Archive for junho \30\UTC 2015

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30/06/2015

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Desejo e culpa
29/06/2015

medo

– Não sei bem o que acontece, mas toda vez que consigo algo me sinto mal.

 – O que você sente, especificamente?

– É como se aquilo não fosse para mim… não sei se eu não mereço.

– Pode ser. Veja se é isso ou algo mais próximo de uma sensação de ter feito algo errado.

– Acho que é mais isso… eu até desmereço algumas conquistas para elas não brilharem muito.

– Ok… então você é culpado do seu sucesso é isso?

– (Risos) Nunca tinha pensado desse jeito… mas é mais ou menos isso.

Ter um bom contato com nossos desejos e nos permitir vivê-los tem relação com uma vida saudável. Porém, é comum que o desejo e o ato de desejar encontrem-se vinculados à emoções negativas.

Na educação de uma pessoa, seus pais ou responsáveis podem, por vários motivos, associar o ato de desejar, de buscar com sentimentos como a culpa. Sentir-se culpado por desejar pode ser uma das combinações mais complicadas que a pessoa pode sentir. A culpa implica em dívida, então se a pessoa sente culpa pelo ato de desejar, significa que ela está rompendo as regras e, por isso, assumindo uma dívida.

O problema é que o ato de desejar é inerente ao ser humano, assim a pessoa encontra-se fadada à sentir culpa o resto de sua vida por seus desejos. Algumas pessoas resolvem parar de desejar, de crescer e vinculam-se profundamente à família para manter o status ao qual pertencem e, com isso, eximirem-se da culpa. Outros continuam buscando seus desejos e sua vida e o problema – por incrível que pareça – está quando conseguem. Porque?

Porque ao ousarem e buscarem aquilo que desejam, rompem com a aliança familiar. Este rompimento é passível de punição, porém a concretização do sonho da pessoa, dos seus desejos – embora tenho um lado de conquista – pode assumir um caráter de concretização da culpa. É como se ao conseguir ela também estivesse de maneira definitiva rompendo com as regras e, por este motivo, a emoção é ambígua: ela sente orgulho e desejo de comemorar ao mesmo tempo que sente culpa pela sua capacidade de realizar seus sonhos.

Esta emoção – a culpa – pode ser sentida ou velada. A pessoa pode ter consciência dela sentindo-se ansiosa ou insegura toda vez que assume uma conquista ou está prestes à faze-lo. Também pode ser que ela rompa bruscamente com aquilo que está fazendo, “desista” para não ter que realizar o feito e, assim, não entrar em contato com a culpa. Pode sabotar-se continuamente também como uma maneira de auto punição.

A questão da culpa é compreender a sua origem, ou seja, o que foi, de fato, violado. Depois disso compreender como se pode “pagar a dívida” que a culpa gera. No entanto, muitas vezes se percebe que a regra que foi violada não faz parte do conjunto de regras da própria pessoa. Neste caso o trabalho visa, então, ajudar ela a sustentar o seu próprio conjunto de regras. Assim poderá compreender que embora rompa com regras familiares, não estará rompendo com suas regras pessoais. Compôr suas regras pessoais o ajudará a negociar novas fronteiras com sua própria família também, uma nova maneira de ser dentro de um espaço antigo.

E este, talvez seja o ponto mais importante: aprender a se definir de uma nova maneira, dar-se um papel ou uma maneira de viver o papel que já possui. Assumir a nossa forma e as consequências da nossa forma sem entender isso como punição e sim, como algo “natural” ao nosso universo: que ações tem reações.

Abraço

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Idealismo e solidão
28/06/2015

poente coração

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27/06/2015

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Amar não basta
26/06/2015

Amar não basta

  • O problema é que eu amo ele!

  • Amor não é problema.

  • Se eu não amasse ele não estaria nessa situação.

  • Na verdade o problema não é amor, mas sim que você criou ilusões sobre ele.

  • É… pois é…

  • Eu me lembro de ter dito à você que aquilo que você estava vendo “nele” era algo que você queria e não ele.

  • Entendo… o que eu faço agora?

  • Tens que ver ele como ele é e aí sim perceber se quer passar  a vida com este homem “real”.

 

Se você se surpreendeu com o título deste post é porque provavelmente crê em ideias como “o amor supera todas as coisas” ou “tendo amor o resto vai”. Convido você para uma reflexão importantíssima sobre o tema.

A ideia de que o amor é o que importa é nova em nossa sociedade. O amor romântico enquanto uma instituição social aceita não tem muito mais do que 200 anos. O amor romântico tem como base uma relação que se estabelece com base no afeto entre duas pessoas. Antes dele tínhamos o amor familiar onde as relações eram constituídas pelas famílias. Para nós do Ocidente atual é difícil compreender, mas existia sim amor neste tipo de arranjos.

O fato é que o amor romântico criou como norma social a ideia de que devemos nos relacionar com pessoas tomando por base nossas emoções, dessas o amor é o que mais nos aproxima de uma outra pessoa. A sensação de paixão e de amor se juntam formando a base pela qual desejamos nos apegar e viver a vida com alguém. A grande abertura que o amor romântico trouxe foi esta de que um plebeu poderia se apaixonar por uma nobre e, por meio do ideal do amor romântico, ele poderia tê-la, seria “moralmente adequado” que eles ficassem juntos. Achou estranho o “moralmente”? Pois bem, é  exatamente esse avanço que o amor romântico traz: uma permissão moral para que casamentos arranjados e casamentos por afeto pudessem ser validados, para que se tenha ideia, o desejo de não casar-se com alguém previamente arranjado pela família, antes, poderia ser alvo de um crime de heresia e adultério (sim, traição para com a família de origem).

No entanto, o que o amor romântico com as baladas de Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e outros esqueceu de se importar foi com o que se faz “depois” que o namorico começa. O que temos nas histórias é a luta para que a relação possa acontecer, depois disso ou os amantes morrem como nas histórias citadas acima ou a história termina com um “viverão felizes para sempre”. O ponto é que amar é apenas o começo. Amar não basta.

Porque afirmo que amar não basta? Porque o ponto é que a emoção de amor, ao contrário do que se pensa, nem sempre está calcada na realidade. Algumas vezes ela está, mas quase nunca é o que se vê. As pessoas tendem a amar projeções, fantasias, medos, e desejos que elas tem e colocam em cima da pessoa ou do próprio ato de se relacionar. Daí que sentem a emoção de amor, porém esta emoção com o tempo irá se dissolver por não ser real. Este é só o primeiro ponto, o segundo é que mesmo que o amor esteja calcado em bases reais a emoção de amar e sentir desejo um pelo outro não são coisas “garantidas”, elas precisam ser criadas e re criadas ao longo do tempo. Sim, relacionar-se dá trabalho – e muito – e, para isso a nossa sociedade romântica e consumista não está preparada.

Estamos preparados para nos apaixonar e sermos felizes para sempre sem muito esforço. Porém esta é a minoria dos casamentos – e isso não quer dizer que esta minoria é “especial” ou “melhor”, mas apenas que deram “sorte” de encontrar pessoas extremamente parecidas. Mesmo nessa minoria, entretanto, existem as necessidades de ajustes, conversas e decisões. Assim a questão é que amar é importante, porém saber manter o amor e saber relacionar-se é o que realmente irá fazer o casamento ir mais ou menos para a frente. Falamos em emoções, porém não percebemos que precisamos de competências, saber como se relacionar com as pessoas.

O que vejo no meu consultório hoje é cada vez mais emoção e menos competência. Pessoas que se apaixonam rapidamente, mas que não sabem como construir uma relação. Passado o furor da paixão os casamentos se deterioram rapidamente. Por este motivo escrevo este post, como um alerta, um chamado à consciência e reflexão. Os índices de divórcio não estão aumentando apenas porque as pessoas “são mais livres” para decidir, mas sim porque estamos cada vez menos competentes para nos relacionar com os outros e criar atmosferas onde uma relação entre duas pessoas reais possa, de fato, acontecer.

Abraço

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Vida social
25/06/2015

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Sobre o tempo
24/06/2015

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  • Mas isso é muito chato!

  • Porque?

  • Porque vai acontecer só ano que vem!

  • Eu sei. Mas é o seu desejo não é?

  • Sim… mas eu queria agora!

  • Eu sei… mas não dá!

  • Porque não?!

  • Pergunte à natureza… ela que decidiu que bebes demoram 9 meses pra nascer… porque ao invés de pensar no que não está acontecendo agora você não presta atenção às várias sensações que terá enquanto grávida… será uma aventura inesquecível e, no final, passa rápido.

  • Hummmm

 

Você já pensou em como a sua maneira de perceber o tempo afeta a sua vida? Não, não estou falando de como a sua agenda está apertada, mas sim de como você encara a sua agenda.

O tempo é talvez um dos componentes mais importantes da nossa vida e um dos menos explorados. A única questão que vejo com frequência é que temos pouco tempo e como administrar o tempo. Mas pouco se fala sobre como vivenciamos o que chamamos de tempo. Por exemplo, você já percebeu que tem pessoas com um futuro muito claro à sua frente enquanto outras não sabem o que irão fazer na hora do almoço? Essa diferença é apenas em relação à criação de metas? Não, muitas vezes o problema não é com o desejo e sim em não saber olhar para o futuro.

Muitas pessoas, por exemplo, acham que pensar no futuro não vale à pena porque elas não sabem se vão poder fazer aquilo que desejam. Daí que mantém o futuro escuro, ou seja, sem planos. Pensar à longo prazo e conseguir visualizar um futuro não se trata de se ele irá ou não acontecer, mas sim da competência para fazer isso motivar os seus comportamentos atuais. Em geral pessoas com este pensamento, são, na verdade, reféns do presente. Ou seja, não é que elas não acreditam que podem ter um futuro melhor, mas seu pensamento se limita às sensações que sentem agora.

O outro lado da moeda também é válido. Tem pessoas que estão tão focadas no futuro que sua mente não consegue se deslocar para o aqui e agora e viver algo prazeroso que está acontecendo. Outros são vítimas de seus passados e andam para frente, porém de costas, apenas vendo aquilo que já passou. É a pessoa que está sempre chafurdando suas memórias e eventos passados. Vive dos contos sobre aquilo que lhe aconteceu.

Presente, passado e futuro possuem propriedades importantes para as pessoas e suas evoluções pessoais. O futuro, por exemplo, é um importante motivador da ação. A ideia de um futuro melhor pode nos mover e organizar planos de longo prazo. Ninguém faz um sacrifício se não pensa – pelo menos um pouco – num momento futuro. Já o passado pode ser fonte de aprendizado e gratidão que são importantes para sustentar a pessoa no presente, algo como “vim até aqui, então posso ir à frente”. O presente é onde as coisas realmente acontecem e estar em contato com ele é estar em contato com a vida em si. Um sem o outro não fazem sentido, tornam-se limitantes.

Qual o seu foco? Qual o tipo de ‘tempo’ que você não gosta de perceber? Tudo isso tem relação com o como você organiza o tempo em sua mente e com as competências para fazer isso. Quem não gosta de futuro tem dificuldade em planejar, quem não gosta do passado tem dificuldade em relembrar e quem não gosta do presente não gosta de sentir. Obviamente esta lista não é exaustiva e existem outras razões.

Abraço

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Sociedade de controle
23/06/2015

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Desejo de ter… medo de perder
22/06/2015

Desejo de ter medo de perder

  • Akim, eu amo ela!

  • Eu sei… mas como você sabe disso?

  • Só de pensar que eu posso perder ela, me dá medo.

  • Ah, então no que você está focando: amor ou medo?

  • Hum… parece que é no medo né?

  • Sim.

  • E aí, o que eu faço?

  • Bem… pode refletir, por exemplo, o que significa perder ela para você?

  • Não sei direito… meio que uma coisa de fracasso.

  • Então o que você realmente não quer é sentir-se fracassado?

  • Seria ruim perder mais um relacionamento.

  • “Perder mais um”, pois é… no entanto, não me parece que você está preocupado com a qualidade da relação, mas apenas em não acumular “mais um fracasso”.

  • É…

 

Ao amar o simples fato de se pensar sem a pessoa amada nos faz sentir um frio na barriga. Porém, o medo de perder a pessoa pode ser algo mais forte do que a relação em si. Isso pode trazer problemas.

Quais?

É importante compreender primeiro que existem duas maneiras básicas de se motivar à algo. Uma delas é por aproximação de alguma coisa que desejamos ter, sentir ou conquistar. A segunda é de afastamento, na qual desejamos manter algo ruim longe ou nos afastar de algo que não desejamos.

Quando uma relação se baseia em aproximação as pessoas envolvidas possuem planos bem claros daquilo que desejam ter de um relacionamento. Seja lá o que for, elas buscam criar com o seu comportamento o cenário que tem dentro de suas mentes. Na aproximação a busca é por algo que se quer e que irá fazer bem à pessoa. Coloca-se a relação em consonância com o desejo.

Já no caso do afastamento os envolvidos projetam seus medos na relação e a tem como uma forma de evitar esses cenários negativos. O exemplo mais clássico é o medo de solidão, no qual as pessoas não querem sentir-se sozinhas, pensam que estar só é igual a ser fracassado ou abandonado ou indigno de amor e, com a presença do outro sentem que este mal esta afastado. Perceba que o mal não foi evitado para sempre, apenas está distante.

E é justamente por este motivo que o medo continua existindo. Pegando o exemplo do medo da solidão, esta continua possível, apenas está – neste momento – distante da pessoa pelo fato de estar na relação. Se ela sair da relação ou se esta acabar por algum motivo o elemento temido poderá vir à tona novamente. É isto o que se deseja evitar.

O medo de perder a pessoa está, em geral, vinculada à um outro medo que está projetado na pessoa. Ao invés de se lidar com o medo da solidão, imagina-se com medo de perder o conjugue. Compreender o medo que está projetado no parceiro – ou na relação em si – é o primeiro passo para ajudar-se. Ao perceber que tenho medo de solidão, por exemplo, posso começar a questionar o que é estar só. Estar só é igual à não ter ninguém como companhia ou estar me servindo de companhia para eu mesmo?

O desejo de estar com a pessoa não gera medos, pelo contrário, gera uma expectativa prazerosa que mistura a relação com a criação de coisas boas, que ambos desejam. Este encontro é uma feliz construir-se e reconstruir-se todo o tempo almejando sempre novos patamares de conquistas, satisfação e orgulho. Se estes sentimentos estão distantes de você, talvez o que você realmente sinta é simplesmente o medo de perder a relação ou o conjugue. E se este for o caso, pense seriamente no que isso significa para você. Talvez você – e a relação – poderão “lucrar” mais com uma investigação profunda e sincera de sua própria mente do que em simplesmente estarem juntos porém sem qualidade – e talvez sem desejo.

Abraço

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Cláusulas contratuais
21/06/2015

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