Archive for fevereiro \28\UTC 2015

Postergar
28/02/2015

download (5)

Anúncios

Ambiguidades
27/02/2015

e1573225c582f71f5616a7eb8f1d6dfa

  • Estou me sentindo muito estranha.

  • Fale mais sobre esse estranho

  • É como se eu não fosse eu de verdade…

  • Hum… De que maneira você sente isso?

  • Eu me sinto mais dona de mim entende? Daí eu não tenho mais sentido culpa.

  • Ah, entendo.

  • Eu sinto certeza do que eu quero fazer e ao mesmo tempo sinto como se fosse estranho me sentir assim.

  • Sim, como você está lidando com esta estranheza?

  • Não sei… eu meio que tento deixar ela de lado, fingir que não está ali.

  • O que acontece se ela pudesse ficar ali, o que ela te diria?

  • Hum… não sei… acho que diria algo “não esquenta comigo”.

  • Me parece um bom conselho, como seria seguir ele e sentir a ambiguidade?

  • Não sei… é estranho.

 

Tolerar a ambiguidade emocional é sinal de maturidade e crescimento. Ao mesmo tempo pode ser uma experiência muito angustiante e desnorteadora para muitas pessoas.

Uma das principais razões disso é que todos nós temos uma “identidade emocional”, ou seja, um estado emocional com o qual nos identificamos. “Sou triste”, “sou alegre”, “sou quieto”, estas frases indicam um estado de emoção no qual a pessoa “sabe quem é”. Tanto isso faz sentido que pessoas quietas, em geral, não gostam de muito barulho ou de festas muito barulhentas porque colocam-na num estado que é distante daquele que ela se identifica.

Uma vez que começa-se a fazer mudanças a identidade emocional é afetada. A pessoa passa a sentir emoções e estados diferentes do habitual e começa a gostar destes estados, começa a integrá-los dentro de si e reconhecê-los. Estas ações fazem com que a pessoa se perceba de maneiras diferentes, muitas vezes antagônicas. Daí a possibilidade da angustia da pessoa que sente-se como se estivesse “perdendo a sua identidade”.

Nada mais longe da realidade, ela está, na verdade, ampliando e tornando a sua percepção de “eu” ainda mais rica, visto que ela pode contar com mais de um estado emocional para se definir e é óbvio: ninguém vive só uma emoção a vida toda. Aqui está, inclusive, um norte para lidar com a sensação de angústia que deriva do fato de perceber estas mudanças em si: a noção de ampliação da sua identidade.

Assim ao invés de se questionar sobre “este não é o meu normal”, que tal refletir sobre o que você pode aprender ainda mais de você neste estado? Que novos elementos você pode trazer para você na sua rotina habitual a partir deste estado? Que coisas você pode rever, descartar, e começar a fazer que vão tornar sua vida ainda melhor?

Temer o estado de ambiguidade coloca a pessoa numa escolha ingrata que é de escolher um estado afetivo ou outro, esta maneira excludente de escolher não é útil à um processo de mudança pelo fato de que corta uma parte da equação que não pode ser cortada. A pessoa veio de um estado o qual possui bons recursos e é útil em muitas situações, então para que jogá-lo fora? Ir para o novo não significa descartar o antigo, pode-se pensar, por exemplo, em redefinir e redimensionar, ou seja, dar ao antigo novas proporções e um novo lugar ou até mesmo fazê-lo de uma nova maneira e com isso aprofundar a mudança e integrar ainda mais partes de si.

O que você tem medo de experimentar?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Esquecimentos
26/02/2015

zero_25-06-07_pt

Prisão e ilusão
25/02/2015

images (5)nknlknl

  • Mas eu não sei Akim… não sei se fiz a escolha certa.

  • Entendo… como poderia saber?

  • Não sei também.

  • Sabe… existe uma diferença entre ter feito a escolha certa e se comprometer com a que fez.

  • Hum.

  • Não sei o que é “certo” e “errado” nesse mundo, mas sei de pessoas comprometidas com o que fizeram e as que não se comprometem.

  • O que você quer dizer.

  • Que você já fez várias escolhas, porém não se comprometeu com elas. Daí a ilusão de que você não fez nada de “certo” seja lá o que isso for.

  • Hum… faz sentido…

 

“A principal mentira é a que contamos à nós mesmos.” Gosto muito desta frase. Ela traduz, na minha percepção, um dos pontos mais importantes em psicoterapia que é: nós criamos a nossa própria história.

Mesmo que soframos lavagem cerebral, mesmo que a mídia e o meio tenham influência sobre nós, cada um “escreve” a sua história de maneira única, a seleção das imagens e como essas imagens ficarão alojadas dentro de nossa mente é singular. A frase acima nos lembra de que no final das contas existe um envolvimento do indivíduo – seja lá o que isso é – no processo de formação de sua vida.

Porque eu acho que isso é importante?

Porque concordo em certos aspectos com Epicteto que diz que devemos nos importar com aquilo que podemos controlar. A maneira de escrever a nossa história é algo que podemos controlar, e por controle podemos entender: influenciar, inferir. A partir do momento em que a pessoa compreende que pode inferir em sua própria vida ela também percebe que pode se comprometer com suas escolhas e isso é fundamental.

O compromisso é algo importante porque é através dele que aprendemos a dar o devido valor àquilo que fazemos e vivemos. Você pode ter tido uma vida com mutias aventuras vividas de maneira descompromissada de forma que ao final você não deu um valor à nenhuma das suas aventuras e sente-se vazio com isso.

Lembro-me do filme “Mr. Holland” que era um grande musicista e ao final de vida “apenas” deu aulas numa escola pública nos EUA. Ao final do filme ele percebe com a ajuda de seus alunos que ele, na verdade, tinha tido uma grande vida sendo professor e inspirado milhares de crianças – hoje adultos. É o compromisso que nos ajuda a perceber essas coisas. Mas se ele passou tantos anos lecionando, não estava comprometido?

Não necessariamente. O compromisso de que falo aqui é com a própria escolha. É fácil desempenhar papéis, porém sem nenhum compromisso real com eles. Quando há comprometimento com a escolha a coisa é diferente porque se cria uma relação de desejo com aquilo que se escolhe fazer. É a diferença entre fazer o que gosta e gostar do que faz. A pessoa que se compromete com suas escolhas opta por gostar do que faz – porque é a melhor maneira de se relacionar com aquilo que fazemos.

Com isso passamos a avaliar e nos importar com a escolha da maneira diferente. Ela passa a ter um valor e um significado e, com isso, os resultados que colhemos começam a “alimentar nossa alma”. Muitas pessoas, inclusive, não se comprometem por causa disso: compromisso gera significado e, para alguns, isso “prende”. “Prende” porque você passa a se importar com o seu desejo, com algo além de você mesmo. Porém a verdadeira prisão está em ficar preso dentro de você o tempo todo fingindo que nada lhe é importante. Lembrando de um mestra indiano chamado Osho: “a loucura não é perder a cabeça, loucura é perder-se dentro da cabeça”.

E você, anda comprometido? Ou só empurrando com a barriga?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Pedidos estranhos
24/02/2015

calvin&harodotira588

Sobre atuar
23/02/2015

manaus-amazonas-amazonia-curso-feito-estudantes-artistas-teatro-Sesc_ACRIMA20130227_0040_15

  • Sinto como se eu estivesse preso sabe?

  • Sim. Quem prendeu você?

  • Não sei…

  • Será que você está realmente preso?

  • Não… é só jeito de dizer…

  • Sim, é claro, porém, se você não fosse o “preso”, quem você poderia ser nessa situação?

  • Sei lá… eu poderia ser o livre!

  • Hum… como livre, o que você poderia fazer que o prisioneiro não pode?

  • Eu poderia escolher fazer alguma coisa!

  • E você não pode?

  • Posso… eu acho…

  • Que escolha, então, você faria que você não está fazendo ou nem sequer cogitando em fazer?

Ter relacionamentos é um fato inequívoco na vida de todo ser humano. Não há como não se relacionar da mesma maneira que não há como não se comunicar. O cérebro humano é uma “máquina” de criar relações, com outros seres humanos, com o meio ambiente, com ideias e sensações que vem de dentro do próprio corpo humano. Um tema que é importante dentro de uma relação é: quem sou dentro desta relação?

Este tema nos leva à questão do papel e da identidade da pessoa frente à relação. A identidade é uma característica interessante de ser estudada porque ela pode assumir várias facetas em contextos diferentes. Assim, sempre que estou trabalhando com um cliente a pergunta “quem é você em relação à” é uma constante.

É importante a pessoa perceber “quem é” quando pensa em si, no seu papel profissional, no seu relacionamento com filhos e conjugue, na sua família de origem e mesmo frente à um determinado problema. A maneira pela qual a pessoa de identifica quando pensa nas situações que vive faz muita importância em relação à como ela percebe o problema, a situação e ao que ela irá se permitir fazer nessa situação.

Por exemplo, quando uma pessoa diz “me sinto presa nessa situação”, ela pode estar se identificando como um prisioneiro. Ora, se ela é um prisioneiro, quem é a situação? O carcereiro? A prisão? O juiz que a colocou na prisão? Enquanto a pessoa se percebe como um preso é importante refletir se ela tem culpa em estar presa, ninguém deveria ser preso por acaso. Se ela está presa e está cumprindo pena, de quanto tempo será esta pena? A metáfora da identidade que a pessoa se dá frente às situações a faz refletir em uma ou em outra direção, assim, é importante refletir se a metáfora é adequada. Será que “preso” é realmente o que está acontecendo com você? Alguém te prendeu ou você escolheu mal?

Isso porque questionar a identidade com a qual entramos numa determinada situação é questionar, também, o nosso papel dentro dela. Papeis são definidos pelas funções que a pessoa desempenha. Assim, a cozinheira – que é a identificação e o papel – é aquela que cozinha. Pode-se ser cozinheira de várias maneiras distintas, porém a essência permanece. Ao questionarmos o papel questiona-se o que a pessoa faz, a maneira pela qual ela age na sua vida.

Ao questionar o papel da pessoa, questiona-se, também, o papel do outro e da situação. Afinal se o meu papel me dá uma função, o papel do outro também tem uma função, atribuída por mim. Em outras palavras, se eu me percebo como o prisioneiro na situação, a situação é meu carrasco e a função desta situação é me manter preso – muitos casamentos funcionam assim, por exemplo. Porém, se me torno uma pessoa “livre”, posso escolher o que faço e aí, a situação também, muda, ela pode tornar-se, por exemplo, um desafio evolutivo, um professor ou até mesmo um colega. Muito mais interessante relacionar-se com um colega do que com um carcereiro.

Que papel você se dá nas várias áreas e relações de sua vida? Que papel atribui ao outro e às situações?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com

 

 

Papai do céu
22/02/2015

calvin-56

Ecologia
21/02/2015

calvin12

Emoções ocultas
20/02/2015

nknnçknõ~~~ugiugiçb

  • Mas Akim, não sei o que você fica insistindo neste tema.

  • Porque estou vendo você escondendo uma emoção.

  • Não estou escondendo nada.

  • E está com medo de mim porque estou vendo esta emoção.

  • Já disse que não estou escondendo nada e não sei porque você quer falar deste tema.

  • E apesar disso tudo você não consegue me dissuadir… é tão difícil assim falar desse tema?

  • Já disse que…

  • Não vê nada ou quer ficar se escondendo atrás desse rosto falso de bom moço?

  • Akim, você está…

  • Não posso estar sendo rude com você, porque não posso ser rude com algo falso como essa sua cara.

  • CALE A BOCA!!

  • Ótimo… agora sim… raiva… você fica muito com raiva?

  • SIM!

  • Mas não mostra né?

  • Não…

  • Obrigado por mostrar ela para mim… que tal falar sobre isso agora?

  • Droga… sim né?

 

Emoção é um termo que fala sobre muitos aspectos. Não se trata apenas daquilo que é sentido, envolve também um pensamento que acompanha o sentir, um contexto e uma ação. Emoções possuem funções – nunca é por acaso que se sente algo. Sentir uma emoção é algo mais complexo do que se pensa porque ao sentir permite-se que uma sorte de elementos venham à tona. É exatamente este aspecto que faz com que julguemos as emoções como boas ou ruins e que desejemos, então, bloqueá-las.

O problema de bloquear uma emoção é que ao fazê-lo se está bloqueando junto todo este conjunto de elementos que a compõe (ações, pensamentos, contexto). Negar o que se sente é negar uma realidade inteira e não “apenas” uma emoção. Aí é que reside o grande problema.

Ao negar a raiva, por exemplo, a pessoa pode estar deixando para trás uma situação na qual ela está – realmente – sendo ameaçada ou atacada. Negar significa que ela não irá dar atenção necessária à situação para aprender a se defender e tenderá a assumir comportamentos compensatórios para conseguir se manter viva. Estes comportamentos nem sempre são a melhor escolha porque não resolvem a situação, apenas atenuam e isso, mais cedo ou mais tarde irá ter um preço.

Ao negar a tristeza a pessoa se fecha para aquilo que era importante para ela e que foi perdido. Embora chorar não vá trazer o que foi perdido de volta é o primeiro passo para “resolver” a tristeza, à saber, o passo de aceitar a perda – e a dor que ela acarreta. Com isso é que se pode pensar em, no futuro, buscar o elemento psíquico que foi perdido. Ao negar esta emoção a pessoa se prende – mesmo que inconscientemente – ao que foi perdido. Não chora, mas também não se liberta plenamente. Não sente a dor, mas não sente a alegria de forma plena.

Negar as emoções em geral é um comportamento que é motivado por duas causas básicas: não saber lidar com a emoção e temer a emoção seja pela sua força seja pelo fato de que a emoção pode ter um julgamento negativo para a pessoa ou para a família da pessoa.

Aprender a lidar com a emoção envolve compreender sua função em nossas vidas e aprender a expressar a emoção assim como o conteúdo ao qual ela se refere de uma maneira construtiva de inteligência emocional para a pessoa e seu meio. Aqui entra o trabalho de administração das emoções onde perceber sensações, fazer conexões entre o que se sente, o que se vive e o a maneira de agir da pessoa fazem as vezes do auto conhecer-se.

Trabalhar com o julgamento moral das emoções significa aprender que uma emoção, por si, não é boa ou má, mas sim um sinal de algo dentro de nós que precisa de alguma resposta. Envolvemos crenças pessoais, familiares e sociais neste âmbito para que a pessoa aprenda a tornar-se mais rica em suas emoções, em permitir-se sentir para, então, desenvolver um trabalho de administração sobre elas. E num mundo que cada vez mais diminui o leque de emoções “permitidas” esse tipo de trabalho é fundamental!

E você: esconde ou permite suas emoções existirem?

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Lógica cruel
19/02/2015

906397_861160913947715_7895646097480112857_o

%d blogueiros gostam disto: