Archive for agosto \23\UTC 2015

Professora “10”
23/08/2015

snoopy - melhor professora

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Eu e o trabalho
22/08/2015

Zero - Camuflagem

Prontidão
20/08/2015

snoopy - aquecimento para vida

Como você sabe que sabe?
19/08/2015

Como você sabe que sabe

  • Mas sabe, eu não sinto que sou querida lá no grupo.

  • Ah é, o que te faz saber disso?

  • Ah, não sei, o pessoal não fica falando com você sabe?

  • Sim.

  • Então, é isso.

  • E você fala com eles?

  • Também não né?

  • Porque?

  • Porque eles não falam comigo.

  • Hum, então se eles não falam é porque não te querem bem. Então, usando a sua lógica você não os quer bem.

  • Não, nada a ver!

  • Mas você não fala com eles.

  • Hum… é verdade…

  • Será que eles não falam com você porque são tímidos? Porque são “curitibocas”? Ou simplesmente porque você também não fala?

  • Pode ser…

  • Será que necessariamente eles não falarem com você tem que significar que não te querem bem?

  • Não… pensando assim não…

 

Dizer que a realidade é subjetiva não quer dizer que ela não possa ser conhecida. O que faz você saber que o real é real?

Esta pergunta parece estranha na primeira vez que nos fazemos ela. Nunca paramos para pensar no que nos faz saber daquilo que afirmamos saber. Muitas vezes, nossos problemas estão exatamente aí. O que nos acontece está ligado com a maneira pela qual vemos isso. Nossa percepção não é passiva, mas ativa. Isso significa que bloqueamos pedaços de informação e damos valor à outros. Estas preferências é o que, de fato, constitui a nossa percepção do mundo e, com isso, criamos a nossa realidade.

A questão é que a maneira pela qual nossas lentes estão ajustadas nem sempre está consciente para nós e tomamos nossas decisões com base naquilo que percebemos. Assim sendo podemos ter feito ajustes inadequados em nossas lentes e, com isto estar vendo demais, de menos, com distorções, de maneira opaca ou nebulosa. É quando nos perguntamos “como sabemos que sabemos disso” que começamos a perceber com que tipo de lente estamos vendo o mundo.

Os critérios que usamos para viver a experiência, nossas prioridades e com isso nos comportarmos no mundo. Como você sabe que é amado, por exemplo? Quais são os detalhes da sua experiência com alguém que te permitem dizer “sou amado”? São comportamentos, expectativas de comportamento que nos fazem perceber que alguém nos ama. Afinal de contas, nunca temos acesso direto às emoções de ninguém – nem das nossas às vezes.

Como você sabe que pode confiar em você? Quais são os detalhes do teu comportamento, da maneira pela qual você cria e segue as suas regras que te fazem sentir que pode confiar no seu próprio comportamento? Estes trechos tem a ver não apenas com a ação, mas com a congruência entre a ação e o pensamento, ou seja, se penso, ajo e sinto de uma mesma maneira. A convergência destes três elementos, em geral nos traz a sensação de confiança, pois atingimos nossos resultados e sabemos que eles tem a ver com a nossa moral.

Determinar “como sei que sei” é determinar todos estes critérios e perceber se eles estão convergindo ou divergindo da sua experiência de vida. Ou seja, se pretendo descansar, mas marco um final de semana cheio de atividades, não estou convergindo para aquilo que percebo como uma experiência de tranquilidade. Da mesma maneira as pessoas vivem suas vidas inteiras buscando algo, mas sem estar atento aos critérios que realmente são importantes para atingir estas metas.

Abraço

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Negócios são negócios
18/08/2015

Zero - Negócios são negócios

Velhos temas, novas descobertas
17/08/2015

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  • Mas Akim… de novo isso!?

  • Sim… de novo…

  • Eu não aguento mais voltar para o tema da insegurança.

  • Eu entendo, porém é ele que sempre se apresenta. O que você tem refletido e feito de fato sobre este tema?

  • Na verdade… sei lá… eu prefiro evitar… já entendi que é isso sabe?

  • Sim, porém entender é uma parte, agora, mudar é a que realmente faz diferença.

  • É… bem… eu sei… mas é difícil

  • Fale mais sobre isso

 

Um fenômeno comum em terapia é as pessoas sempre voltarem à um determinado tema. A maior parte das pessoas acham que a terapia não está indo adiante quando percebem isso, esperam que tenham cada vez mais temas e temas diferentes. No entanto, nada poderia ser mais distante da verdade. Quando a pessoa percebe que está rodando em torno de um tema, em geral, isso significa que ela está tocando o cerne do problema estrutural que a trouxe à terapia.

Em outros posts já falei que nossas questões possuem “níveis”, ou seja, uma tristeza, pode ser apenas o sintoma de um outro problema mais profundo. Assim, quando, no processo a pessoa começa a chegar sempre no mesmo ponto, isso pode significar que ela está em níveis mais profundos daquilo que ela acha que é o problema. Com isso quero dizer que boa parte de nós quando entramos em terapia temos um foco do problema, percebemos o sintoma, porém não sabemos identificar ainda a dinâmica que gera este tipo de sintoma.

Perceber que você está rondando o mesmo tema é um indicativo de que a ansiedade diminuiu e que todos os temas levam ao mesmo lugar, ou seja, à dinâmica psíquica que gera a problemática. Ao invés de achar que sua terapia não está dando certo tente perceber o que faz com que todos estes temas estejam ligados. Buscar pelos elos entre os temas que o levam ao mesmo lugar é uma das maneiras de conseguir compreender a dinâmica.

Quando digo “dinâmica”, o que quero dizer é que nossa vida emocional não é um circuito fechado no qual apertamos um botão e uma luz se acende. É mais parecido com um computador em que todas as áreas estão ligadas umas às outras e compartilham de uma história que é vivida no dia a dia. Assim sendo elementos do seu passado assim como expectativas do seu futuro interferem no seu presente afetando, por exemplo, a sua motivação, mas isso pode interferir em outras áreas como o seu relacionamento. A vivência diária dessa maneira de lidar consigo mesmo cria “dinâmicas”, ou “jeitões de ser e de pensar” que se repetem e fazem com que a pessoa tenha sempre uma vida muito parecida.

Compreender esta dinâmica é o fundamento de terapias mais “profundas” ou seja, de níveis distintos. Ela é o gerador de novos hábitos e comportamentos. Ao compreendê-la, compreendemos, também a origem de nossos comportamentos e pensamentos assim como a chave para conseguir mudar e até especificar exatamente aquilo que desejamos realmente mudar.

Abraço

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Esquisitices
16/08/2015

snoopy - soldado

Futuro negro?
15/08/2015

Mafalda - Futuro

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