.

– Perfeito: o que você fez naquela situação mesmo?

– Eu não fui. Pensei assim: a, bobeira, vejo outro dia quando der mais tempo…

– E isso que era um final de semana não? Sexta à noite!

– É….

– Pois é… esse é um exemplo, tem outros nos quais você sempre abre mão de alguma coisa sua, desvaloriza um ato seu, lembra quando eu elogiei uma atitude sua um tempo atrás?

– Lembro, eu não consegui receber o seu elogio, fiquei até meio braba.

– Pooois é… então, que tal a gente começar a trabalhar com você se valorizar ao invés de ficarmos aqui brigando com esse “povo safado” que não quer te dar o valor que você merece?

– Eu acho uma ideia boa e difícil.

– Mas se é boa, vale a pena não é?

– Ah sim, eu acho que vai valer sim!

Quando se busca valorização nos outros temos um problema inicial: e se o outro não gostar do que gostamos? Ou se a nossa forma de agir seja uma forma que o outro não gosta?

Este problema inicial deve ser superado buscando a valorização em outro lugar: nós mesmos. Começamos a falar, então de auto-valorização. Não tem nada a ver com valorizar-se de forma desproporcional – o culturalmente “se achar” – pelo fato de que estamos falando de nós mesmos. Quem “se acha” não está se valorizando, é só uma outra face da moeda da baixa auto-estima. Quem se valoriza demais não está valorizando à si, mas sim à uma imagem que ele tem de si que é muito diferente do que ele é, o mesmo vale para quem não se valoriza.

Como se valorizar?

Inicialmente começamos a prestar atenção no que fazemos e dar um valor ao que fazemos. Podemos nos dizer: “esta comida que eu fiz está uma delícia”, “adoro meu rosto”, “estou lindo(a)” hoje. Obviamente o que valorizamos deve ser verdadeiro, não diga “estou lindo” apenas por dizer, você deve realmente perceber isso.

Este pequeno passo pode ser aplicado à varias áreas da sua vida, com o tempo algo começa a ocorrer: você começa a se perceber uma pessoa legal, bela, divertida, estudiosa, seja lá qual forem os seus atributos. Com isso você passa a entender que o que você faz tem valor, ou seja, o fato de você estar aqui respirando não é apenas um gasto de oxigênio, é, na verdade um fenômeno que faz a diferença na vida de muitas pessoas e na sua também, é de alto valor essa respiração, ela tem valor… você tem valor!

Começamos a querer nos agradar então, sonhar, desejar e perceber que temos a nossa marca única no mundo. Isto nos faz querer valorizar esta marca, que é única e, com isso estamos no caminho da auto-valorização. Então não precisamos mais que nos digam que nós somos ótimos: podemos fazer isso por nós mesmos. E sem nos achar.

Abraço

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Pequenos prazeres
07/09/2012

– Eu estou bem melhor Akim, me sinto até estranha às vezes.

– Porque?

– Porque agora, eu entendo que o que me faz bem não eram aquelas coisas todas que eu achava que precisava fazer para sentir prazer: sair todo dia, ir sempre em teatro, cinema, bar, restaurante chique.

– Ah não?

– Não, pelo menos neste momento da minha vida estou curtindo muito mais passear com o meu cachorro no final do dia, ir na feira da rua comer um pastel com café, ler um livro em casa sabe?

– Sei sim.

– Parece que agora eu estou conseguindo aproveitar mais cada momento.

– Perfeito. É como se você conseguisse extrair mais prazer de cada coisa que você faz, é isso?

– É, bem assim mesmo.

– E isso, geralmente, acalma a agente não é?

– Bem dessa, me sinto mais calma sim. Parece que eu não preciso… parece não: eu não preciso mais fazer mil coisas para ficar bem, apenas uma de cada vez.

– Ótimo! Agora que aprendeu isso começa uma nova fase para você não é?

– É, me sinto assim!

Aprender a sentir prazer é uma arte complexa que envolve aprender a sentir o que está ocorrendo. Ela é complexa porque o prazer está intimamente ligado com nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e gosto) e os nossos sentidos tendem a se habituar com o que é repetido eles criam uma “habituação” em relação ao estímulo. Por exemplo, eu adoro pizza, mas se eu comer pizza todos os dias, logo nem estarei mais sentido o gosto, estarei comendo mecanicamente. Daí o desafio.

Podemos aprender a criar períodos de tempo longo entre os prazeres para evitar isso, podemos aprender a misturar os prazeres tendo um e depois outro para não permitir que nos habituemos e podemos também aprender a relaxar e aproveitar o momento o máximo possível nos “entregando à experiência” e prestando atenção à cada sensação. Todas estas dicas ajudam à aumentar o prazer que sentimos com nossas atividades, extraindo dela os estímulos que nos dão prazer que nos fazem sentir melhor.

E não tem a ver com um tipo específico de atividade, qualquer atividade pode trazer isso. A sacada é em você aprender a ter competência suficiente com os seus sentidos para aproveitar e extrair o máximo de cada atividade.

Abraço

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Tédio
22/08/2012

– Então, estou entediado com tudo isso sabe?

– Sei, pelo que você me conta as coisas não fazem sentido né?

– É. Eu queria estar fazendo alguma coisa, mas não tenho tesão para fazer nada.

– Entendo. Mas me diga, onde estaria esse tesão?

– Não sei, deveria estar no que eu estou fazendo não é?

– E não está?

– Não

– Então onde está?

– (pensativo)

– O tesão, motivação somos nós quem criamos. Nós é quem emprestamos sentido para o que fazemos. Como você dá sentido ao que você faz?

– Hum, acho que não dou.

– Entendo, bom, vamos trabalhar com algumas experiências para você fazer e vamos ver o resultado que isso vai trazer, o que me diz?

– Vamos lá.

Tédio é uma sensação que nos informa que gostaríamos de estar vivendo algo que não estamos vivendo neste momento. Podemos fazer isso de duas formas básica: a primeira é simplesmente não estarmos fazendo o que realmente desejamos; a segunda é não sabendo aproveitar o que estamos fazendo.

Para a primeira é importante criarmos oportunidades para fazermos oque desejamos, criar o compromisso de buscar nossos desejos. Esse compromisso pode ser começar a ter atitudes pequenas, mas que levem ao objetivo maior.

A segunda já é um pouco mais complexa pois envolve descobrir como criamos a nossa motivação. Muitas pessoas não sabem sentir prazer e envolvimento com o que estão fazendo. Uma das primeiras metas é aprender a sentir prazer no que está fazendo. Descobrir qual o elemento da experiência que você está tendo que lhe dá prazer. Para isso é necessário sentir – com o tato, visão, audição, gosto e cheiro – a experiência e destes elementos detectar qual o que lhe dá prazer. Depois disso podemos desejar passar pela experiência prazerosa novamente e com isso começar a gerar a motivação para ir novamente fazer o que gostamos. Com isso começamos a “matar” o tédio.

Abraço

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