Archive for maio \31\UTC 2015

Poder da mídia
31/05/2015

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Guerra
30/05/2015

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Preguiça (de viver melhor)
29/05/2015

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  • Pois é Akim, mas me dá uma preguiça de fazer isso!

  • Eu sei, eu sei…

  • E daí, o que eu faço?

  • O que tem que fazer!

  • Mas e a preguiça?

  • É simples: você ficar deitada no sofá te ajuda como a atingir os teus objetivos?

  • De jeito nenhum…

  • Então tens que pensar na preguiça ou no quão bom será quando “chegar lá”?

  • É…

 

Todos já sentimos a sensação de preguiça. Sabemos como ela pode ser incapacitante em determinados momentos e gerar muito culpa depois assim como pode ser muito prazerosa em outros e gerar um bem-estar. O que faz com que uma ou outra ocorra?

A palavra “preguiça” tem dois significados distintos dentro de nossa cultura. Ela pode se referir a sensação que temos quando temos uma atividade para fazer e não nos sentimos dispostos para realizar esta atividade. Pode, também, fazer menção à um desejo de ficar deitado, descansando quando não há nada a fazer. Obviamente traçar a linha que distingue estes dois estados é, algumas vezes, um exercício metafísico, mas vamos tentar seguir alguns princípios.

O primeiro deles é que justamente o sentido. Há uma diferença entre a preguiça como um estado fisiológico de baixa energia ou até mesmo necessidade de sono (como depois de um almoço reforçado) e a preguiça mental onde o corpo possui energia e a mente está ágil, mas a pessoa simplesmente não quer fazer alguma coisa. Típico de quando um pai pede aos filhos ajudarem na louça e todos “estão com preguiça”, mas se no momento seguinte diz “então vamos passear no shopping e ver um filme”, por exemplo, todos pulam do sofá prontos para sair.

Seguindo esta primeira distinção é importante notar que a preguiça possui uma estrutura na qual aquilo que está sendo feito é muito mais prazeroso do que aquilo que deve ser feito ou então menos pior. Esta mesma frase já oferece mais um elemento da preguiça: a ação que temos preguiça de fazer “deve” ser feita e o dever na nossa cultura não é algo bem visto. Assim temos que a pessoa sente-se obrigada a fazer algo que irá trazer um futuro pior do que o presente.

Como resolver isso?

O primeiro ponto é trocar a palavra eu “tenho que”, “devo”, “preciso” por “quero”. Dizer, por exemplo, tenho que levantar cedo para ir à academia evoca uma emoção diferente de “eu quero acordar cedo para ir à academia”. O simples fato de modificar a estrutura do pensamento (não é só dizer a frase, é modificar a maneira de pensar no tema “ir à academia” e “levantar cedo” é um ajuste de percepção) já organiza a pessoa a buscar o motivo de ir à academia. “Porque quero acordar cedo para ir à academia”? Porque quero emagrecer, poque quero me sentir mais forte, melhorar a respiração… o motivo dá vida à ação e precisa ser mais forte do que aquilo que você está fazendo – no caso estar dormindo.

Isso fará com que o foco de afastar-se de algo bom seja modificado para aproximar-se de algo melhor ainda. Daí que tem algumas pessoas que não são preguiçosas e tem uma energia contagiante. Sua estratégia de motivação sempre lhes diz que estão saindo de algo bom para ir à algo ainda melhor, já pensou em como ficar pode ficar preguiçoso com isso em mente?

Sim. Existe uma maneira e, então, diga-se de passagem, a preguiça será algo maravilhoso para você. O momento em que você realmente não tem nada para fazer e o seu desejo é realmente tirar uma pestana e repousar. Adoro o exemplo de uma preguiça pós-almoço (que é a que mais gosto).

E aí, vai ficar de preguiça?

Abraço

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Como dizer?
28/05/2015

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Identidade e foco
27/05/2015

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  • Tive uma semana péssima.

  • Sério? O que aconteceu?

  • Ah… lá no trabalho que eu tive uma discussão com um colega.

  • Sei, mas o que aconteceu?

  • Discussão sobre projeto, me exaltei, ele também… depois nos resolvemos, mas… chato né?

  • Sim. O que mais?

  • Como assim?

  • “Semana péssima”?

  • Ah, não, só isso na verdade…

  • Ah… só isso? Hum… puxa… interessante que “só isso” equivale à “semana toda” né?

  • (Risos) É verdade… pior que se você me perguntar da minha semana, isso salta nos olhos e o resto é quase como se não me lembrasse.

  • Sim… foco né?

  • É… eu sou meio assim mesmo.

 

Existe uma profunda relação entre aquilo com o que nos identificamos e aquilo que damos atenção e foco em nossas vidas. Compreender que o foco não é uma atividade passiva é fundamental para ajudar você a  perceber o seu foco assim como a modificá-lo, caso queira.

Ocorre que prestar atenção em determinado fenômeno ao invés de outro parte da noção de que temos ideias pré-concebidas à respeito daquilo que observamos. O olhar funciona da mesma maneira. Ver não é um fenômeno passível no qual a luz entra em nossos olhos e então vemos. O processamento daquilo que será armazenado no cérebro e visto pelo olho é ativo, ou seja, existe intenção no olhar. Ao olhar algo a pessoa busca determinadas informações ao invés de outras.

O foco em nossa mente é idêntico à este processo. A mente, uma vez estabelecido “o que deve ser visto, valorizado”, busca ativamente por estes detalhes nas memórias, em sensações, experiências assim como no próprio raciocínio. Várias vezes na clínica as pessoas dizem que o pensamento está “emperrado”, ou seja, não importa por onde elas comecem a pensar, o raciocínio sempre cai na mesma lógica e no mesmo final. Valorizam-se determinados estados emocionais em detrimento dos outros, determinadas experiências e memórias, assim como sensações, usando os mesmos dados da mesma forma e no mesmo contexto não é de se admirar que a conclusão seja a mesma.

A pessoa quando estabelece este foco passa a identificar-se com o tipo de experiência que resulta dele. Ela assume que “aquilo é para ela”. Quando a identificação acontece, tudo aquilo que não é igual (idêntico) ao que a pessoa imagina sobre si não passa pelo crivo e não é percebido. Assim, no caso acima, por exemplo, o resumo da semana daquela pessoa era a briga, ela não se lembrava – de fato – do restante porque apenas aquele evento tem a ver com a identificação que a pessoa tem de si.

Obviamente, cria-se uma roda viva na qual um elemento alimenta o outro. Quanto mais a identidade é forte, mais forte os crivos pelos quais a percepção se dá e mais rígido torna-se o padrão de raciocínio. Isso ocorre com todos nós. Porém existem maneiras de reflexão que não são úteis e algumas são até mesmo nocivas para algumas pessoas. Assim é importante conhecer este processo e poder interferir nele. De que maneira? A mais rápida e eficiente é se propor novas experiências que consigam colocar em cheque os pressupostos antigos. Desta maneira abre-se uma brecha no raciocínio que estará sendo alimentado por outros dados conflitantes com os anteriores, deste conflito pode nascer uma nova maneira de perceber você mesmo e o mundo.

Abraço

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Porque?
26/05/2015

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Programando tragédias
25/05/2015

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– Mas é que o meu problema é outro.

– Qual é? Não estou entendendo.

– Você está falando de eu lidar com ele, mas eu quero é que eu nem precise fazer isso entendeu?

– Como se ele já soubesse o que “deve” fazer?

– Sim!

– Você quer controlar ele então?

– Precisamente!

– Hum… e para que?

– Para que ele faça o que eu quero.

– O que acontece se isso não acontecer?

– Prefiro nem pensar… mas não vai acontecer?

– Como você sabe?

– Ah… tem que dar certo sabe?

– Sim, eu sei. Mas se não der…o que você imagina que te acontece?

– (silêncio) Prefiro nem pensar… mesmo…

– É difícil falar disso não?

– É…

 

Prestar atenção aos perigos do mundo e prever possíveis problemas é uma das habilidades que fez o ser humano evoluir ao seu status atual, porém esta mesma competência pode ser altamente prejudicial.

Acredita-se que a habilidade de antecipar-se à possíveis problemas foi altamente desenvolvida durante a última era glacial. O ato de engordar é uma forma do organismo reagir à escassez de alimentos, por exemplo. Antecipar o momento do anoitecer, a vinda do inverno ou o ataque de predadores é uma forma de garantir a sobrevivência e ganhar certo controle sobre o ambiente. Este controle, no entanto tem o seu preço.

O preço que muitas pessoas pagaram na era glacial e que continuam pagando hoje é o de estar com a mente ocupada em elaborar problemas. Ou seja, para me preparar para a chegada de predadores tenho que, antes, imaginá-los, temê-los e buscar, a partir disso, uma maneira de me livrar deles, de neutralizar a sua ação sobre mim. Preparar-se para evitar o tigre dentes-de-sabre ou o despejo são duas situações em que a mesma estratégia mental é empregada: a evitação.

Como já afirmei acima o problema com a evitação é que ela precisa criar o cenário ruim o qual a pessoa desenvolve um método para evitar. Logo a pessoa deve estar o tempo todo pensando em possíveis cenários ruins para evitar afim de sentir o alívio que vem quando nada de ruim acontece. A motivação acaba sendo baseada em evitar o negativo, em perceber que nada de ruim aconteceu. O ônus é ter que estar o tempo todo imaginando o ruim.

Porque ônus? Pois para proteger-se do ruim passamos a controlar. O controle é um método que é altamente exigente e desgastante. Quanto mais se controla, mais se deseja controlar. Portanto ele não tem fim e este é o seu problema: aprisiona a pessoa e a sua mente. O foco torna-se exclusivo: não ter nada de ruim ocorrendo. Mas porque fazemos isso?

Ao mesmo tempo que o controle é nocivo ao aprisionar o indivíduo, ele lhe oferece uma certa noção de potência. Ou seja, se de um lado o ambiente é hostil e precisa ser controlado, por outro serei eu quem irá controlá-lo. Esta percepção que o controle gera pode ser viciante. Controlamos porque tememos o mundo, mas se a recompensa do controle é a sensação de potência, a pessoa pode sentir-se mais forte que o ambiente. Ou pelo menos é o que ela pensa. A sensação é uma farsa visto que a própria pessoa sabe que precisa sempre estar atenta para um novo perigo que pode surgir.

No mundo glacial os perigos eram de certa forma reduzidos, controlar o frio, a fome e os predadores era garantia enorme de sobrevivência. Hoje, porém, muitos elementos podem ser sentidos como ameaças que precisam ser controladas. Inúmeras são as pessoas que sentem cada pequeno passo do dia a dia como um grande problema a ser solucionado. Assim a sensação de poder sobre o meio é ainda mais viciante, quanto mais o mundo externo pode parecer ameaçador, mais a pessoa deseja sentir-se poderosa. Quanto mais ela consegue controlar mais ela sente-se assim e mais ela se afasta da sensação de ser desprotegida.

É óbvio que sentir-se seguro é importante, porém a sensação que o controle passa não é essa. É diferente saber lidar com o ambiente e desejar controlá-lo deixando-o da maneira que você quer que ele seja. Isso é o que gera a sensação de controle e de potência sobre o mundo. Esse é o poder que vicia e adoece a pessoa que só consegue viver dentro deste esquema de controle-poder.

Abraço

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Auto domínio
24/05/2015

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Exigência
23/05/2015

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Medo de mim
22/05/2015

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  • Eu não quero falar sobre isso.

  • Porque não? É difícil para você?

  • É… muito!

  • Entendo. Talvez você se sinta vergonha ou culpa em relação à isso?

  • Vergonha.

  • Sei. Conhecendo você, acho que não precisa sentir que algo dentro de você é tão indigno assim.

  • Eu sei também… mas mesmo assim é difícil sabe?

  • Sei sim… não quero forçar você a dizer, apenas questionar a emoção que está presente no sentido de que essa “coisa” aí guardada pode ajudar você à crescer se for aceita e integrada.

  • Eu entendo…. (respira) é que nem sempre eu sou tão forte quanto ajo… eu tenho um monte de dúvidas e ninguém sabe disso!

  • Obrigado por ter dito… é… que bom que você tem dúvidas… prova que você é humano! Bem vindo ao clube!

  • (Risos) Ai… é muito complicado admitir isso.

  • Perfeito, reconheço. Vamos trabalhar um pouco com isso, apenas tome folego e relaxe, não foi tão ruim assim né?

 

O ser humano é complexo em sua estrutura psíquica. Nela podem coexistir as mais variadas ambiguidades e os maiores paradoxos. Como lidamos com estes paradoxos é sinal de maturidade e exige muito trabalho.

Algo comum de acontecer é quando nossa auto imagem está distante de quem somos de fato, ou daquilo que damos conta de ser. Desejamos ser independentes e fortes, entendemos e acreditamos nas ideias que sustentam  esta percepção e temos nos comportado de maneira à seguir isso. No nosso íntimo, no entanto, muitas vezes temos outros sentimentos referentes à menos valia, dúvidas, incertezas e inseguranças sobre nós e nosso comportamento. O que fazer com isso?

Como disse anteriormente o interessante é que conseguimos ter ambos os estados em nós ao mesmo tempo. Podemos ter uma atitude muito forte sentindo medo dentro de nós, por exemplo. Muitas vezes uma emoção como o medo é exatamente o gatilho que dispara uma reação de força e coragem. Assim sendo não é um problema que uma  emoção se contraponha à uma percepção que tenho de mim. Isso apenas se torna um problema se quero fingir para eu mesmo que isso não existe.

Embora muitos psicólogos diminuam o saber intelectual, eu o defendo. É um começo, por assim dizer que torna as coisas mais simples. Saber que eu posso ser mais forte e independente – no sentido verdadeiro desta palavra e não a independência fria – é melhor do que achar que eu devo continuar sendo submisso. Assim a pergunta que surge é: o que estrutura a emoção sentida e a percepção de si que ela acompanha? Qual a motivação daquela emoção?

Na linha do problema da independência, a pessoa pode desejar ser mais independente, mas sentir medo de fazer algo sozinha quando está numa relação, por exemplo. Este sentimento pode ter sido motivado por aprendizados passados nos quais ao buscar movimentos independentes a pessoa era punida de alguma maneira ou desacreditada. Continuou buscando a independência, mas emocionalmente não conseguiu criar uma base sólida que sustentasse a sua percepção de eu.

Neste caso, pode-se trabalhar com este aprendizado passado e buscar ressignificar o que aconteceu lá para que a pessoa possa olhar para estas memórias com outros olhos. Isso a ajuda a se libertar da percepção de que ela deve sentir medo de buscar seu próprio caminho e encarar possíveis brigas ou desentendimentos em relação à ele de outra maneira. Neste caso, como a percepção de ser independente já existe é um bônus porque ela está construindo algo que acredita, apenas tinha medo.

Assim sempre recomendo que as pessoas não sintam medo em aceitar dentro de si sentimentos contraditórios. É um tanto assustador, eu sei, mas estas percepções são importantes de serem aceitas e trabalhadas para se tornarem uma parte da pessoa integrada com o restante. Em outras palavras: elas não estão aí para sabotar você, apenas para aperfeiçoar você.

Abraço

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