Archive for janeiro \31\UTC 2015


31/01/2015

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Defeitos
30/01/2015

jbçigçihihõhõn

  • Ai Akim… eu tô meio de cara.

  • Com o que?

  • Ah… a minha namorada que tá me enchendo demais o saco.

  • O que ela está fazendo?

  • Fica falando que eu sou travado demais!

  • Me de um exemplo.

  • Ah, tipo, que eu não sou uma pessoa ativa e que faz muitas coisas sabe?

  • Sim, qual o problema dela dizer isso?

  • Como assim? Enche o saco!

  • Sim, mas ela não está mentindo está?

  • Até você?!

  • Meu caro… você é travado e sabe disso… porque não assumir?

  • Pô… tá… mas ela não precisa ficar jogando na cara…

 

É óbvio dizer que todos temos dificuldades, defeitos e manias “chatas”. Porém, como tratamos esses defeitos? Escondemos? Fingimos que não temos? Buscamos justificar e dar à eles uma razão (como se a pessoa estivesse certa em ter o defeito)? Que tal assumir?

A maneira pela qual lidamos com nossos defeitos tem uma profunda relação com a nossa auto estima e com a maneira pela qual nos sentimos amados. Quanto mais medo temos de algo “ruim” em nós, mas tendemos a esconder isso – dos outros e de nós – porém essa escolha não ajuda a pessoa.

Porque não?

Nenhuma característica existe ao acaso e mesmo aquelas que são “genéticas” acabam assumindo um significado emocional e psíquico construídos ao longo dos anos pela pessoa e as relações que ela tem. Assim sendo tudo o que fazemos de virtuoso e de defeituoso possui um lugar na nossa mente e compõe o nosso “eu”. Quando negamos uma determinada característica negamos, junto com ela, todo um conjunto de significados, sensações e processos mentais que a geram. O pior: muitas vezes ao negar algo “ruim” em nós, negamos, também algo bom.

Como assim?

Justamente pelo fato de que a característica é como “a ponta do iceberg” de toda uma construção interior, ao negarmos uma determinada característica e buscar suprimi-la também fazemos isso com o processo, só que este pode gerar outras características, as quais apreciamos. A pessoa pode não gostar de ser muito prolixa e de viver em devaneios, por exemplo, porém ao suprimir isso e tornar-se “mais objetiva” ela também suprime a sua capacidade de gerar frases poéticas e a sua maneira peculiar de falar com as pessoas costurando suas histórias pessoais com vários fenômenos que ela leu ou viu em algum lugar o que a torna uma excelente companhia.

O que fazer então?

Ocorre que o mais importante não é negar algo negativo, mas sim compreender. Ao perceber a história e a estrutura podemos localizar melhor onde o nosso “defeito” é importante e onde não é. Talvez não seja adequado ser prolixo numa entrevista de emprego, mas ao refletir para escrever isso seja interessante.

Além disso aprender a assumir que os defeitos não são “alienígenas” que entraram em você e te dominam, são comportamentos seus com os quais você mesmo não tem intimidade. Muitas vezes aquilo que pensamos ser um monstro em nós é, na verdade, algo muito frágil e bom. É importante conhecer para que a sua própria intimidade cresça.

Este crescimento além de lhe posicionar melhor sobre os seus limites o faz mais honeste consigo e isso ajuda a aumentar a auto estima. É importante, no entanto, lembrar de não se punir, mas sim de reconhecer e integrar, compreender para conseguir dar um lugar mais interessante às suas próprias características. Aprender a fazer esse exercício o abrirá para algo ainda mais desafiador: aprender a lidar com isso nas suas relações, mas isso é para outro post.

Até quando você vai fingir que não é o que é?

Abraço

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Vida
29/01/2015

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O que fazer para manter a vida neste planeta?

Relacionamentos quebrados?
28/01/2015

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  • Eu não sei mais o que fazer!

  • Sei… como é isso para você?

  • Esta situação? Horrível!!

  • Não, o fato de você saber que não sabe o que fazer.

  • Hum… não sei ao certo… é ruim…

  • Como você lida com esta sensação?

  • Ah… sei lá… acho que não lido… penso que a culpa é dela mesmo…

  • Entendo… e se você parasse de culpabilizar e tentasse buscar uma forma de reagir ao problema?

  • Não posso mudá-la!

  • Eu sei, não disse que você vai mudá-la, disse uma forma de reagir ao problema. Em lidar com ele!

-Hum… não sei… acho que eu teria que pensar sobre como agir…

  • Me parece mais saudável e para você?

  • Não sei… tenho que tentar…

 

Sobre verificar quais os defeitos com os quais você sabe lidar em uma relação numa questão de competência pessoal e não de o outro tem que ser o que eu quero.

 

Quais os defeitos das pessoas com os quais você sabe lidar?

Pergunta interessante? É muito peculiar perceber que sabemos que todos nós temos defeitos, porém, que não pensamos à respeito de como reagimos aos “defeitos” dos outros. Em geral, tendemos a fazer uma lista de quantos defeitos a pessoa tem e se ficar grande excluímos a pessoa de nossas vidas. Seria isso “humano”?

Entendo que é difícil lidar com alguns problemas de vez em quando, porém, também sei que existem pessoas que são absurdamente “curtas” de “jogo de cintura” e terminam por excluir de suas vidas pessoas não porque elas são “chatas”, mas pelo fato de que não sabem lidar com elas. Em suma o que estou querendo dizer é que muitas vezes o problema não é o defeito do outro, mas sim a falta de competência da pessoa em lidar com pessoas.

Quando esta perspectiva vai para os relacionamentos afetivos conjugais a pergunta é: “quais os defeitos que você sabe lidar e deseja lidar com um conjugue”? Como assim Akim, você está me pedindo para escolher os defeitos do meu futuro conjugue? Sim. Escolhemos as virtudes, porque não os defeitos também? Ou você realmente acha que irá conseguir achar alguém sem eles?

Quando digo escolher os defeitos, no entanto, a perspectiva recai sobre nós, ou seja, sobre a nossa capacidade de lidar com problemas. Existem aqueles que sabemos como lidar e aqueles que não sabemos. Assim é importante você, ao escolher alguém, estar ciente dos limites que você tem em relação à como lidar com os possíveis problemas que o outro tenha na sua relação.

Como lidar com chatisse? Com ciúmes? Com dependência? Enfim, com vários outros problemas? Como você lida com eles? Você sabe, por exemplo, manter a calma e puxar a situação para um clima de conversa sincera ou parte para cima e cria ainda mais confusão? Você sabe dar limites adequados e ter mão firme quando isso é necessário? Sabe “esfriar a cabeça”? Todas essas competências são necessárias para lidar com conflitos e se você não sabe fazer isso, quando os defeitos aparecerem você não vai saber lidar com eles e, aí estragar uma relação que poderia ser muito boa.

Para fechar, há uma poetisa que me esqueço o nome que disse certa vez que viver não é a arte de viver sem problemas e sim com eles. Quanto mais rico em respostas uma pessoa é, menos ela tem problemas com os problemas dos outros. Assim, fica a pergunta: quanto você sabe lidar com problemas?

Abraço

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Poder da mídia
27/01/2015

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Relações de coração
26/01/2015

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  • Estou com vergonha.

  • Do que?

  • Bem… eu acabei indo na festa do meu namorado.

  • Ah… aquela “perda de tempo” de semana passada?

  • É.

  • E porque está com vergonha?

  • Porque foi bom!

  • E porque envergonhar-se disso?

  • Bem… é que eu fui muito chata e hipócrita com ele.

  • Ah, bem, disso sim sentir vergonha… mas uma boa vergonha… de aprendizado não?

  • É… verdade… ele tem muito à me ensinar.

 

Há um pensador que diz que quando entramos em uma discussão verdadeiramente, não sabemos como ela terminará. Eu acho que esta frase fala muito sobre as relações de hoje. Porque?

Vivemos num momento em que as relações – assim como as pessoas – parecem existir apenas para satisfazer aquelas ideias pré concebidas que temos à respeito do mundo, de nós e da própria vida. Criamos um “como deve ser” em nossa mente e temos entendido que o resto da criação deve atender à esta criação. Ledo engano.

Se uma pessoa faz isso, a outra também o faz e aí o que ocorre? Em meu consultório o que vejo são brigas intermináveis porque nenhum dos lados sabe como lidar com a frustração e muito menos com o “outro” enquanto ser humano. Porém além disso nenhum dos dois sabe lidar com a relação de uma maneira não-comercial, ou seja, de uma maneira humana.

Ocorre que quando dois seres se juntam eles se misturam de uma certa maneira, a relação é algo vivo que acaba por transformar os envolvidos, porém essa transformação só ocorre quando é permitida. Em geral não se permite pois esta permissão é vista como algo negativo, as pessoas não tem desejado alguém que as toque e mexa com elas, mas sim alguém que, simplesmente, atenda aos seus desejos e impulsos.

Quando o outro deixa de ser um produto para satisfazer os meus desejos de “como as coisas devem ser”, passo a reconhecer como ele é, o que pensa, sonha e deseja, aprender a lidar com ele, aceitar as características e, principalmente, redefinir aquilo que penso que uma relação é. Ela deixa de ser um simples acordo de satisfação mútua de desejos e passa a ser um processo de desenvolvimento pessoal e de transformação onde a individualidade de um me afeta, me muda e eu a minha própria faz o mesmo.

Isso é o que ocorre em terapia. A relação terapêutica é a base do processo e ver o outro como um ser e ajudar este outro a me compreender como um ser faz com que a intimidade possa ocorrer e, com ela, uma verdadeira relação – no sentido latino da palavra “religare” que significa ligar de novo. Ligar o que? Eu ao meu próprio processo de crescimento através da relação com um outro ser que, como eu também está no seu desenvolvimento.

E você, muito incomodado porque o outro é diferente? Que tal viver esta diferença e se transformar?

Abraço

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Dependência
25/01/2015

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Resmungos
24/01/2015

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Crianças
23/01/2015

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  • Tenho um relacionamento próximo com o meu filho.

  • Que coisa boa!

  • É, mas eu não sei ao certo se isso não atrapalha.

  • De que maneira iria atrapalhar?

  • Bem… é que eu acabo não dando limites para ele quando preciso e vejo que está…

  • Saindo do “controle”?

  • É… algo assim…

  • Sim… “ser” próximo e ser relapso na educação são coisas diferentes sabe?

  • Ai… tá… entendi…

  • Que bom. O que você sente quando precisa dar limites?

  • Fico inseguro. E se não for isso o melhor para ele?

  • Hum, entendi, vamos mexer nisso aí.

 

A relação entre pais e filhos é de enorme importância para todos nós. Não apenas pelos vínculos familiares, como também pelas pessoas que estarão sendo formadas para a vida em comunidade. Como se diz, as crianças são o futuro.

Ocorre que como já dizia o comercial, “não basta ser pai, tem que participar” e essa participação traz responsabilidades que requerem habilidades que as pessoas muitas vezes não possuem. O tema do limite é algo básico no consultório hoje em dia. As pessoas sentem medo de dar limites, não sabem dar limites ou nem sabem para que dar um limite, por exemplo. Essa competência é uma das que são fundamentais para a educação da criança. Sem ela a pessoa não compreende direito o mundo à sua volta, porque se percebe sem limites num universo com limites, isso é muito confuso.

Ter uma ideia sobre a educação das crianças que seja coerente e uniforme entre o casal é outro fator importante. É muito complicado educar uma criança quando o casal não tem uma linha que os una. Todos conhecem o famoso “Posso pai?” “pergunta para a tua mãe”, “posso mãe?” Pergunta para o teu pai. O que ocorre? A criança escolhe sozinha. Pior que isso é quando os pais dão respostas diferentes para a mesma pergunta mostrando que não há harmonia no casal. “A quem obedecer?”, pergunta-se a  criança? Assim sendo, a competência de ter uma relação harmoniosa com entendimento na educação das crianças é fundamental.

A empatia é uma outra habilidade importante. A criança aprende “quem é” a partir dos olhos do outro. O adulto ensina os limites do corpo, da emoção e da identidade da criança ao longo de sua formação. Ser empático nesse contexto significa saber ver um outro e dar-lhe respeito. Sem isso é impossível mostrar à criança quem ela é, se eu não o vejo, não posso mostrar você à você mesmo. Muitas crianças tornam-se adultos e vem ao consultório sem ter esta percepção adequada de si mesmo.

Agora, saindo um pouco dos “tem que”, vale a pena lembrar que cada criança é um ser único. Assim, é importante saber apreciar este ser da maneira que é. Esta, creio eu, uma “habilidade” que é uma arte, a arte de saber olhar o outro, aceitá-lo e deixar que a relação o guie, a arte de jogar com o outro – não num sentido manipulador. Abrir-se ao novo, à experiência única que será a relação com a criança é importante para que os pais além de terem suas regras aprendam com a criança e deixem este espaço aberto à ela no mundo.

E você, pai e mãe leitores, como estão fazendo o nosso futuro?

Abraço

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Mudanças
22/01/2015

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