Como você sabe que sabe?

Como você sabe que sabe

  • Mas sabe, eu não sinto que sou querida lá no grupo.

  • Ah é, o que te faz saber disso?

  • Ah, não sei, o pessoal não fica falando com você sabe?

  • Sim.

  • Então, é isso.

  • E você fala com eles?

  • Também não né?

  • Porque?

  • Porque eles não falam comigo.

  • Hum, então se eles não falam é porque não te querem bem. Então, usando a sua lógica você não os quer bem.

  • Não, nada a ver!

  • Mas você não fala com eles.

  • Hum… é verdade…

  • Será que eles não falam com você porque são tímidos? Porque são “curitibocas”? Ou simplesmente porque você também não fala?

  • Pode ser…

  • Será que necessariamente eles não falarem com você tem que significar que não te querem bem?

  • Não… pensando assim não…

 

Dizer que a realidade é subjetiva não quer dizer que ela não possa ser conhecida. O que faz você saber que o real é real?

Esta pergunta parece estranha na primeira vez que nos fazemos ela. Nunca paramos para pensar no que nos faz saber daquilo que afirmamos saber. Muitas vezes, nossos problemas estão exatamente aí. O que nos acontece está ligado com a maneira pela qual vemos isso. Nossa percepção não é passiva, mas ativa. Isso significa que bloqueamos pedaços de informação e damos valor à outros. Estas preferências é o que, de fato, constitui a nossa percepção do mundo e, com isso, criamos a nossa realidade.

A questão é que a maneira pela qual nossas lentes estão ajustadas nem sempre está consciente para nós e tomamos nossas decisões com base naquilo que percebemos. Assim sendo podemos ter feito ajustes inadequados em nossas lentes e, com isto estar vendo demais, de menos, com distorções, de maneira opaca ou nebulosa. É quando nos perguntamos “como sabemos que sabemos disso” que começamos a perceber com que tipo de lente estamos vendo o mundo.

Os critérios que usamos para viver a experiência, nossas prioridades e com isso nos comportarmos no mundo. Como você sabe que é amado, por exemplo? Quais são os detalhes da sua experiência com alguém que te permitem dizer “sou amado”? São comportamentos, expectativas de comportamento que nos fazem perceber que alguém nos ama. Afinal de contas, nunca temos acesso direto às emoções de ninguém – nem das nossas às vezes.

Como você sabe que pode confiar em você? Quais são os detalhes do teu comportamento, da maneira pela qual você cria e segue as suas regras que te fazem sentir que pode confiar no seu próprio comportamento? Estes trechos tem a ver não apenas com a ação, mas com a congruência entre a ação e o pensamento, ou seja, se penso, ajo e sinto de uma mesma maneira. A convergência destes três elementos, em geral nos traz a sensação de confiança, pois atingimos nossos resultados e sabemos que eles tem a ver com a nossa moral.

Determinar “como sei que sei” é determinar todos estes critérios e perceber se eles estão convergindo ou divergindo da sua experiência de vida. Ou seja, se pretendo descansar, mas marco um final de semana cheio de atividades, não estou convergindo para aquilo que percebo como uma experiência de tranquilidade. Da mesma maneira as pessoas vivem suas vidas inteiras buscando algo, mas sem estar atento aos critérios que realmente são importantes para atingir estas metas.

Abraço

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