Quando fugir prende
07/08/2015

?

?

-Então Akim… estou meio preguiçoso.

  • Sei… o que está te incomodando?

  • Ah, um pouco de tudo na real…

  • Um pouco de tudo… o que é esse “tudo”?

  • Faculdade, namoro…

  • Reduziu bem já não é?

  • É… ah, sei lá…

  • Você está preguiçoso ou simplesmente não quer lidar com o que está acontecendo?

  • É… meio que a segunda sabe?

 

Fugir ou esquivar-se de uma situação são duas das várias respostas que nós podemos dar à um evento que nos é desagradável ou pode nos causar dano de alguma forma. Porém a fuga e esquiva nem sempre são uma boa solução, você sabe quando esquivar-se e fugir de uma situação pode ser prejudicial para você?

Quando fugir é importante? Quando percebemos que a situação está além do que podemos responder e irá nos prejudicar. Neste caso pode ser uma opção mais sábia dar um passo para trás do que tentar enfrentar uma situação desprovido de recursos. Como diz o dito militar romano: “o bom general sabe quando lutar e quando se retirar”. Esta estratégia, no entanto, vem com um adendo: a necessidade do aprendizado. Fugir ou esquivar uma situação nos mostra que, naquele momento, não sabíamos o que fazer, portanto, é necessária que a retirada seja estratégica, para agrupar novos comportamentos e aprendizados e retornar à “batalha”.

O problema que temos é que as pessoas tendem a fugir e assumem isso como um comportamento padrão. Frente àquilo que é “perigoso” ou à situações que “exigem” aprendizado a pessoa tende, cada vez mais a se esquivar, postergar e fugir. O problema com isso é que ela não aprende, mantém-se sempre no mesmo patamar de aprendizado emocional e comportamental o que acaba levando-a para um fim triste: o isolamento.

Fazendo um paralelo com o título deste post, é neste momento em que a fuga aprisiona. Fugir é um comportamento importante de se ter na manga, porém abusar dele  faz com que a pessoa fique estagnada e tenda a ficar rígida em seu padrão de funcionamento. Isso é problemático porque vivemos num mundo que se move, que muda diariamente e, fatalmente, a pessoa começará a ter perdas desnecessárias. Porque desnecessárias? Porque ela só perde pelo fato de não ter aprendido novos comportamentos para lidar com o mundo e está tendo perdas por causa disso.

Que tal um exemplo mais claro?

Uma pessoa que é, na adolescência, muito famosa na escola por ter uma pseudo auto estima demonstrada na forma de comportamentos rebeldes. Neste momento ela é admirada e desejada, tem status e um lugar de reconhecimento. Porém, quando cresce, mantém-se neste padrão. Não “atualiza” a sua forma de agir e tenta manter-se no mundo da mesma maneira. A pseudo auto estima é, na verdade o propulsor desse comportamento rebelde. O que a rebeldia esconde é uma pessoa com medo de falhar e que, por isso, questiona demais tudo e todos. Torna-se um adulto inoportuno e chato. Ao invés da pessoa assumir seu medo de falhar, ela mantém-se fugindo de  seus fantasmas através do comportamento rebelde, porém, ele tem vida curta e num nicho muito específico. Ocorre que, para sobreviver, ele precisa viver sempre buscando nichos e pessoas que ainda estão na mesma fase evolutiva que ele, à medida que elas crescem, abandonam-no e ele precisa, novamente, correr atrás. Este é um exemplo de como uma fuga pode aprisionar a pessoa, para sempre às vezes, num comportamento que não é útil ao seu crescimento.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Anúncios

Raiva do terapeuta
29/07/2015

zzzjzoiuhoixhoixhoxjxpxinx

  • Então é isso!

  • É isso?… Bem, vamos tomar um café e ir embora então? Porque estamos no começo da sessão (risos).

  • Ah é! (risos)… eu não tenho mais nada que eu queira falar sabe?

  • Sim… mas tem algo que você está sentindo… isso posso dizer.

  • Tem… mas não quero falar disso agora.

  • Se eu palpitar certo você fala?

  • Falo…

  • Vou falar assim: não tem problema isso que você está sentindo em relação à mim, pode sentir e pode falar o que você quiser… eu aguento, não vou te julgar por sentir isso, vou ajudar você com esta emoção.

(Silêncio)

  • Eu tô com raiva de você! É isso! Pronto, falei!

  • Ótimo! Me conte o que aconteceu?!

  • É que eu to com raiva porque você fica falando de mim… e me elogia… e me incomoda isso!

  • Eu imagino… que bom que você pode falar da tua raiva, de que maneira falar de ti ou eu te elogiar é agressivo?

  • Eu não sei o que você quer com isso! Porque você me elogia?

  • Quando vejo que uma pessoa tem uma atitude digna de ser elogiada eu o faço.

  • Mas eu tô fazendo algo assim!?

  • Sim, vez ou outra você faz e então elogio o seu comportamento.

  • E você faz isso com todo mundo?

  • Sim, aqui no consultório e na minha vida pessoal também. Não faço bajulação, apenas elogio.

  • Entendi…

  • Que tal trabalharmos melhor com esta raiva e essa dificuldade de falar de si e de ser elogiada?

  • Acho bom.

  • Eu também…

 

A raiva é uma emoção que tem a ver com a sensação de impotência e ameaça. Junte estes dois elementos e terá a raiva. Para que ela serve? Para mobilizar força e foco para lutar ou fugir. A raiva, em si, não é boa ou má, o que fazemos com ela pode se tornar útil ou improdutivo para nós.

Na terapia muitas emoções surgem naquilo que chamamos de “relação terapêutica”. É comum sentir amor, raiva, cumplicidade, amizade, ternura e nojo do seu próprio terapeuta. Todas as emoções que vivemos com outros humanos podemos reproduzir na relação com o nosso terapeuta, pelo simples fato de ele ser, também – e incrivelmente, apenas um humano.

Quando a  emoção da raiva aparece na relação terapêutica é importante que a pessoa consiga comunicar isso. A raiva pode se manifestar por vários motivos, um deles, inclusive significa que a terapia está dando certo. Porque? Porque muitas vezes o processo terapêutico mexe em nossas feridas e incompetências, nossas deficiências – sim você, eu e todo ser humano possui alguma em algum nível. Essa percepção pode ser consciente ou inconsciente, ou seja a pessoa pode estar consciente de que está sentindo raiva ou não, mas ela está lá.

Frente à percepção disso é um mecanismo de defesa comum a projeção de culpa. Assim a pessoa pode ficar braba com seu terapeuta por que na relação com ele, ela descobriu incompetências suas que ela própria não gosta de lidar. Se a raiva não é manifesta é comum que a pessoa termine por abandonar o tratamento porque irá sentir-se mal durante as sessões ou pode até mesmo sentir-se exposta ou até mesmo cobrada pelo terapeuta.

Esta maneira de responder provavelmente é a mesma que ela usa em sua vida diária com todas as pessoas ou uma reação específica ao terapeuta em quem ela deposita muita confiança. Neste último caso a pessoa pode sentir-se “traída” pelo terapeuta ao sentir que ele percebeu suas deficiências ou até mesmo sentir-se ameaçada pelo fato de ele pode descartá-la pelo fato de não ser “perfeita”. A raiva na terapia é sempre um bom sinal porque nos ajuda a perceber onde temos que trabalhar. Assim, explorar a raiva deverá sempre ser um motivo de aprendizado para a pessoa assim como para o terapeuta. Aprenda a falar sobre sua raiva para compreendê-la. A relação com o terapeuta e com a terapia só tem a ganhar quando a pessoa abre suas emoções.

Com raiva?  Explore-a! Aprenda! Transforme-se!

Abraço

visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

A importância da flexibilidade
17/07/2015

Flexibilidade

– Mas Akim, o que você quer dizer?

– Que você está muito rígido, não consegue flexibilizar o comportamento.

– Quer que eu não faça nada, é isso? Deixe ela montar em mim!

– Não, nada a ver com isso.

– Então o que?

– Simples: de que outras maneiras você pode ser atendido no que é importante para você?

– Como assim?

– Você quer que ela seja “companheira”, ok, mas ela deixou claro que estar o tempo todo disponível à você não é uma opção. De que outra maneira você pode senti-la como companheira que não essa?

 

A flexibilidade é uma característica importante para nossas vidas, mas compreender o que de fato é ser flexível é igualmente importante para que não se cometam erros de comportamento que prejudicam a vida ao invés de ajudá-la.

A primeira coisa que ser flexível não é, é ficar “engolindo sapo”. Em geral quando dizemos à alguém: “seja flexível”, a réplica vem à galope: “você quer que eu fique quieto frente à isso?” ou “não quer que eu faça nada?”. Este tipo de atitude vem de uma falta de compreensão sobre o que é flexibilidade e confunde flexibilidade com falta de atitude. Bem, flexibilidade é tudo, menos falta de atitude. Muito pelo contrário, para se ter esta característica é importante estar muito bem fundamentado em suas crenças e prioridades.

Em geral, o que ocorre é que as pessoas encontram uma forma de atender suas necessidades e desejos e se fincam nesta maneira como a única possível de obterem o que querem. Início do desastre. Porque? Porque ou elas levam sorte ou terão uma vida muito pouco rica. Em geral pessoas que são muito rígidas nas suas maneiras de atingir seus objetivos são mais infelizes e brigam muito com os outros por causa desta rigidez. Elas, também, não adquirem um auto conhecimento bom o suficiente para saber de que outras maneiras podem se satisfazer.

Flexibilidade é a habilidade que lhe permite ter vários comportamentos para atingir o mesmo fim. Ter flexibilidade, portanto, significa saber muito bem o que se quer. Saber o que é importante naquilo que se quer e entender quais são as maneiras possíveis de atingir este fim. A pessoa, para desenvolver a flexibilidade precisa ser criativa e ter foco firme (ou seja, longe da ideia de ser fraca ou não saber o que deseja). O foco é onde ela precisa chegar, a criatividade é o que a faz ter vários meios para atingir isso.

O primeiro passo é conhecer muito profundamente aquilo que queremos. As pessoas, em geral, tem noções vagas do que querem e do que é importante para elas nisso. Por exemplo: dizemos que queremos pessoas companheiras. Porém “companheira” se dá de que forma? Para que isso é, realmente importante? Uma coisa é uma pessoa que vá com você fazer compras, outra é uma pessoa que compartilhe suas emoções. Estes dois comportamentos bem distantes podem ser sinônimos de “companheira” e é muito óbvio imaginar que estes dois estilos de companheira atendem necessidades muito específicas.

O caso acima, por exemplo, traz uma pessoa que desejava disponibilidade integral além de exclusividade como sinônimos de “companheira”. Fácil perceber que eram critérios difíceis de serem atendidos. Porém, indo afundo percebemos que estes dois elementos eram uma forma de dizer que ele queria ser reconhecido por quem era. Ora, isso é mais fácil que disponibilidade integral, porém, de que maneiras perceber que ele poderia ser reconhecido? Começamos a compreender que ele poderia ter uma pessoa que soubesse elogiar e validar positivamente seus comportamentos em casa – onde ele era mais sensível – como fazer café e arrumar a cama.

Assim sendo passamos de uma pessoas que precisava ser o tempo todo disponível e gostar “apenas” dele para uma pessoa que soubesse elogiar seus movimentos. Isso é ser flexível. Além disso, ele expandiu seu repertório e começou a perceber que poderia ser elogiado no trabalho e em situações sociais, quando passou a dar valor à estas experiências a própria necessidade de recebe-las diminuiu e ele compreendeu que ele mesmo poderia se elogiar e, com isso, aprendeu a se dar valor. Isso é flexibilidade!

E você: rígido ou flexível?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

Dai-me paciência!
13/07/2015

daime paciencia

  • Akim… hoje você vai se irritar comigo.

  • Ah é, porque?

  • Eu recaí novamente.

  • Entendi, o que aconteceu?

  • Ah… peguei a gúria lá de novo, não aguentei.

  • E o resultado?

  • O de sempre.

  • Ok. Bem, antes de entender a recaída, me diga: porque vou ficar irritado com isso?

  • Ah… a gente trabalha um monte e eu não mudo.

  • Hum, entendi. Mas veja, o simples fato de perceber que ficar com ela é uma “recaída” já é muito bom pra mim.

  • É… você sempre tem isso de olhar para o lado bom.

  • Você está mudando o comportamento, porque não deveria olhar para isso?

  • Mas foi muito tempo para entender isso.

  • Foi o seu tempo… talvez você esteja irritado com você não é mesmo?

  • É… talvez seja mais isso… eu sabia que ia dar errado… mas fiz de novo sabe?

  • Sei… e não te censuro por isso, acho que a sua dor já te basta.

Acredito que quase todo mundo já teve esta necessidade na vida: ter paciência. Muitas são as piadas com isso “dai-me paciência porque se me der força eu mato” ou “dai-me paciência, mas me dê agora!”. Porém a questão é sempre a mesma: como gerar este estado?

O primeiro engano é achar que devemos nos sentir neutros ou ignorar o que está acontecendo. Porque? Porque para ignorar eu preciso, primeiro, perceber e me incomodar. Ignorar é um esforço para tornar algo que está na minha percepção menos valorizado, porém o fato é que aquilo que me incomoda fica sempre na percepção o que, também, gera incomodo. Ser neutro é algo de outra esfera física, Ao humano não é possível “ser neutro”, ou seja, se algo mexe com a gente, simplesmente aceite isso e lide com a sua reação, este é o caminho para começar a ter paciência. E, por fim, é um engano porque as pessoas que são pacientes não são neutras e nem ignoram o que está ocorrendo, elas tem uma outra reação.

A estrutura da paciência requer que você perceba o que está acontecendo, de valor para o que incomoda. No entanto, quando digo dar valor, é importante saber “qual” valor dar. Pessoas pacientes entendem os elementos que as incomodam como algo que não é delas. Ou seja, o vizinho chato não é um “problema meu”, ELE é chato, neste sentido, ele tem um problema. Ao perceber a situação dessa maneira existe uma sensação de “estar de fora”, esta sensação causa uma tranquilidade.

Outro fator importante na elaboração do estado de paciência é observar o comportamento ao longo do tempo, para isso, a primeira condição (acima citada) é importante. Ao estar distante do comportamento posso entender a pessoa ao longo de sua história de vida. Vendo desta perspectiva ampla o comportamento que está sendo exibido saí do “momento” e entra na “história”, com isso é mais fácil perceber que a pessoa não está sendo assim “com você”, ela, simplesmente, é assim. Isso também ajuda a não levar para o lado pessoal, outra característica da paciência.

Ao ver o comportamento como algo construído ao longo do tempo, também é possível se colocar num papel diferente. Se eu não sou o alvo dessa pessoa maligna e sim, mas um com o qual ela se relaciona desta maneira, que posso ser? Posso ser um professor, posso ser alguém com quem ela poderá ter uma surpresa, posso ser uma pessoa que (finalmente) vai entendê-la, ou encará-la. Assumir este papel é lidar com o comportamento e não com a pessoa. Uma vez que esta perspectiva é assumida “ser paciente” não é algo com a pessoa e sim com a maneira dela se comportar. Isso cria um desapego em relação à mudar a pessoa o que culmina numa paciência mais estruturada.

Em resumo, podemos dizer que a paciência se organiza quando a pessoa percebe o comportamento como intrínseco da pessoa e dá atenção ao comportamento e não à pessoa (ou seja, não faz juízo moral dela e não leva para o lado pessoal), percebe este comportamento como algo gerado ao longo do tempo, se coloca numa atitude positiva frente ao comportamento e não assume como seu o problema, apenas a postura que irá assumir frente à ele.

E aí, ajudo ou tenho que ter paciência?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Odiar e terminar… funciona?
10/07/2015

Odiar e terminar...funcioa

  • Eu vou dizer isso pra ele… ele vai me odiar e vai me deixar em paz.

  • Pra que?

  • Pra que o que?

  • Pra que complicar? Porque não diz, simplesmente, que não quer mais?

  • Eu já disse, mas ele não desgruda.

  • Disse… e depois voltou e voltou de novo… você realmente sabe o que quer?

  • Não quero mais ele.

  • Sim, mas e que tipo de relação quer? Quem não sabe o que quer, fica com o que não quer!

  • Ai… é sempre assim tuas terapias né? Deus!!

  • É… pois é…

  • Tá! Eu não sei o quero direito… tenho que pensar nisso né?

  • Sim, para saber que não adianta ir para cama com ele… você não tem o que você quer para uma boa relação. E ele já deixou isso claro.

  • É… é verdade… eu sempre fico nessa de jogar fora o que não quero, mas nunca sei direito o que quero…

  • Verdade…

 

Umas das estratégias mais famosas usadas para terminar uma relação é criar ódio, raiva e aversão em relação ao outro para terminar com a pessoa. Mas esta estratégia funciona?

Antes de responder, vamos analisar o ato de terminar uma relação e, então, a estratégia e o que ela provoca. Ora, é comum confundir a relação com o cônjuge. Porém cônjuge e relação são coisas diferentes e é importante compreender isso, porque não se termina “com alguém” e sim termina-se uma relação. O fato das pessoas procurarem conversar e se entender revela isso. O problema não é, especificamente, o outro, mas sim a relação que foi criada. Se a relação mudar continua-se com a pessoa. Portanto, por incrível que pareça o outro, neste sentido, é menos importante do que a relação.

O erro mais comum é que achamos que estamos terminando com a pessoa. O que ocorre, de fato, é que queremos um determinado tipo de relação que não é possível com aquela pessoa. Portanto, uma outra maneira de encarar o término de uma relação é compreender que na verdade se está buscando uma relação mais adequada ao que a pessoa deseja e que a relação criada até momento não é aquilo que irá deixar pelo menos um dos dois feliz e satisfeito.

Obviamente, isso pressupõe que as pessoas envolvidas na relação saibam aquilo que desejam o que nem sempre – quase nunca – ocorre. O mais comum é se iniciar uma relação por causa do outro – e não por causa do seu desejo de criar uma relação. Assim começa-se “errado”, porque os critérios empregados não são condizentes de uma relação que a pessoa queira. Canso de ouvir : “ele/ela é perfeito/a”. E eu digo “perfeito/a para que?” Uma pessoa bonita, educada, inteligente e sociável pode ser muito atraente quando pensamos nos esterótipos culturais, porém pode não ser isso o que a pessoa quer.

Então surge o momento do término e a pessoa não sabe “como se livrar dele/a” ou como dizer para ele/a. A estratégia do ódio surge neste contexto com a seguinte intenção: se eu o odiar, ele não terá valor para mim ou terá um valor negativo e, então, será simples me livrar. Muitas pessoas conseguem fazer isso, odiar e, a partir disso, terminar. O problema com este tipo de estratégia é que é necessário manter o ódio aceso, afinal de contas se o ódio desaparecer você poderá ter um grande arrependimento. Além disso esta estratégia pode criar desavenças e mágoas desnecessárias visto que ela visa denegrir o outro para que ele perca o valor e com isso torne-se descartável. Cruel não?

Outra maneira de terminar uma relação é compreender que o problema não é outro e sim o seu desejo de relação. Esse é o problema sempre, no final das contas. Assim não é necessário denegrir o outro, apenas compreender que os desejos de ambos não combinam e que é melhor buscar outras pessoas para construir uma relação mais interessante e dentro dos critérios de cada um. Assim é possível terminar sem precisar odiar. Este tipo de término, no entanto, é, para algumas pessoas, mais dolorido, porque ele é mais honesto. Diz-se cruamente o que é, sem rodeios ou xingamentos. Não é mais uma briga, é o fim de uma relação.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Intimidade e poder
03/07/2015

Couple Relaxing in Bed --- Image by © Laura Doss/CORBIS

  • Mas eu estou insatisfeito.

  • Sim, percebo, agora, porque não abrir isso para a sua esposa?

  • Não dá…

  • Porque não?

  • Porque depois ela usa isso contra mim. Vai ficar me enchendo o saco por causa disso!

  • Entendo… Então é melhor manter o controle do que se abrir?

  • Algo assim.

  • Que relação estranha não?

  • É… pensando assim… parece uma briga né?

  • Parece

Num post anterior falei sobre a intimidade como a habilidade de tornar familiar algo entre duas ou mais pessoas. Pensando num casal, a intimidade traz consigo vários benefícios, pois, com ela, a  sensação de empatia, pertencimento e entrega aumentam. Junto com isso tem-se maior facilidade para negociar os aspectos do dia a dia assim como confiança naquilo que o parceiro é capaz ou não de fazer.

Na intimidade descobre-se os novos rumos do casal e pode-se discutir com mais eficiência a relação quando isso é necessário pois a quantidade de informações disponíveis sobre o outro é maior. Conhecer mais o outro e permitir-se ser conhecido é algo que aumenta o desejo pela criação do novo, então ao invés de diminuir, o mistério aumenta. Porém este aumento de mistério é algo que atrai pelo fato de existir um porto seguro entre os dois.

Porém a criação de intimidade vem com o preço da diminuição da briga pelo poder. Toda pessoa ao entrar em uma relação possui alguns medo e desejos. Ao longo da relação começam a ficar evidentes alguns medo que podem acontecer e alguns desejos que não serão realizados. Assim começa a briga pelo poder. A maneira de uma pessoa buscar garantir que seus desejos serão satisfeitos é através do poder que exerce sobre o outro.

Porém o poder termina com a intimidade. Um dos pontos do poder é o segredo, ou seja, a retenção de informações sobre eu mesmo afim de poder manipular o outro ou de não permitir ao outro ciência sobre o que me aflige. Uma vez que há disputa pelo poder não existe o desejo de “tornar familiar”, mas sim o desejo de conquistar e reter, manter, dominar o outro para que a relação se torne aquilo que eu desejo. O desejo pelo poder na relação acaba com o desejo de entrega e isso faz com que a intimidade desapareça.

O efeito mais interessante, entretanto, é que na briga pelo poder muitas vezes os casais realizam seus piores medos através dos comportamentos que assumem. Ou seja, quanto mais lutam contra o parceiro para que seus medos não se concretizem, mais se comportam de uma maneira que influencia a pessoa a se comportar da maneira que eles não querem e temem. A briga pelo poder não constrói as condições para a reflexão sincera e, por esta razão, não faz com que ambos cheguem a entendimentos sobre si e sobre a relação que é o que pode, de fato, fazer com que se crie uma relação em prol do que a pessoa quer e não uma que evite o que ela não quer.

Assim, ao invés de negar medos é interessante revelar medos. Mais interessante ainda é revelar aquilo que se deseja da relação com um foco positivo: o que eu espero de fato. Isso é o que “cura” o medo. Se a pessoa tem medo de segredos, por exemplo, deve buscar construir uma relação com foco na sinceridade e transparência e saber como lidar com estes aspectos.

Ser íntimo é mais do que saber fatos sobre a pessoa. É ter a habilidade e a relação na qual existe espaço e desejo de ouvir e ser ouvido, compartilhar informações, emoções, vivências e desejos sabendo que eles serão respeitados e incluídos na relação. É ter um sentimento de aceitação de si e do outro ao invés de medo daquilo que vem do outro. E é uma delícia.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

Orgulho e arrogância
17/06/2015

arrogante

  • Mas eu entendo disso!

  • Hum… me fale mais.

  • Sobre o que?

  • Você me diz que teu chefe não te deu vaga porque disse que você não entendia dos processos.

  • Sim.

  • Me fale mais sobre como funcionam eles.

  • Eu sei fazer bem isso sabe? Entendo como funciona tudo.

  • Me explique então.

  • Como assim?

  • Me diga como funciona, imagine que tem que me treinar e me diga como funciona.

  • Pô… não sei explicar direito.

  • Hum…

  • “Hum…” foi o mesmo que meu chefe me disse.

  • Porque será?

  • Sei lá…

  • Não acha que deveria saber explicar um procedimento que você conhece “tão bem”?

  • Ah… não sei…

  • Você sabe que não sabe ou realmente acha que sabe?

  • Tá… na real eu mexi um pouco… nem sei tão bem…

 

Arrogância e orgulho se confundem, porém ambos são distintos.

Arrogância é uma proteção, um mecanismo de defesa. Contra o que? Qualquer coisa. A atitude arrogante apresenta-se  nas relações sociais, de trabalho, professor-aluno, enfim, todas as relações humanas. A estrutura básica se dá pela diminuição do outro ou do trabalho/ competência do outro. Coloca o arrogante sempre em um patamar inatingível. A defessa arrogante busca isolar a pessoa do restante do convívio para que ela não precise se expôr. Este é, também, o medo do arrogante, ser exposto e ter de reagir “espontaneamente”.

Uma outra estrutura da arrogância é colocar-se atrás de um conhecimento ou de um suposto conhecimento para se isolar dos demais. Colocar-se desta maneira é perceber qualquer pessoa que não possua aquele conhecimento daquela forma específica como menos. É muito comum em profissionais e professores este tipo de conduta que mostra uma cara de desprezo para qualquer coisa que não seja igual à que o arrogante tem acesso.

Orgulho tem a ver com outra coisa: competência. “Orgulho de um trabalho bem-feito”, este é o tipo de frase que associamos ao orgulho. Nele temos uma competência que pode e precisa ser valorizada pela pessoa afim de desenvolver auto confiança. No orgulho a relação não é com o outro, mas sim com a própria obra. O orgulhoso busca deixar a sua obra grandiosa e perfeita e não denegrir a do outro. Assim sendo o orgulhoso é alguém que trabalha para si e não querendo posições para cima ou abaixo dos outros através de sua obra.

Isso é diferente de ambição. É possível que a pessoa deseje melhorar sua vida e sua carreira com o trabalho que faz, porém esta escalada não se dará em cima de mentiras ou puxadas de tapete. O orgulhoso não gosta disso porque seu foco é na sua competência e na valorização da mesma pelo social.

E você? Orgulhoso daquilo que sabe fazer bem ou falando mal de quem é diferente de você?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Preguiça (de viver melhor)
29/05/2015

preguiça2

  • Pois é Akim, mas me dá uma preguiça de fazer isso!

  • Eu sei, eu sei…

  • E daí, o que eu faço?

  • O que tem que fazer!

  • Mas e a preguiça?

  • É simples: você ficar deitada no sofá te ajuda como a atingir os teus objetivos?

  • De jeito nenhum…

  • Então tens que pensar na preguiça ou no quão bom será quando “chegar lá”?

  • É…

 

Todos já sentimos a sensação de preguiça. Sabemos como ela pode ser incapacitante em determinados momentos e gerar muito culpa depois assim como pode ser muito prazerosa em outros e gerar um bem-estar. O que faz com que uma ou outra ocorra?

A palavra “preguiça” tem dois significados distintos dentro de nossa cultura. Ela pode se referir a sensação que temos quando temos uma atividade para fazer e não nos sentimos dispostos para realizar esta atividade. Pode, também, fazer menção à um desejo de ficar deitado, descansando quando não há nada a fazer. Obviamente traçar a linha que distingue estes dois estados é, algumas vezes, um exercício metafísico, mas vamos tentar seguir alguns princípios.

O primeiro deles é que justamente o sentido. Há uma diferença entre a preguiça como um estado fisiológico de baixa energia ou até mesmo necessidade de sono (como depois de um almoço reforçado) e a preguiça mental onde o corpo possui energia e a mente está ágil, mas a pessoa simplesmente não quer fazer alguma coisa. Típico de quando um pai pede aos filhos ajudarem na louça e todos “estão com preguiça”, mas se no momento seguinte diz “então vamos passear no shopping e ver um filme”, por exemplo, todos pulam do sofá prontos para sair.

Seguindo esta primeira distinção é importante notar que a preguiça possui uma estrutura na qual aquilo que está sendo feito é muito mais prazeroso do que aquilo que deve ser feito ou então menos pior. Esta mesma frase já oferece mais um elemento da preguiça: a ação que temos preguiça de fazer “deve” ser feita e o dever na nossa cultura não é algo bem visto. Assim temos que a pessoa sente-se obrigada a fazer algo que irá trazer um futuro pior do que o presente.

Como resolver isso?

O primeiro ponto é trocar a palavra eu “tenho que”, “devo”, “preciso” por “quero”. Dizer, por exemplo, tenho que levantar cedo para ir à academia evoca uma emoção diferente de “eu quero acordar cedo para ir à academia”. O simples fato de modificar a estrutura do pensamento (não é só dizer a frase, é modificar a maneira de pensar no tema “ir à academia” e “levantar cedo” é um ajuste de percepção) já organiza a pessoa a buscar o motivo de ir à academia. “Porque quero acordar cedo para ir à academia”? Porque quero emagrecer, poque quero me sentir mais forte, melhorar a respiração… o motivo dá vida à ação e precisa ser mais forte do que aquilo que você está fazendo – no caso estar dormindo.

Isso fará com que o foco de afastar-se de algo bom seja modificado para aproximar-se de algo melhor ainda. Daí que tem algumas pessoas que não são preguiçosas e tem uma energia contagiante. Sua estratégia de motivação sempre lhes diz que estão saindo de algo bom para ir à algo ainda melhor, já pensou em como ficar pode ficar preguiçoso com isso em mente?

Sim. Existe uma maneira e, então, diga-se de passagem, a preguiça será algo maravilhoso para você. O momento em que você realmente não tem nada para fazer e o seu desejo é realmente tirar uma pestana e repousar. Adoro o exemplo de uma preguiça pós-almoço (que é a que mais gosto).

E aí, vai ficar de preguiça?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

O paradoxo do medo
14/05/2015

img-liberte-se-do-medo-destaque

 

  • Eu não sei mais o que fazer!

  • Porque?

  • Tudo aquilo que eu temia tá acontecendo sabe?

  • Sim…

  • Ele não está mais aguentando ficar perto de mim.

  • Sim… como você tem contribuído para isso?

  • Nossa… como  assim?

  • Eu sei que este é um medo seu e respeito isso, por outro lado você tem contribuído para ele se concretizar, já falamos disso antes.

  • Tá… eu sei… eu fico em cima o tempo todo, fico desconfiando de tudo o que ele faz… para mim ele já tem outra pessoa!

  • Sim e são estas fantasias que organizam o que você tem feito… você perguntou: o que fazer… o que você acha?

  • Mas eu tenho medo de não ficar controlando ele.

  • Sim, eu sei, mas a sua forma atual de lidar com a situação não está ajudando está?

  • É… não está…

 

Talvez um dos maiores paradoxos com os quais eu já tive contato foi a “profecia que se auto realiza”. Embora ela não precise estar calcada no medo, em geral está. É, de forma simplista, quando a pessoa teme algo de uma maneira que o seu comportamento acaba criando a situação que ela própria teme.

O medo em geral faz com que a pessoa tenda a se afastar do objeto que desperta a emoção. No entanto, muitas vezes a pessoa tende a se afastar da própria emoção. Em vários posts já coloquei que o medo tem a ver com algo que não sabemos como lidar e que, por este motivo, fantasiamos que pode nos causar um dano maior do que o que podemos suportar. Desta maneira, quando nos afastamos da emoção do medo nos afastamos, também do aprendizado que poderíamos ter e então, passamos a querer controlar.

O controle é uma das respostas básicas ao medo. Ao invés de se tornar mais competente para lidar com o mundo a pessoa deseja tornar o mundo um lugar em que ela consiga viver de acordo com suas limitações. Para isso passa a cercear e a sabotar a si e aos outros para que todos os comportamentos e situações vividas se encaixem dentro de um modelo de mundo “seguro” porém extremamente limitado.

É neste movimento em que a pessoa começa a causar para si o dano que tanto teme. O exemplo mais clássico é a pessoa que tem medo de ser trocada ou traída e passa, com isso, a cercear todas as amizades do conjugue, minar todo e qualquer comportamento de sair de casa em lugares onde terão contato com outras pessoas, criticar pessoas novas que o conjugue possa conhecer, tentar ser mais do que suficiente para a pessoa superprotegendo ela e a relação.

Ao longo do tempo estes comportamentos começam a sufocar o conjugue que começa a sentir a prisão na qual entrou. Inicialmente a pessoa pensa que se trata apenas de uma forma de relação “apaixonada” e que será possível viver outras experiências. Logo depois começa a entender que o conjugue está deliberadamente tentando mante-lo preso e finalmente se rebela. No momento em que um se rebela, o outro enfrenta o seu medo.

Assim sendo o melhor caminho para não criar para si o próprio medo é aprender com ele. Aceitar a emoção, compreender suas motivações inconscientes, aprender papel que você interpreta com ela e, com isso começar a mudar de dentro para fora. Mudar o seu sistema de crenças, seus comportamentos e atitudes e então, aprender, de fato, a lidar com o medo e com a situação.

Você tem medo de que?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Controle e amor
06/05/2015

amor-prisao

  • Eu amo ela!

  • Eu sei. Não estou descrente disso.

  • Então…

  • O que estou questionando é o tipo de resultado que a sua forma de amar atinge.

  • Como assim?

  • Você mesmo me disse que é a terceira mulher com que você tem relação que acaba do mesmo jeito.

  • Sim!

  • Elas te dizem: “estamos sufocadas, não conseguimos viver com você assim”.

  • Então… elas não entendem o meu jeito de amar.

  • Eu acho que elas entendem sim, quem parece não entender é você mesmo.

  • O que eu não entendo?

  • O que ela dizem: você sufoca!

  • Então eu devia deixar elas mais soltas?! É isso?

  • Pode ser um começo não acha?

  • (Silêncio)

  • Como você se sentiria em deixar elas “soltas”, algo como não ligar para elas quatro vezes ao dia como você diz que faz.

  • Mas como eu fico sem saber como elas estão? O que fizeram?

  • Boa pergunta!

 

Na história do amor – ou daquilo que chamamos de amor – muitas vezes temos o embate entre o amor e o medo, o ciúme e o controle. O grande problema destes embates é que todos os seus antagonistas são como o deus asgardiano Loki: eles vem camuflados de amor, quando suas pretensões são, na verdade outras.

O que torna a confusão possível? O fato da pessoa que “ama” de fato sentir um apreço e valorizar o outro. Assim suas iniciativas possuem uma tônica de afeto, mesmo que construído em bases diversas. A base é o fundamento, como se percebe a base? Em primeiro lugar checando onde a pessoa quer chegar com os seus comportamentos e o que ocorre se esta finalidade não se cumprir.

É muito comum que as pessoas digam “faço porque amo”. No entanto, esquecem-se de que existem diversas maneiras de “amar” e que cada uma delas provoca resultados bem distintos para as pessoas envolvidas assim como para a relação. Refletindo sobre isso, podemos pensar no caso citado acima, onde um dos comportamentos era de ligar quatro vezes ao dia todos os dias para “saber da pessoa”. Ora, “importar-se” é aceito culturalmente como um comportamento ligado ao ato de amar e importante para um bom relacionamento. Porém, o tornava este “importar-se” um comportamento que “sufocava” as pessoas?

Podemos perceber que existe uma frequência rígida do comportamento: quatro ligações diárias, todos os dias. A intenção declarada era de “saber como as pessoas estavam”. Porém quando pergunta-se o que acontece se ele não faz as ligações, temos a indagação “como que eu fico sem saber?”. Existe, aqui, uma grande diferença entre uma coisa e outra. O comportamento visa, na verdade, algo que ele quer para si: informações sobre o que elas estavam ou não fazendo. A real intenção do comportamento e criar um roteiro diário delas para que ele possa controlar as ações que elas tem. Quando não fazia isso ou quando elas não atendiam as ligações a emoção resultante era de ansiedade e angústia.

Desta maneira o ato de “se importar” tornava-se o ato de “controlar”. Através de uma atitude à princípio carinhosa a pessoa organizava uma lista das coisas que o outro estava fazendo e mentalmente estruturava uma rotina. As ligações passavam a ser um “follow up” desta rotina mentalmente criada. Qualquer comportamento fora da linha seria uma afronta.

O que motiva este tipo de comportamento? Inúmeros fatores podem ser “a causa”. Muito embora não gosto de usar esta expressão. Prefiro entender isso como uma dinâmica que a pessoa usa ao invés de pensar em termos de causa-efeito. Existem vários fatores que contribuem para que este tipo de dinâmica ocorra: baixa auto-estima, ter tido relações na infância com os pais de muitas brigas e hostilidades que tornam a pessoa insegura em relação ao afeto, não saber dar limites, ter limites muito rígidos, falta de maturidade emocional e muito medo em relações.

Todos estes componentes organizam diversas dinâmicas cujo objetivo fundamental é de “prender” o outro. O apego, capacidade de estar vinculado à alguém, é confundido com estar preso à alguém. Esta “prisão” não é clara, mas sim obscura. Ela se mostra na tentativa de minar qualquer comportamento que mantenha a pessoa livre, solta e espontânea. Sensação, esta última, que é sempre um motivo de medo quando a pessoa não sabe ser assim ou não sabe como lidar com a espontaneidade do outro. Por esta razão, busca controlar.

Espero que o artigo tenha ajudado você a compreender melhor quando o “amor” tem “agendas secundárias”.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

%d blogueiros gostam disto: