Archive for novembro \30\UTC 2014

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30/11/2014

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Desapego
29/11/2014

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Viver o seu morrer
28/11/2014

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  • Mas está difícil sabe?

  • O que é mais difícil?

  • Aceitar que ela se foi… eu tento me agarrar à ela nas fotos e nos vídeos…

  • Entendo… é difícil mesmo…

  • Sim…

  • O que aconteceria se você aceitasse a morte dela?

  • Eu teria que me desapegar.

  • Qual o problema com isso?

-Eu teria… que entender… que eu também posso ir um dia.

 

Em um livro chamado “Viver o seu morrer”, Stanley Keleman lança uma profunda e incômoda reflexão não sobre a morte, mas sobre o ato de morrer. O autor defende a ideia de que ninguém sabe exatamente o que há na morte, mas sabemos o que há no morrer que ele diz ser o nosso “último ato” nesta terra. Em outra palavras: você pode não ter certeza de para onde vai – se é que vai – após o morrer, mas o ato de parar de respirar é algo pelo qual você ira passar.

As reflexões de Keleman neste livro me fizeram desenvolver um trabalho que chamo de “a arte de abrir mão”. Ou seja, a maneira pela qual aprendemos a abrir mão das coisas, situações, pessoas e de nós mesmos. Um exemplo: muitas pessoas não conseguem “abrir mão” de sua adolescência. Passam a vida toda como se ainda fossem adolescentes – o que é diferente de fazer o luto pela adolescência, manter o que há de bom nela e seguir para a vida adulta.

A maneira pela qual a pessoa faz para manter “a mão fechada” nos ajuda a compreender como ela vive a sua própria vida e o como viverá, possivelmente, o seu morrer. Reflita: para você é fácil sentir que uma determinada etapa de sua vida findou e que está na hora de começar outra? Você tenta se agarrar a algo que sabe que não mais está ali por medo de ir para a próxima fase? Ou por não desejar lidar com a tristeza de perceber o fim daquela época? Como você se comporta com despedidas? Como você lida ao perder um jogo ou ao decidir deixar um determinado lugar?

Agora, de uma maneira ainda mais simples – e talvez por isso, mais incômoda: você consegue sair de um estado emocional quando ele não faz mais sentido para você? Ou mantém-se agarrado à ele por orgulho, por exemplo? Você desemburra rapidamente ou fica fazendo pose? Você mostra o seu afeto ou fica fingindo distância? Como abrir mão de uma forma que estamos usando é a pergunta central de todo o trabalho do autor com a morte porque, segundo ele, essa é a maneira pela qual vamos lidar com o fato de abrir mão do nosso corpo que seria a grande e última perda do ser humano.

Assim vivemos a nossa morte todos os dias nestes pequenos atos de pegar e abrir mão, de conquistar e desistir de algo ou simplesmente de deixar algo ou alguma fase ou alguma pessoa porque não é mais saudável manter-se ali. Estamos lidando com a qualidade do nosso apego e com os medos que podem advir do ato de se desapegar. Assim também trabalhamos com o lado saudável do desapego que seria perceber aquilo que realmente precisamos manter e porque.

A morte, no entanto, é inevitável, assim como as perdas. A vida portanto, nos dá muitas oportunidades de aprender a lidar com aquilo que perdemos e nos possibilita uma preparação para “nos” perder enquanto corpo que é a nossa identificação mais primordial. Veja suas fotos antigas e pense em quantos “corpos” você já perdeu. Tudo aquilo que você fazia com aquele corpo se foi, a sua percepção de mundo com aquele corpo de criança se foi. Lembro-me de que uma pequena sala era um enorme campo de futebol quando pequeno, hoje nada mais do que colocar um sofá.

Ao perder, você se ressente? Tem raiva do mundo ou simplesmente se entrega? A vida perde sentido quando as coisas são perdidas ou você busca uma nova maneira de viver sem aquilo que tinha? O que sentimos em relação às perdas é um bom indicativo de como vivemos e a nossa reação à estas emoções em relação à como vamos lidar com a morte. Arrependimentos? Culpas? Nostalgia?

Viver o seu morrer significa aprender a acompanhar o fluxo inevitável das coisas: da existência à não-existência, ou seja, daquilo que hoje é para aquilo que não mais é e sobre como lidamos com isso. Conta a história que um general que havia passado por muitas batalhas aprendeu a não se apegar mais à vida. Mais tarde já aposentado havia ganho uma bela e rica xícara do imperador para beber chá e numa destas sessões de chá quase deixou a xícara cair e desesperou-se com aquilo. Vendo a obviedade de seu apego pensou em todas as batalhas pelas quais passou e jogou a xícara por cima do ombro.

Moral da história: você na sua forma atual não é o termo último da sua existência (Joseph Campbell). Completo: nunca será e quando se for terá vivido todos estes termos, pronto para abrir mão deles?

Abraço

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O jeito de encarar
27/11/2014

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O que é bom pode ficar melhor?

Tradução
26/11/2014

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– Mas Akim, eu estou sempre dizendo isso para ele!!

– Hum… e como você fala isso para ele?

– Eu sempre falo que a vida não é um mar de rosas.

– Sei e ele?

– Ele concorda, mas não toma uma atitude.

– Será que ele entende que “não é um mar de rosas” significa: quero que você encontre um emprego?

– Não é óbvio? O cara tá sem grana, eu digo isso, ele tem que se coçar…

– Pode até ser para muitas pessoas, mas não sei se é para ele, afinal o pai ainda o banca não é?

– (suspiro) Aiai… é verdade…

 

A frase: “me dê carinho?” faz você imaginar que tipo de comportamento? Enquanto alguns pensam em colocar alguém no colo e fazer cafuné, outros pensam em fazer uma comida gostosa e alguns ainda pensam em passar um sabão porque a pessoa está de “mimimi” se fazendo de vítima. E o autor da frase queria, realmente, que a pessoa ligasse para ela de vez em quando. Quanta confusão.

É comum que este tipo de confusão ocorra, por isto este post. Não basta dizer? Não. Melhor dizendo: sim e não. Às vezes ocorre de que a concepção de carinho de duas pessoas seja a mesma, neste caso, sem problemas. Em outras é importante dizer aquilo que queremos, e como queremos para ensinar ao outro como se comportar com nós.

Não seria maravilhoso se a vida viesse com um manual? Então, a ideia é ajudar o outro a compor este manual de como nos interpretar e como lidar conosco. Porém, muitas pessoas não fazem isso e mantém a complicação. Porque?

Um dos pontos mais importantes é o medo. Revelar o que eu quero e como quero me expõe e muitas pessoas temem isso. De uma forma geral o medo de estar exposto tem a ver com a falta de habilidade da pessoa em se proteger de maneira “verdadeira”. Ou seja, defender aquilo que ela realmente tem “fraqueza”. Uma das maneiras de se defender disso é criar uma imagem de pessoa super poderosa. O super poderoso não necessita de nada nem de ninguém e, por esta razão, não se expõe (para que fazer isso?)

Nesta linha da raciocínio a pessoa tem uma auto imagem idealizada na qual ela domina e controla tudo. Obviamente esta imagem não é realística e a pessoa sofre com isso pois passa a ver qualquer necessidade como uma fraqueza e um problema a ser resolvido. Porém a força humana reside justamente na capacidade de perceber as fraquezas e necessidades e dar uma resposta para isso, todas as nossas invenções tem uma base nesse processo.

O outro problema tem a ver com, uma vez exposto, como vou me defender? E se o outro quiser abusar de mim? Me usar? Passar por cima das minhas emoções “agora que ele sabe como me manipular”? Em primeiro lugar é importante deixar claro que a manipulação está aberta à todos e não apenas a quem se expõe. Uma pessoa muito fechada pode ser manipulável tanto quanto uma que é mais aberta. Em segundo lugar não é para qualquer um que a gente se expõe, ou seja, escolhemos quem fazer isso. Em terceiro lugar “se expor” significa muito mais você expor à você mesmo os seus segredos e problemas do que para um outro. É você quem terá que lidar com isso no final das contas.

Um terceiro problema tem a ver com o medo da responsabilidade. Quando afirmo que desejo algo me torno responsável por isso. Isso diminui a minha possibilidade de manipular o outro e faz com que eu esteja em contato real com aquilo que quero. Muitas pessoas temem isso porque não se sentem seguras em afirmar o que deseja, não sabem valorizar o que querem ou simplesmente não sabem o que querem.

Todos estes problemas fazem parte daquele momento em que a pessoa diz algo, percebe que não está sendo compreendida e, ao invés de explicar o que deseja, apenas diz novamente e da mesma forma o que quer… e continua sem ser atendida e compreendida. Ao lidar com estes problemas a pessoa passa a sentir-se mais segura em se expôr e, então, falar com mais clareza o que deseja assim como assumir a responsabilidade por seu desejo.

Abraço

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Critérios
25/11/2014

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Qual o seu critério de bom?

Critérios
24/11/2014

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  • Antes era fácil pra mim, eu pensava no que ia me divertir mais e ia sabe?

  • Sim… o que mudou agora?

  • Não sei direito…

  • As suas experiências com estas diversões te ensinaram muitas coisas?

  • Sim sim… boas e ruins.

  • Claro, e com isso você aprendeu o que?

  • Que nem sempre ir pela diversão é divertido, irônico não?

  • E verdadeiro! Então, se esse “critério” não é o único, qual ou quais outros precisam ser levados em consideração também.

  • Hum… bom… eu acho que companheirismo e tipo… “ser gente fina” entende?

  • Não sei o que é isso para você, mas podemos detalhar melhor isso mais tarde.

  • Ok

  • Então, para você “ir” para uma relação hoje, além da diversão que a pessoa proporciona você precisa que ela seja companheira e “gente fina”?

  • Sim…

  • Ok… pensando, então, nessas pessoas com quem você se relaciona e nesses critérios… o que muda?

  • Nossa… pensando nesses critérios fica muito mais claro sabe?

  • Ótimo!

 

Como elaborar um critério?

Um critério é uma afirmação que define a importância de algo para a pessoa em relação à um determinado tema. Quando uma pessoa diz, por exemplo: “entre uma pessoa atraente e uma divertida, prefiro a divertida” ela está nos dando várias informações sobre como ela seleciona um parceiro. A primeira é que a atratividade da pessoa é importante (e isso é diferente de “beleza”) o segundo é que a pessoa ser “divertida” (seja lá o que isso significa para quem seleciona) também é um critério importante e a terceira é que o critério “diversão” está acima do critério “atratividade” numa lista hierárquica, ou seja, diversão tem um valor maior do que atratividade.

O que nos faz ter uma afirmação ou um adjetivo como um critério à ser seguido é a nossa relação com ele, assim como a expectativa que temos sobre o que aquilo irá nos trazer. Num outro exemplo podemos imaginar que uma pessoa escolha ser autônomo ao invés de profissional registrado porque ele “gosta de horários flexíveis”. A expectativa da pessoa é que ao escolher uma atividade por este critério ela irá ter acesso à algumas coisas como, por exemplo: “quero poder sair do trabalho e ir para casa ver meu filho”, “quero poder ter a liberdade de cancelar a agenda num dia em que precise mesmo disso”, “quero escolher os horários que trabalho porque de manhã eu não funciono”.

O critério sempre está buscando algo, isso é fundamental de ser levado em consideração porque muitas vezes o critério elegido pela pessoa pode não trazer aquilo que ela quer. Se o critério em uma atividade profissional for, por exemplo, “estabilidade financeira” a escolha por uma atividade autônoma é perigosa. Muitas vezes as pessoas insistem em escolhas erradas por causa dos critérios que estão usando.

O primeiro passo para elaborar um critério, então é entender o que você deseja com a experiência. Se eu quero viajar e quero descansar, posso eleger como um critério um local afastado do agito da cidade, contato com a natureza e no campo. Posso também, ter a ideia de ir à um SPA. O critério possui uma função que é nos fazer entrar em contato com a experiência de uma maneira que nos satisfaça. Por esta razão que é importante saber o que se quer: para elaborar um critério adequado.

O segundo passo é ter uma hierarquia bem estrutura do critério mais importante para o menos importante. Isso é necessário no caso – quase sempre presente – de eu ter de fazer concessões. O que eu preciso “realmente”, o que é secundário, terciário e o que é “bônus”? Muitas pessoas nunca encontram um bom parceiro afetivo porque consideram tudo como primário e inegociável. Saber aquilo que é mais e menos importante também nos abre para viver novas experiências.

Isto é, inclusive, algo muito importante: ninguém é igual ao longo da vida. Assim sendo, nossas necessidades, desejos e preferências mudam ao longo do tempo. Quando isso muda, o que queremos da nossa experiência de vida também muda e, com isso, mudam os critérios. Perceber que um critério não mais nos satisfaz ou não é mais útil é importante assim como organizar um novo critério para organizar a sua experiência. Poderíamos entender que “isso”, a “manutenção” é o terceiro passo, pois tudo na vida é um processo e muitas vezes os critérios que valem para o começo dele não valem para algum tempo depois, em relacionamentos, por exemplo, isso é facilmente notado.

Com estes passos você poderá trabalhar com critérios de uma maneira bem simples e interessante. Espero que seja proveitoso para vocês!

Abraço

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Irmãozinhos
23/11/2014

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Problemas de gênero
22/11/2014

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Nos detalhes…
21/11/2014

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– Não sei direito o que estou fazendo com minha vida.

– O que você faz ao longo do dia?

– Como assim?

– Você acabou de acordar… o que faz?

– Você quer dizer a minha rotina?

– Sim.

– Bem… eu acordo… fico morgando na cama… às vezes faço isso muito tempo. Me atraso para tudo e daí tenho que fazer as coisas correndo sabe?

– Sim.

– Geralmente é assim mesmo… correndo do quarto para engolir algo, escovar os dentes, tomar banho e pegar o bus para ir pro colégio.

– E daí, como você vive esses pequenos momentos?

– Quais?

– Ir correndo à mesa, comer correndo, voltar correndo e se arrumar correndo…

– Ah… bem… sei lá… é meio ruim sabe?

– Cansativo não?

– Isso!

– Uma das suas reclamações né? Viver meio cansado?

– Verdade…

Muitas vezes as pessoas pensam no “porque” da vida. Gosto de refletir sobre isso às vezes… é divertido. Porém, existe uma outra pergunta com a qual eu gosto de trabalhar: “como”.

Mais de uma vez problemas sérios e difíceis foram resolvidos com base na pergunta: “como é o seu dia a dia?”. Você já parou para pensar no que faz todos os dias? No como usa o seu tempo e sua energia e de que maneira o faz?

Joseph Campbell, Stanley Keleman e outros autores e filósofos já afirmar que aquilo que desejamos não é um sentido para a vida, mas sim uma experiência de vida. A palavra sentido fala sobre uma direção para a vida, a palavra experiência fala de como vivemos este sentido. É algo assim: você pode ir para uma viagem num estado muito bom ou muito ruim. “Para onde” está indo é o sentido, o “estado” é a experiência.

A questão é que esta experiência não é vivida da maneira que se vende nos filmes e comerciais: em grandes momentos de emoções profundas e arrebatadoras, mas sim nos vários pequenos momentos entre uma respiração e a outra. Quando pergunto para as pessoas como ela vive o seu dia a dia, direciono (sentido) a atenção dela para estes momentos e as surpresas são enormes geralmente.

O mais comum é começar com a quantidade de tempo gasta em atividades bobas, que não estão agregando em nada para a vida dela. Não confunda isso com momentos de descanso que são tão importantes que, muitas vezes, as pessoas dizem: “Akim… eu não descanso nunca”. É nestes momentos em que podemos perceber se realmente estamos vivendo algo digno de expressar aquilo que estamos sendo ou não. E junto com o que faço a maneira pela qual eu faço.

Particularmente eu tenho uma boa relação com vinhos. Dificilmente bebo vinho, em geral eu o degusto, passo bons momentos em contato com a cor e o cheiro dele para então passar ao sabor e às afetações que ele causa na boca. Isso tem muito a ver com a minha maneira de viver: apreciar algo ao máximo possível. Ao mesmo tempo, também tenho meus momentos de pura descontração afinal estar o tempo todo num estado de intensidade cansa e eu adoro dar uma descansada.

Olhar para o dia a dia, para os pequenos atos é olhar para a sua filosofia de vida. Por isso que eu gosto de dizer que essas coisas são muito concretas. Uma coisa é o discurso, este pode ser abstrato, porém as atitudes, comportamentos da pessoa nunca o serão, eles são sempre concretos e é aí que mora a experiência dela. Quando refletimos sobre isso é que percebemos: “estou vivendo a minha relação com meus filhos de uma forma muito superficial”, “não tenho prestado atenção à minha alimentação”, “não descanso mais”, “não me dou um tempo para curtir meus discos”, tudo isso fala sobre o “como”, não sobre “o que” faço, mas sim sobre “como faço” e é justamente aí, neste detalhe que reside o ponto em que a sua filosofia de vida e a sua experiência de vida se encontram e é aí que as mudanças podem começar.

Porque aí? Em que outro lugar você irá mudar senão nesses? “Dar limites”, um tema muito comum em consultório só pode ocorrer numa “pequena” discussão doméstica ou num “pequeno” momento com os filhos em que isso vai ou não ocorrer. “Me conhecer”, onde você vai fazer isso senão durante o seu banho, ou enquanto come ou quando sai numa festa com seu parceiro? Assim, a menor das perguntas se torna a maior das perguntas, analisar o mais banal dos comportamentos se torna analisar a mais profunda realização – ou não – da sua própria essência.

Se você gostou do texto e concorda com estas ideias deixo uma pergunta bem simples, sobre algo bem comum: como você sorri?

Abraço

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