Sobre o tempo
24/06/2015

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  • Mas isso é muito chato!

  • Porque?

  • Porque vai acontecer só ano que vem!

  • Eu sei. Mas é o seu desejo não é?

  • Sim… mas eu queria agora!

  • Eu sei… mas não dá!

  • Porque não?!

  • Pergunte à natureza… ela que decidiu que bebes demoram 9 meses pra nascer… porque ao invés de pensar no que não está acontecendo agora você não presta atenção às várias sensações que terá enquanto grávida… será uma aventura inesquecível e, no final, passa rápido.

  • Hummmm

 

Você já pensou em como a sua maneira de perceber o tempo afeta a sua vida? Não, não estou falando de como a sua agenda está apertada, mas sim de como você encara a sua agenda.

O tempo é talvez um dos componentes mais importantes da nossa vida e um dos menos explorados. A única questão que vejo com frequência é que temos pouco tempo e como administrar o tempo. Mas pouco se fala sobre como vivenciamos o que chamamos de tempo. Por exemplo, você já percebeu que tem pessoas com um futuro muito claro à sua frente enquanto outras não sabem o que irão fazer na hora do almoço? Essa diferença é apenas em relação à criação de metas? Não, muitas vezes o problema não é com o desejo e sim em não saber olhar para o futuro.

Muitas pessoas, por exemplo, acham que pensar no futuro não vale à pena porque elas não sabem se vão poder fazer aquilo que desejam. Daí que mantém o futuro escuro, ou seja, sem planos. Pensar à longo prazo e conseguir visualizar um futuro não se trata de se ele irá ou não acontecer, mas sim da competência para fazer isso motivar os seus comportamentos atuais. Em geral pessoas com este pensamento, são, na verdade, reféns do presente. Ou seja, não é que elas não acreditam que podem ter um futuro melhor, mas seu pensamento se limita às sensações que sentem agora.

O outro lado da moeda também é válido. Tem pessoas que estão tão focadas no futuro que sua mente não consegue se deslocar para o aqui e agora e viver algo prazeroso que está acontecendo. Outros são vítimas de seus passados e andam para frente, porém de costas, apenas vendo aquilo que já passou. É a pessoa que está sempre chafurdando suas memórias e eventos passados. Vive dos contos sobre aquilo que lhe aconteceu.

Presente, passado e futuro possuem propriedades importantes para as pessoas e suas evoluções pessoais. O futuro, por exemplo, é um importante motivador da ação. A ideia de um futuro melhor pode nos mover e organizar planos de longo prazo. Ninguém faz um sacrifício se não pensa – pelo menos um pouco – num momento futuro. Já o passado pode ser fonte de aprendizado e gratidão que são importantes para sustentar a pessoa no presente, algo como “vim até aqui, então posso ir à frente”. O presente é onde as coisas realmente acontecem e estar em contato com ele é estar em contato com a vida em si. Um sem o outro não fazem sentido, tornam-se limitantes.

Qual o seu foco? Qual o tipo de ‘tempo’ que você não gosta de perceber? Tudo isso tem relação com o como você organiza o tempo em sua mente e com as competências para fazer isso. Quem não gosta de futuro tem dificuldade em planejar, quem não gosta do passado tem dificuldade em relembrar e quem não gosta do presente não gosta de sentir. Obviamente esta lista não é exaustiva e existem outras razões.

Abraço

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O tempo cura! (cura?)
15/04/2015

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  • Ah Akim… eu não sei direito…

  • É difícil este tema pra ti né? Está sentindo isso como uma perda?

  • Sim! Eu perdi ela mesmo… não percebi o que estava acontecendo… mas sei lá… deixa assim… uma hora passa.

  • Sei… é um jeito de encarar.

  • O tempo sabe? Acredito muito nisso.

  • No que?

  • Que o tempo ajuda a curar as coisas.

  • Sim, ou a gangrenar também… afinal você ficou um bom tempo sem perceber o que aconteceu na sua relação e ela terminou.

  • Pô… precisa falar assim?

  • Para te colocar em contato com o real? Sim! Não gosto, mas preciso…

  • Tá… é foda, mas você tá certo… é que eu não gosto disso…

  • Eu sei, eu sei….

 

O tempo cura. Ouvi esta frase inúmeras vezes na clínica ao longo dos anos. Conclusões? Sim, algumas que compartilho com o leitor aqui.

O tempo cura? Não!

O que o tempo faz? Várias coisas e elas podem ajudar você a se curar ou a se enterrar ainda mais profundamente. Em primeiro lugar precisamos entender  o que se quer dizer com “o tempo cura”: não é o “tempo” em si, porque o “tempo” não é uma entidade metafísica que se materializa e bate na sua cabeça te curando de alguma coisa. Assim o que se quer dizer com esta frase é que a passagem do tempo cura, ou seja, o passar dos dias, meses e anos tem um efeito curativo e/ou terapêutico. Se isso fosse verdade não existiriam traumas! O que acontece na infância ou na adolescência seria “curado” e todos viveriam felizes depois de um mês ou dois. Obviamente a vida não é assim.

O passar do tempo é algo que proporciona alguns elementos: perspectiva e tempo de habituação. A passagem do tempo faz com que consigamos ver um determinado acontecimento em perspectiva temporal distinta. Olhar para uma briga que tivemos ontem no dia de hoje é diferente de olhar a mesma briga daqui a um ano. Os elementos que realmente ficam em evidência são distintos e muitas vezes aprendemos algo ao longo do caminho que classifica a briga como idiota.

A habituação é o efeito de tornarmos comum uma determinada rotina ao longo do tempo. Sabemos que hábitos, por exemplo, precisam de um tempo de pelo menos 3 meses para se solidificarem. Assim sendo quanto mais passa o tempo, mais tendemos a assumir um determinado comportamento ou ponto de vista caso a repetição deste comportamento esteja presente.

E é aí que afirmo que o tempo não cura. Habituar-se e ter perspectiva de longo prazo podem ser elementos que servem tanto para o “bem” (ou “cura”) quanto para o “mal” (ou “ferida”). Pode-se, por exemplo, criar o hábito ao longo do tempo de remoer a dor que se sentiu durante uma briga. Assim todos os dias penso na dor que senti quando uma pessoa me feriu e crio este hábito. Junto com isso a pessoa pode ficar vendo a perspectiva de longo prazo prestando atenção em quanto tempo faz que a pessoa o feriu “e nem me pediu desculpas ainda”. Obviamente esta maneira de “passar o tempo” não vai ajudar a curar nada!

Por outro lado, quando percebo que a pessoa busca compreender a sua situação atual e adaptar-se à ela, sei que o tempo irá ajudar. Quando busca olhar o passado e tentar aprender com ele e enriquecer a sua vida e suas experiências, entendo que a pessoa está criando um hábito que ira ajudar: aprender e evoluir. Muitas pessoas fazem isso: olham para o passado com uma “distância quente” e buscam novos pontos de vista sobre ele que possam ajudar ela a crescer e a compreender a sua própria história. Quando fazem isso o tempo ajuda e muito, pois estes hábitos tendem a se solidificar, como já afirmei acima, e, com isso, a pessoa desenvolve e solidifica um hábito muito positivo.

E você? Se afunda na dor ou busca novos horizontes mesmo no seu passado?

Abraço

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Pressão e desejo
10/04/2015

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  • Mas sabe… o estranho é que eu estou fazendo algo que eu gosto.

  • Entendo… você faz algo que gosta, mas não está gostando de fazer é isso?

  • É! Estranho né?

  • O que tem de estranho nisso?

  • Eu deveria gostar…o normal, sei lá, seria isso!

  • Sim… é comum a gente ter desilusões em relação ao que gostamos de fazer.

  • Sim eu sei disso, mas é algo mais… é quase um desânimo.

  • Sabe… quando a gente faz algo obrigado, mesmo aquilo que gostamos pode se tornar uma obrigação chata.

  • Hum…

  • Estou certo no meu palpite?

  • Sim… acho que sim… eu me cobro muito mesmo…

 

Existem dois tipos básicos de motivação: aquela que te direciona à algo e aquela que o afasta de algo. Estas duas maneiras não são certas e nem erradas, mas cada uma delas provoca um efeito diferente em nossa mente e emoções, compreender isso é fundamental para manter nossos sonhos e desejos ativos.

O desejo de ir em busca de algo reflete iniciativa e conquista. É o tipo de motivação que te impulsiona à construir, imaginar um futuro melhor do que o presente e gerar competência para criá-lo. Usar a motivação desta maneira gera interesse, curiosidade e resistência à frustração. Existe o cansaço porém, em geral, vem associado com uma sensação de conquista, é o famoso: “cansado mas feliz”. As pessoas que usam a motivação assim conseguem ver de maneira clara um progresso – mesmo que seja pequeno – em suas vidas.

Afastar-se de algo implica num desejo de não ir em direção à um determinado futuro. É a evitação de algo ruim no futuro, o desejo de manter o presente tal como está. O efeito é de ansiedade pelo fato de que o futuro é pior do que o presente e a busca é de manter o presente da mesma maneira. A pessoa assume uma postura mais defensiva e passiva no sentido de “esperar o futuro” e verificar se a situação não mudou. Tende-se a ser meticuloso e altamente irritável por precisar perceber cada pequeno detalhe e não permitir que ele mude.

Ambas formas de motivação são úteis dependendo da situação em que você se encontra. Compreender qual o melhor para você é muito importante. Algumas vezes é preciso e sábio tentar manter a situação do mesmo jeito porque o futuro pode, de fato, ser pior. E outras é melhor buscar criar o futuro ao invés de esperá-lo chegar. Se o que você deseja é algo diferente do que existe hoje, em geral a melhor saída é buscar construir o seu próprio futuro ao invés de tentar manter o presente. Por outro lado, se você deseja manter ou reforçar o “status quo” da sua vida pode ser melhor a evitação da mudança.

Ocorre que as pessoas fazem a escolha contrária, por exemplo: desejam ter novas competências e focam no erro. Algo muito comum, mas que mina a iniciativa, motivação e o desejo. Se desejo adquirir novas competências devo imaginar um futuro melhor do que tenho hoje e abrir-me para criar este futuro, o erro é parte do processo de aprendizado. Se foco no erro estou buscando mudar sem que nada mude, ou seja, adquirir uma nova competência sem a possibilidade de erro, o que é quase impossível no caso de aprendizagem.

Desta maneira embora estejam fazendo aquilo que desejam fazer estão, também contribuindo contra o seu processo. É como acelerar o carro com o freio de mão puxado. Faço aquilo que quero, estou construindo o meu futuro, porém mantenho o foco naquilo que está mudando e desejo manter o presente do mesmo jeito que está. Enquanto foco para manter o presente – não mudar – desejo a mudança. Dá para perceber o paradoxo assim como o problema que isso gera, é como fazer força para a esquerda e para a direita ao mesmo tempo. Não funciona bem. “Não funcionar bem” não significa que a pessoa não consegue ir adiante, porém o custo emocional é maior e muitas vezes gera um problema desnecessário de pressão e estresse.

E você: está indo do jeito “certo” na direção “certa”?

Abraço

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O que fizeram de mim?
16/03/2015

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  • E eu tenho uma…não é direito raiva sabe? É como uma revolta.

  • Sente-se indignado em relação à sua família?

  • Não à pessoa deles, mas ao que vivi com eles.

  • Pensa que poderia ter sido diferente não é?

  • Sim… em tudo o que eu não precisava ter vivido.

  • Um sentimento esperado.

  • Esperado?

  • Sim, é comum olharmos para trás e querer não ter vivido as partes ruins de nossa vida.

  • É… mas sei lá… isso me faz mal entende?

  • Claro e você, o que entende disso?

  • Bem… não sei direito… eu sinto revolta e indignação, mas sinto que o mais adequado não é brigar com eles.

  • Então, o que seria melhor?

  • Como na música dos engenheiros: “perdoe o que puder ser perdoado, esquece o que não tiver perdão”.

  • Entendo. Isso é maduro, todos erram e você irá errar com seus filhos, esteja certo. Perdoar é, também, seguir a sua vida em frente.

  • Sim

 

A vida não é justa. A vida é cruel. A vida é a vida.

Sempre cito o pensamento existencialista de “o que vou fazer com o que fizeram comigo?”. Este pensamento é uma espécie de crença que ajuda a olharmos para frente, aceitando o passado e buscando nos (re) criar com ele.

Porém, nem sempre é fácil olhar para o passado de uma maneira que nos permita usá-lo à nosso favor. Muitas vezes as pessoas vivem o que se passou à 20 ou 30 anos atrás como algo ainda presente. Esta maneira de encarar o passado traz duas consequências nefastas ao desenvolvimento do “eu”: a primeira que faz com que a pessoa mantenha o foco no passado e olhando apenas para trás não é possível ir para frente. A segunda se refere ao fato de que olhar para o passado como se estivesse ainda acontecendo faz com que você se mantenha identificado com quem foi e não com quem é, muito menos com que poderá vir à ser.

É muito comum, por exemplo, que pessoas que foram obesas na infância e adolescência ainda se vejam como obesas mesmo estando no peso ideal. Também é comum que pessoas que viveram privações de comida, por exemplo, façam grandes estoques de comida mesmo tendo disponibilidade. Enfim, tudo aquilo que vivemos torna-se um aprendizado. O que foi aprendido e a identidade que criamos para ter este aprendizado é que pode ser a nossa real prisão.

A questão é que aquilo que aprendemos precisa ser mantido para continuar gerando o seu efeito. Quando as pessoas fazem terapia elas tem acesso à novos aprendizados , vivem novas experiências e, com isso, podem decidir se vão manter seus novos aprendizados ou os antigos. Quando algumas pessoas mudam, sentem-se rancorosas em relação ao passado e é importante modificar isso para que ela possa seguir livre com suas novas escolhas.

Isso se dá porque muitas vezes o novo aprendizado pode ser uma espécie de “birra” contra o que se viveu. Por um lado a pessoa muda, por outro, precisa manter o passado vivo em sua memória e lutar contra ele. A motivação da mudança é a luta o que mantém a pessoa num constante estado de tensão e isso à longo prazo não é saudável.

Assim, perdoar o que se passou compreendendo que o passado faz parte de nossas vidas e que, por pior que tenha sido é o que nos fez nós. Aprender a se amar envolve aprender a aceitar o que nos aconteceu – aceitar é diferente de gostar e de achar correto, diga-se de passagem. Manter o passado em perspectiva é aquilo que pode nos ajudar a nos diferenciar de quem fomos e compreender quem somos e o que estamos nos tornando. Este é o processo evolutivo do self.

Quando você irá deixar o seu passado no passado?

Abraço

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Com quem será?
09/02/2015

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  • Akim… nem te conto.

  • Eu imagino o que tem para me contar.

  • O que você acha?

  • A sua namorada… você está tendo surpresas sobre ela?

  • É… cara… tá, bem… é que ela não é bem o que eu achei que era.

  • Hum, diga lá, o que aconteceu?

  • Bem… ela acabou se mostrando meio fresca sabe? Tipo que não quer sair com meus amigos e ir nos barecos que a gente vai.

  • Sim, eu imaginei isso… na verdade estava claro que ela não iria.

  • Como você sabia? Porque não me falou?

  • Eu sabia por causa de coisas que você me disse sobre ela: onde ela saia, onde você a encontrou, o tipo de conversa que ela tem. Eu observei ela através dos seus olhos e vi. Ela nunca me pareceu uma moça de bareco, mas sim uma lady.

  • É né? Acho que eu deixei meio quieto porque ela é muito gata!

  • Sim… e porque você também tem algo disso em você não é mesmo? Como que te chamam na sua casa mesmo? O principezinho?

  • Ah… é… mas é que eu… sei lá…

 

A escolha do parceiro é um tema importantíssimo dentro de uma terapia pessoal ou de casal. Este post não vai ensiná-lo como achar o parceiro-ideal-com-quem-você-nunca-brigará-e-sempre-será-feliz-sem-esforço, mas sim ajudá-lo a perceber um pouco sobre a realidade sobre a escolha que todos fazemos em algum momento da vida.

Existem aqueles aspectos que podemos chamar de conscientes e que são a nossa reflexão sobre o que uma pessoa deve ser para nós. Aspectos físicos, sociais, financeiros, todas as características que conseguimos elencar através do nosso raciocínio. Elas são úteis e falam à respeito de algo importante: aquilo que percebemos como nosso desejo.

Podemos seguir uma linha direta com o nosso desejo e buscar exatamente aquilo que queremos ou podemos ter uma linha mais tortuosa. Esta linha tortuosa se dá pelo fato de que nem apenas de consciência vive o homem, possuímos, também uma parte inconsciente que dirige muito de nossas escolhas. Assim, aquilo que dizemos querer conscientemente pode, por vezes, ser uma defesa contra aquilo que sentimos que realmente queremos – daí a estranheza em dizer que quer algo, mas só buscar e se apaixonar pelo seu oposto ou diferente.

Estes aspectos tem a ver com nossa história de vida, os aprendizados que tivemos e o papel que assumimos na relação com nossos pais. Não se trata apenas da mãe ou do pai, mas sim da relação que tivemos com nosso pai e com nossa mãe e do papel que assumimos como o “terceiro da relação” e ainda aquilo que vimos da relação dos dois. Ou seja, não é algo simples como dizer “ele tem que ser engraçado e rico”, o processo de escolha não evolve apenas a adequação de características, envolve, principalmente, a estruturação de uma forma de se relacionar e funcionar no mundo com papéis, emoções, desejos e comportamentos.

Quando trabalho com as pessoas no consultório, em geral trabalho solicitando uma lista de como uma “relação perfeita” deve ser. Com isso começamos a acessar os desejos conscientes e a verificar se eles coincidem com o que a pessoa tem escolhido para si. Você, leitor, por exemplo, sabe como identificar as qualidades que deseja em alguém? Sabe como criar em uma relação aquilo que diz desejar? É muito comum que as pessoas desejem alguém “parceiro” e uma relação “leve”, porém não sabem identificar estas qualidades nas pessoas e muito menos criar leveza numa relação. Resultado? Frustração e a péssima lição de que é o destino quem escolhe por nós.

Com essas perguntas podemos acessar a camada secundária em que se localiza aquilo que não é consciente e podemos trabalhar com o significado dos desejos previamente estabelecidos. Isso nos ajuda a perceber a maneira pela qual a própria pessoa se relaciona e então fazer inferências sobre o motivador de seus desejos. Aqui muitas vezes a pessoa pode se libertar e ir atrás do que deseja de fato, perceber que o seu desejo não é tão importante assim ou até mesmo a entender que o desejo é uma defesa e, então, aprender a se defender melhor.

Pense nas escolhas que fez ao longo da vida e sobre o que as motivou. Refletir sobre aquilo que desejávamos e aquilo que acabamos, de fato, escolhendo nos ajuda a perceber as diferenças e as semelhanças e com isso perceber os reais motivadores de nossa dinâmica de relacionamento. Isso nos ajuda a ter mais consciência do como escolhemos e isso nos liberta.

Abraço

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Segredos
17/10/2014

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  • Tenho me sentido estranho.

  • Porque?

  • Não parece que eu tenho mais o que fazer aqui sabe?

  • Sim. Os temas que você tem trazido estão “fraquinhos” não é mesmo?

  • Sim… tenho que parar a terapia?

  • Não estou bem certo… quem sabe o problema não é o que você tem trazido, mas o que você não tem trazido?

  • Como assim?

  • Emoções… relações com pais… aquela história que você começou e parou várias vezes aqui sobre suas férias na fazenda…

  • Mas… sei lá… não creio que isso é importante…

  • Importante em relação à que?

  • Aos problemas atuais…

  • Talvez não, mas e em relação à quem você é? À tua própria história?

  • Hum….

  • Bem, se não são tão importantes, não tem problema falar sobre eles não é?

  • Eu não me sinto muito bem de falar sobre eles na verdade…

  • Ah… imaginei… então talvez eles sejam mais importantes do que os “problemas atuais” os quais você resolveu sem muito esforço não é?

  • Hum…. pode ser…

 

 

“A principal mentira é a que contamos à nós mesmos”. Não sei ao certo de quem é a frase, mas sei do impacto que ela causa.

Os segredos funcionam assim. São informações que são mantidas longe de nós. O principal segredo, no entanto, é aquele que nós mantemos longe de nós mesmos. Aquelas emoções que afastamos propositalmente da alma, aqueles pensamentos que preferimos deixar de lado, aquelas dúvidas que preferimos não responder – e nem sequer pensar sobre.

Quando alguém tem um segredo, em geral, existem momentos na terapia em que tudo “para”. É como se um espaço fosse aberto e não há nada para preenchê-lo. Este é o “espaço do segredo” e só ele pode preencher este vazio. Embora incômodo é função do terapeuta mostrar isso à pessoa e ajudá-la a trazer o segredo à tona. A vida de muitas pessoas começa a adquirir um sentido completamente novo quando estas informações aparecem, porque é como se elas fossem uma parte de um quebra-cabeças que, enquanto não vai para o quadro-geral, sempre o deixa faltante de algo.

Uma informação pode ser tornar um segredo por muitas razões: pode ser algo que a pessoa não entende, algo que ela teme, algo que ela não sabe como lidar, algo que tem um peso social ou familiar grande. O segredo também pode ser compartilhado e tornar-se o que chamamos de “segredo à vozes”, como no caso, comum infelizmente, de estupros ou abuso sexual em família onde todos sabem, mas ninguém fala sobre o assunto.

O segredo é algo ao qual a pessoa se adapta e passa a “viver com”. É como se fosse um buraco na sala de estar que, ao invés de ser tapado, as pessoas preferem desviar dele. É possível conviver com um segredo, mas nem sempre viver bem e, muitas vezes, ele impede o nosso crescimento. Por este motivo é que muitas pessoas sentem “vazios” em suas vidas, ou algo que estava faltando ou ainda que tem “algo que eu não sei o que é”. O segredo sempre deixa aberta uma sensação de estranheza, uma certa tensão “no ar” que é perceptível quando se convive um pouco com a pessoa ou família.

Esta tensão e a adaptação que as pessoas fazem à ela é o que torna difícil falar sobre o segredo. É preciso aprender a conter a angústia do vazio, se deparar com a energia poderosa que ele traz que pode manisfestar-se como raiva, preguiça, indignação, medo, sensação de estar sendo perseguido, culpabilizado ou encurralado, sensação de estar falando de algo “sem importância” e outras sensações que afastam a pessoa do segredo. Se você, por outro lado, suporta isso, abrirá as portas para algo “estranho” vir à tona (o segredo) que pode também vir como uma memória, uma sensação ou um sonho, por exemplo.

Dito isto será importante aprender a conviver com a informação ao invés de conviver com o esconder a informação. E aí é preciso aprender a lidar com a informação seja ela qual for. A pessoa poderá aprender que num determinado momento de sua vida esconder foi o melhor que era possível, mas que agora, distante no tempo, ela poderá dar novas respostas sobre o que lhe aconteceu.

Lidar com o segredo também envolve um tema delicado que é a redefinição de quem eu sou. Pois uma das estratégias para lidar com segredos é mudar a minha auto imagem de modo que aquilo que ocorreu comigo, nunca poderia ter ocorrido. Explico: uma pessoa que sofre um abuso pode desenvolver uma auto imagem de pessoa super independente justamente para justificar a transformação da memória de abuso num segredo. “Isso nunca ocorreria com alguém como eu”. No momento em que o segredo vem à tona, muitas vezes a pessoa tem esta auto imagem quebrada. Isso é bom porque lhe permite uma mais realista e mais adequada à sua história. Não é porque a pessoa sofreu um abuso que ela é fraca, por exemplo, justamente pelo contrário: ter sobrevivido ao abuso e estar ainda de pé mostram a sua força e não a sua fraqueza!

Que segredos você esconde… de si mesmo?

Abraço

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O próximo passo
25/06/2014

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  • Estou empacado sabe?

  • Como assim?

  • Agora que eu sai da casa dos meus pais e estou com um emprego bom estou me sentindo estranho.

  • Estranho como?

  • Ah.. parecia que isso era tudo o que eu precisava fazer, mas agora parece que não.

  • Entendo. E o que parece?

  • Pela primeira vez na vida eu não sei muito bem o que fazer entende? Eu pensei que agora eu ia me sentir muito bem, mas não me sinto assim.

  • Sente-se mal?

  • Também não… é estranho… eu até consigo ver que existe um futuro, mas não sei ir para este futuro.

  • Entendi… Quem é você agora?

  • Como assim?

  • Quem é você agora que saiu da casa dos pais e tem um bom emprego?

  • Não sei… um cara bem sucedido?

  • Não sei, é isso?

  • Ai Akim, pergunta difícil!!

 

Uma boa parte do processo de terapia consiste em ajudar a pessoa a resolver seus problemas pessoais. Nesta fase pressupõe-se que existe um problema que já está instalado e a pessoa, em geral, vê-se como vítima deste problema ou inferior à ele. É o momento de perguntas mais práticas, de criação de repertório comportamental, de compreender os elementos mais importantes para a resolução doo problema além do problema em si.

Neste momento a pessoa identifica-se como alguém que precisa resolver o problema. A sua salvação está ali. É uma guerra, uma luta contra alguma coisa que, de alguma maneira, a impede de ser feliz. Existe muita raiva, muita revolta, fala-se muito sobre o que se passou buscando por explicações e justificativas sobre “tudo o que aconteceu”.

Depois que este momento passa e os conflitos se resolvem a terapia entra num segundo momento muito mais rico do que o anterior que é quando a pessoa aprendeu a lidar consigo e com o seu meio ambiente. Ela, agora, compreendeu a sua parte nos seus problemas e conseguiu criar novas maneiras de se comportar, de pensar e de sentir que a ajudaram a resolver situações ruins.

Este momento é marcado, muitas vezes por uma sensação estranha de incompletude. As pessoas dizem “eu pensei que estaria melhor agora, mas estou neutro… é tão estranho isso”. Na verdade, não é estranho é algo bem comum. Ocorre que toda a revolta e raiva que existia sobre as situações anteriores desaparece porque a pessoa aprendeu a lidar com aquelas situações. Quando isso desaparece através do aprendizado vem a pergunta: porque era necessária tanta raiva então? Porque era necessária tanta tristeza? E a resposta dura que a experiência da pessoa traz é: “não era”.

Este “não era” invalida algo muito importante sobre a pessoa: a sua percepção de “eu”, a sua identidade. Invalida porque? Porque a identidade estava alicerçada numa crença de que ela tinha que ser infeliz por causa dos problemas que tinha. No entanto, quando ela resolve os problemas, precisa ser infeliz porque? A pergunta não faz mais sentido e é por esta razão que a noção de identidade fica perdida. Ela não é mais a vítima, a pessoa perdida, aquela que não vai dar certo.

Mas então, o que ela é? Essa é a pergunta que precisa de resposta. Organizar uma nova visão de si, uma identidade alicerçada nas competência que foram desenvolvidas, no sucesso que a pessoa teve, nos desejos que tem e na vontade de viver que ela organizou dentro de si. Isso é deixar uma identidade de “remediação” para trás e criar uma identidade de “criação” de novos caminhos para frente.

Quem é você? A dor do seu passado ou as possibilidades do seu futuro?

Abraço

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Prisioneiro do coração
08/01/2014

– Mas Akim, ele é o meu bebe!

– “Bebe”?

– Ai… é o meu jeito de falar sabe? “Para os pais, filhos serão sempre bebes”.

– Sim, é o jeito que você vê ele dentro da sua mente, como um bebê… agora… eu conheci aquele brutamontes de 1,85 por 1,85 e não vejo nenhum bebe ali!

– (risos) É… eu sei, eu sei…

– Perfeito… quando você dá um limite para ele e ele te olha, como você o vê aí dentro?

– (Olha para mim pensativa) Eu estou olhando para ele, mas é como se eu visse ele quando pequeno mesmo sabe? Aquele bebezinho chorandinho!

– Sim, imagino… e nesta época ele realmente precisava que você largasse tudo e fosse vê-lo não é mesmo?

– É… era importante né, vai que ele estava com fome, ou precisando trocar as fraldas.

– Sim… Seu filho ainda usa fraldas?

– Não né? (risos)

– Então porque ainda o percebe aí dentro como se usasse e precisasse de você para trocar?

– Não sei…

– Os pais muitas vezes sentem saudades dos filhos quando eram pequenos, é bonito isso. Porém, talvez seja interessante separarmos as coisas: uma delas são as informações, memórias que você tem do seu filho quando ele era um bebe, outra é o comportamento de mãe frente ao seu filho naquela época e hoje.

– Faz sentido.

– Ótimo, como seria então olhar para o seu filho e, ao invés de colocar as necessidades dele em primeiro lugar, checar se elas realmente precisam dessa atenção toda?

– Seria mais sensato né?

– Perfeito, vamos trabalhar mai em cima disso!

Joseph Campbell certa vez disse que quando estamos em uma relação e fazemos um sacrifício não estamos fazendo este sacrifício pelo outro, mas sim pela relação. Adoro esta perspectiva e concordo com ela, no entanto, muitas pessoas ainda fazem a confusão entre “sacrificar-se pela relação” e “sacrificar-se pelo outro”.

A confusão é simples e tem a ver com o foco com o qual a pessoa organiza as suas crenças, critérios e foco numa relação. De uma forma simplória, podemos dizer que é uma questão de ponto de vista, ou seja, a pessoa orienta suas ações no mesmo rumo no qual orienta a sua percepção. Isso tudo se organiza na mente da pessoa: a forma pela qual ela, internamente, organiza a relação para ela. Ouvi de uma mãe certa vez algo como “quando meu filho chora, o mundo some da minha frente e só vejo ele chorando”. Se formos tomar isto ao pé da letra e imaginar isso de fato, é difícil que a mãe pense em qualquer outra coisa além do choro da criança, obviamente, para aquela mãe – cuidando de seu primeiro bebê – aquilo estava super adequado. No entanto, nem sempre este esquema interno é adequado. Muitas pessoas colocam as necessidades de seus filhos e conjugues sempre em primeiro lugar – em muitos casos chegam até a esquecer como é ter as suas necessidades. No caso da mãe acima, é importante colocar a necessidade do bebe em primeiro lugar visto que a criança realmente precisa daquilo senão ela morre, porém, seria o mesmo pensamento adequado para um adolescente de 15 anos?

Estruturalmente falando existe uma forma da pessoa criar em sua mente uma representação muito poderosa das necessidades do outro e uma forma muito fraca – ou até inexistente – das suas próprias necessidades. De maneira que é muito fácil abrir mão do que se precisa ou deseja, em prol do que o outro quer ou deseja. O problema com esta forma de agir é que seres humanos possuem necessidades e desejos próprios e abrir mão deles como uma regra gera estresse para a mente e para o corpo, mesmo que existem crenças que deem apoio ao comportamento. Trocando em miúdos, as pessoas precisam se cuidar de uma forma específica e se abrem mão disso acabam se fazendo mal mesmo que pensem estarem fazendo a coisa certa. Criando uma imagem bem radical: “duas pessoas são picadas por uma cobra, uma levou o antídoto e a outra não, se quem levou aplica o antídoto em quem não levou, vai morrer, mesmo achando que fez o certo”. Novamente saliento: não é errado este comportamento, porém, se ele for uma regra irá ocasionar problemas para a pessoa – os quais nem sempre são necessários.

As pessoas que são muito voltadas para os outros precisam aprender a colocar as necessidades de terceiros em perspectiva e perguntarem-se: “o que eu quero?” De posse do que o outro quer e do que a pessoa quer, ela deve se perguntar se é de fato possível realizar ambos os desejos e até que ponto é responsabilidade dela realizar o desejo do outro. Aprender a realizar esta diferenciação é fundamental para perceber a distinção entre as necessidades do outro e das suas assim como criar um conjunto de regras para verificar até que ponto deve-se fazer pelo outro ou não. Embora isto possa parecer cruel num primeiro momento passa a ser de um enorme bom senso num segundo momento e melhor muito as relações das pessoas pelo fato de que uma vez criadas s fronteiras adequadas entre um e o outro, ambos poderem sentir-se bem e com isso estarem mais abertos para a sua relação.

Abraço

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Ampliando a mente
30/12/2013

– Mas esse negócio de ser mais regrado me incomoda sabe?

– O que te incomoda nisso?

– Ahh… é que essa coisa de ser todo certinho o tempo todo é muito chata.

– Concordo, mas… quem está dizendo que você tem que ser certinho o tempo todo?

– Não sei… mas é o que eu penso quando me imagino seguindo regras.

– Mas é você quem vai bolar as regras não é mesmo?

– Sim.

– E para que mesmo?

– Para eu atingir o que eu quero.

– Portanto… qual o problema?

– Fico achando que vou perder a minha espontaneidade se começar a seguir regras demais.

– Perfeito, se seguir “regras demais” pode ser que perca, mas, neste contexto você está falando de regras demais?

– Não né?

– Como seria se ao invés de entender “regrado” como “seguir um monte de regras que vão me tirar a espontaneidade” você entendesse como “definir comportamentos que vão me ajudar a chegar onde eu quero, do jeito que eu sou”?

– Soa mais interessante.

– Ótimo, tente imaginar-se fazendo isso do seu jeito então.

– Bem melhor.

Sempre me pergunto o que passa na cabeça das pessoas quando elas falam em “ampliar a mente” ou “expandir a mente”, parece que a mente é uma bexiga que quanto mais você sopra mais ela cresce, seria isso “ampliar a mente”?

Creio que depende do que cada um acredita que a mente “é”, no meu caso, por exemplo, acho que “ampliamos” a nossa “mente” cada vez que temos um pequeno aprendizado – ou grande – que nos faz ver as mesmas situações de uma forma mais enriquecida. Quando percebemos mais detalhes de um mesmo cenário, quando temos mais comportamentos adequados para lidar com as situações, quando aprendemos a expressar nossas emoções de formas variadas que atendem nosso desejo e intenção.

Desta forma, no exemplo acima, a pessoa “ampliou” a sua mente quando entendeu que o conceito que ela tinha de “ser regrado” poderia ser entendido de uma maneira mais rica que englobava aquela forma antiga e abria outras possibilidades não exploradas antes e isso a permitiria ter comportamentos diferentes no mundo mantendo a sua integridade.

Este exemplo também é útil para mostrar que a tal “ampliação” pode ser feita de uma maneira muito simples e profunda, sem sofrimentos e até com descontração. Afinal de contas, enriquecer pode ser prazeroso também! E enriquecer a mente além de prazeroso pode ser tranquilizador, pois os novos conhecimentos, habilidades ou emoções nos deixam mais aptos à viver o/no mundo.

Em geral nossa mente está habituada a seguir sempre o mesmo roteiro – e isso é importante, porque sem isso não funcionamos no mundo, de uma certa forma a rotina é necessária – e enquanto seguimos este roteiro de uma forma cega não nos permitimos questioná-lo em busca de mais informações ou de novas formas de agir. Uma vez que paramos com o hábito e o questionamos podemos, então, nos abrir para fazer as perguntas certas e ampliar a nossa mente.

Qual seria a pergunta que iria inquietar você e levar a sua mente ao próximo passo?

Abraço

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Quem decide?
27/11/2013

– Mas eu acho que ele não vai gostar disso.

– É bem provável que não.

– E daí, o que eu faço?

– O que, de fato?

– Ai não sei…

– Para onde você está olhando para decidir isso?

– Para ele né?

– Sim, olhe para você e veja como a coisa fica mais fácil.

Um tema recorrente no consultório são pessoas que tem “problemas de decisão”.

Dificilmente encontrei alguém com reais problemas de decisão, em geral são adolescentes que ainda não aprenderam a tomar decisões de forma adulta o que é algo normal porque eles ainda tem que aprender isso e não exatamente um problema.

Para o restante dos meus clientes o que mais acontece é que a pessoa toma a decisão, ela sabe muito bem o que quer, mas quando a decisão dentro dela pede por uma ação ela coloca outras pessoas na sua frente para julgarem se a ação é adequada ou não. Em outras palavras: a pessoa decide fazer um curso, mas na hora de fazer a inscrição ela imagina seu pai e sua mãe com caras feias e desaprovadoras lhe dizendo o quão idiota aquele curso será, com base nisso ela prefere desistir do curso ou então se inscreve para largá-lo mais tarde.

A questão em pauta é a falta de uma perspectiva pessoal com a qual julgar os seus desejos. A pessoa torna-se refém das fantasias que ela tem sobre pessoas que ela mesma coloca para julgar os seus atos e desejos. Assim sendo ela julga o que quer fazer não com base no que aquilo vai trazer de bom para ela, no porque aquilo é importante para ela, mas sim com base no que ela julga que os outros vão desaprovar o que ela quer. Obviamente, tomar uma decisão e agir desta forma é algo realmente difícil.

A ideia é a pessoa aprender a dar um julgamento pessoal ao que deseja fazer e aprender a se individualizar; ou seja, aprender que as pessoas podem desaprovar o que ela quer, mas que isso não implica em ela também desaprovar. Se a desaprovação alheia torna-se apenas isso a pessoa pode sentir-se livre para fazer o que quer, livre de suas próprias fantasias e necessidades infantis não resolvidas.

Isto é, um geral, o que as pessoa acabam trabalhando: a resolução de necessidades que ela mesma tem e não reconhece em si. Por exemplo: um homem que já ganha o seu dinheiro e é independente, mas precisa da aprovação da esposa ou namorada para fazer alguma coisa. Mesmo desejando ele não faz porque teme ser desaprovado e com isso irritar a parceira e então “perder” a relação. Em geral este perfil precisa aprender a se respeitar e diferenciar uma divergência do término de uma relação, estas são necessidades não resolvidas, ou melhor dizendo, entendidas de uma forma que limita muito o comportamento do indivíduo.

E você, quem decide a sua vida: você ou as fantasias que você tem das pessoas que ama?

Abraço

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