Archive for agosto \21\UTC 2014

Culpa e cultura
21/08/2014

tirinha1654

Suas concepções culturais ajudam você a sentir culpa? Como?

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A imagem social
20/08/2014

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  • Mas não tenho me sentido muito bem não.

  • Em que momentos você não se sente bem? Porque você tem me dito que sai e se diverte.

  • Eu não me sinto bem… nossa… parece até meio estranho isso, mas quando eu fico em casa e vou dar uma olhada no face!

  • Ah é? Porque, o que ocorre?

  • Cara… eu fico vendo as fotos das pessoas fazendo um monte de coisas…

  • E? Você também está fazendo…

  • Sim… mas… daí parece que elas estão se divertindo mais que eu sabe como?

  • Ah… e como você sabe que estão?

  • Não sei né?

  • Não, e mesmo que estivesse, quando que começou a competição de “quem se diverte mais”?

  • Hum…

  • Será que você não está um pouco inseguro em relação ao que tem feito?

  • Pode ser…

 

As propagandas que nos vendem carros, viagens e sonhos tem um poder devastador sobre algumas pessoas que ou não podem comprar estes produtos e serviços ou querem comprar todos os que veem pela frente, de maneira que sempre sentem que está “faltando algo”. O mais novo produto e canal de vendas é a imagem vendida pelas redes sociais.

Vários artigos já exploraram a ideia de que as redes sociais são, na verdade, um grande mercado no qual se vende de maneira apelativa o seu dia a dia, começamos já a perceber o como isso afeta as relações assim como a auto estima das pessoas. Muitas pessoas apenas sabem que tem uma vida boa porque tudo o que é compartilhado recebe curtidas e, com isso, sabem que estão no caminho certo. Posts que não são curtidos são deletados como ouvi uma vez de uma pessoa “se ninguém está curtindo, pra que deixar lá?”.

A pergunta é boa. Se o seu interesse em redes sociais é ser curtido – e quem não tem este interesse – um post que não gera curtidas é propaganda negativa e deve – realmente – ser eliminado, pois gera o perigo de que as pessoas ao verem aquele post ali retirem crédito do seu perfil. Porém se a sua ideia é a auto expressão a coisa muda de figura, pois o seu perfil é seu.

Sustentar esta noção, no entanto, é algo altamente custoso, pois envolve a possibilidade de perder o crédito social. Na era atual isto recebe uma lente de aumento visto que o “fator social” é cada vez mais apelativo e forte na vida das pessoas. Aprender a viver uma vida auto expressiva na qual o apelo social faça parte, porém não defina é algo muito mais complexo hoje de que já foi antes.

A insegurança em relação àquilo que se faz, à sua maneira de viver a vida é um fator que complica esta situação. Quando a pessoa tem dificuldades em assumir o que faz ela começa a buscar fora da sua própria experiência referências. Se a sua rede de contatos, por exemplo, for muito diferente dela ou se ela ver algo que ela não faz – e não gosta de fazer – sendo muito apreciado pelas pessoas pode sofrer com muitas dúvidas em relação à sua própria vida.

Aprender a sentir em si os efeitos daquilo que fazemos para nós é um fator fundamental para o crescimento. É sabido já que muitas decisões certas trazem dor ao invés de prazer e isso é um fator que é importantíssimo de se saber visto que a maior parte das pessoas foge da dor – por motivos óbvios. Assim este “sentir” não trata apenas de sensações físicas de prazer e dor, envolve, também um aspecto moral que a pessoa consegue sentir somente em retrospecto, ou seja, é só depois de um período de tempo que ela vai olhar para trás e saber que fez o correto e, a partir disso, sentir orgulho daquilo que fez. Numa era em que queremos prazer imediato à todo custo – e que é enaltecido como valor e referência do “correto” – torna-se difícil organizar sentimentos morais de maneira adequada.

Assim as redes sociais mexem com nossas percepções de estar vivendo a vida de maneira adequada ou não na medida em que não temos parâmetros próprios para julgar a vida que levamos. Quanto mais temos nossos parâmetros, confiamos neles de maneira que sabemos sobre os resultados os quais eles nos trazem, menos precisamos buscar parâmetros externos ficando menos à mercê daquilo que vemos. Isso não significa fechar as portas para o mundo, mas sim usar esta informação de uma maneira mais sábia: você não precisa fazer tudo o que todo mundo está fazendo para ser cool, mesmo que isso seja o que se diz por aí.

Abraço

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A droga e o dia a dia
19/08/2014

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Que “drogas” usamos para aliviar as tensões emocionais do dia a dia?

Vítima
18/08/2014

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  • Tenho uma novidade ótima pra te contar!

  • Oba, me conte então!

  • Lembra que trabalhamos para eu não me colocar como vítima né?!

  • Sim!

  • Consegui!

  • Opa!! Parabéns!! Me conte como foi?

  • Eu entrei lá, respirei fundo e comecei a pensar no meu futuro e em quem eu realmente sou: uma profissional com um sonho.

  • Ótimo.

  • Sim, e daí, a reunião toda fiquei em contato com isso e todas as coisas que ele falou para mim não me fizeram mal…

  • Que ótimo!

  • Na verdade… até me deram um certo estímulo sabe? Eu sai mesmo do papel Akim!!

  • Parabéns!! Mereces!!!

 

Muitas pessoas passam por situações difíceis na vida e conseguem passar por estas situações de uma maneira altiva, mesmo sofrendo humilhações, privações e até mesmo violência física e moral. Ela sofrem, se entristecem, sentem raiva assim como qualquer pessoa, porém nunca se identificam como a vítima da situação. Isto faz toda a diferença.

Não se trata de fingir que esta numa situação diferente da que se está ou de achar que não se está sendo molestado. Aceita-se estes fatos, porém não existe a identificação com o papel que a situação está demandando. O que significa “não se identificar” com o papel de vítima?

Podemos entender isso como se fosse um teatro: existe o papel de vítima e tudo aquilo pelo qual a vítima terá que passar. A pessoa pode até passar pelas situações, mas dentro dela ela não se diz – por exemplo – “sou uma vítima”, “porque comigo?” ou “o que fiz para merecer isso?”. Identificar-se é quando assumimos uma identidade e, com ela, um determinado papel, que envolve uma forma de sentir, de pensar e de agir.

A identificação com o papel de vítima é o que realmente transforma a pessoa em uma. A partir disso ela passará a ver o que ela faz e o que ocorre com ela sob esta perspectiva e então estará “presa” nesta “fantasia” que envolve o papel. Uma vez nesta fantasia ela passa a ver o outro como seu carrasco, ela como vítima e a situação como uma prisão frente à qual ela é impotente – visto que é vítima.

As pessoas que não adentram no papel passam pela mesma situação, porém se identificam, por exemplo, com o papel do “sobrevivente” e se dizem: “não importa o que está ocorrendo agora, eu vou sobreviver à isto e ter uma vida boa mais tarde”. Temos entendido que este compromisso com o planejamento de um futuro é fundamental para a vivência no momento não se tornar tão traumática.

Este compromisso faz com que a pessoa viva as injustiças como o que são: injustiças. Um dos maiores trabalhos que a maior parte dos psicólogos tem que fazer com pessoas vitimas de injustiças e violências é, justamente, retirar delas a culpa sobre o que lhes aconteceu visto que é muito comum que as pessoas tentem assumir a responsabilidade pela injustiça que lhes causam, porém isto é contraprodutivo e, também, errado visto que uma injustiça é sempre uma injustiça.

Assim como quando a pessoa se identifica com o papel de vítima ela passa a ver tudo sob esta ótica, quando ela sai deste papel e se identifica com um mais adequado para a situação ela também dá um novo sentido ao que lhe acontece e à quem é. Esta mudança é o que pode ser a sua salvação, aquilo que irá dar à ela a percepção do que lhe aconteceu.

Abraço

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Porque não?
17/08/2014

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Desperdício
16/08/2014

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Me salve
15/08/2014

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  • Mas daí sabe o que ele fez?

  • Não, o que ele fez?

  • Ele me disse: puxa e o que você vai fazer?

  • Hum

  • Como assim!?! Eu vou e digo que estou com problema e ele me diz isso!?

  • O que você esperava!?

  • Puxa que ele me dissesse alguma coisa para me confortar, para me fazer sentir bem, para me ajudar a resolver a situação.

  • Hum… entendo. Mas me diga a pergunta que ele fez foi, de fato, inadequada?

  • Como assim?

  • Bem, você trouxe um problema e ele está perguntando para você se você sabe o que fazer, não é isso?

  • … é… de certa forma é isso… tipo: “o que você vai fazer?” como quem diz “e aí, sabe como se virar com isso?”

  • Sim, é inadequado ele perguntar isso?

  • Não… mas não é o que eu queria.

  • Sim, isso eu sei, mas também sei que não é inadequado. Não que ele não possa te dar uma ajuda, mas assim: ele não foi inadequado.

  • Entendi…

  • O que será que tem nessa raiva toda que você sentiu?

  • Eu acho que tem um pouco de medo de tomar esta decisão sabe?

  • Também acho… e aí o que você queria dele?

  • Que ele tirasse isso de mim… mas ele não pode né?

  • Não.

 

É algo comum termos desejos frente aos nossos relacionamentos. Na verdade é até mesmo saudável sabermos aquilo que queremos numa relação para que possamos buscar por estes elementos numa pessoa e criá-los ao longo da relação. No entanto, existe uma diferença entre desejos e expectativas, você sabe qual é?

Podemos entender que a expectativa são aqueles desejos não manifestos – alguns até inconscientes – que permeiam a relação. A expectativa também coloca a pessoa num papel passivo, de esperar e cobrar a falta daquilo que ela espera ter. Ela também não leva em consideração a pessoa real que está conosco, simplesmente quer e pronto, não avalia de maneira realista se ela é possível ou não e nem mesmo se a pessoa é capaz de realizá-la ou não.

O desejo também pode ser inconsciente, mas a diferença fundamental é que o desejo é algo que a pessoa busca ativamente. Existe uma procura real por aquilo que se deseja e, neste sentido, não existem cobranças indevidas e nem mesmo uma avaliação irrealista. Em geral as pessoas que querem algo estão mais atentas ao real do que às suas fantasias.

Em terapia um dos processos mais saudáveis para realizar numa relação ou com uma pessoa que busca uma relação é tornar as fantasias das expectativas conscientes afim da pessoa assumir de maneira responsável o seu desejo. A expectativa pode tornar-se um desejo quando ela é percebida e quando é processada de uma maneira realista pela pessoa.

No exemplo acima a pessoa começou a perceber uma das expectativas mais nocivas numa relação: a de que o outro me salve. Desejar “ser salvo” ou “salvar” o outro é algo muito nocivo porque já estabelece uma relação de poder e de co dependência antes mesmo da relação começar. Além disso posiciona ambos em lugares de grande vulnerabilidade e de uma diferença enorme de responsabilidades: quem quer ser realmente responsável pela vida do outro?

Esta fantasia, em geral, está ligada à uma auto estima muito baixa que coloca a pessoa como incapaz de cuidar da sua própria vida e, por esta razão, precisar de alguém que fará isso. Ou, no caso oposto, de fazer a pessoa dependente de alguém que precise dela o tempo todo. Este relacionamento é complicado porque ambos estão em situações de extrema pressão o que causa grandes desentendimentos por coisas pequenas.

Tornar esta expectativa consciente ajuda a pessoa a perceber o que ela realmente “pode” pedir numa relação. No caso acima, por exemplo: é irreal esperar que seu parceiro vai tirar o seu medo da vida e de tomar decisões, por outro lado é possível desejar alguém que converse com você e ajude você a se tornar mais competente para tomar decisões.

Acredito – assim como muitos terapeutas de família – que o casamento é uma relação que pode trazer à tona seus piores medos ou pode exacerbar as suas melhores virtudes; que pode fazê-lo murchar para a sua própria vida ou florescer. O primeiro passo para isso é saber exatamente o que se quer e como solicitar isso compreendendo o que responsabilidade sua e o que é do outro. Ninguém tem, por exemplo, responsabilidade sobre nossas emoções, elas são nossas. Podemos solicitar uma mudança de comportamento e até posicionar o outro sobre como ele afeta nossas emoções e, numa relação saudável, o outro ouvirá isso e terá um comportamento mais adequado às suas necessidades – desde que isso não fira a integridade dele – enquanto numa relação disruptiva a pessoa poderá negligenciar isso e ainda zombar das suas necessidades.

Abraço

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Expressar emoções
14/08/2014

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  • Foi quando eu parei e pensei: “o que eu realmente quero falar?”

  • Hum, coisa boa! O que você queria realmente dizer?

  • Na verdade era assim: eu estava com raiva e senti que a melhor maneria de expressar não era falar da raiva.

  • Sim, era falar do que?

  • Da tristeza que me dava quando ele fazia aquilo.

  • Entendi.

  • Daí eu simplesmente parei, olhei pra ele e disse: “isso me entristece… e se for importante para você continuar assim eu vou acabar me afastando de você mesmo que eu não queira isso”.

  • E ele?

  • Ele meio que ficou sem palavras e saiu de perto, mais tarde ele acabou pedindo desculpas.

  • Como foi o resultado para você?

  • Eu não gritei e nem esbravejei… e senti que foi a melhor coisa que eu fiz, ou… a mais honesta comigo sabe?

  • Claro!

 

Quando falo em expressar as emoções as pessoas, em geral, trazem à mente cenas fortes e explosivas nas quais as emoções são dramaticamente arremessadas para fora das pessoas. Às vezes expressar a emoção pode ser isso, mas nem sempre.

Expressar uma emoção é mais do que simplesmente se render aos impulsos que ela traz consigo, mas sim compreender qual a melhor maneira naquele momento de expressar aquilo que temos dentro de nós. O caso que eu trouxe ilustra bem isso, de raiva a pessoa passou para a tristeza e foi isso o que melhor expressou a raiva dela.

Temos um processo muito belo de auto conhecimento neste exemplo, pois sair da expressão usual da raiva – gritos e brigas – para ir fundo dentro de si e se perceber magoado pela atitude de outra pessoa e conseguir dizer isso à ela é algo muito forte e honesto, muito verdadeiro. E ainda dizer o que esta tristeza faz com a pessoa é uma forma completa e poderosa de realmente expressar o que se sente, muito melhor do que um xingamento, por exemplo.

Chegar neste nível de auto conhecimento requer honestidade consigo. As emoções dificilmente são elementos “puros”, ou seja, nascem espontaneamente. Elas, em geral, possuem vários níveis de aprendizados, crenças e condicionamentos sociais e pessoais ligados à elas. Compreender e perceber toda esta dinâmica pode ser complicado no começo, mas é muito libertador à longo prazo.

Também requer habilidade de perceber o que realmente expressa aquilo que queremos. Quantas vezes já ouvi das pessoas que elas falaram isso, falaram aquilo, mas não era “aquilo que eu queria dizer”. Ora, vale a pena refletir um pouco antes de abrir a boca, pois mais vale uma frase dita de maneira assertiva do que dez faladas sem conexão.

Aprender sobre nossas emoções é algo que podemos fazer pensando em nossa história passada e projetando o futuro, ou seja: podemos pensar em momentos nos quais dissemos coisas que nos arrependemos depois e pensar: o que eu realmente deveria ter dito? O que realmente iria expressar o que eu precisava expressar?

Este pequeno exercício nos leva à uma pergunta: o que eu precisava naquele momento para ter entendido o que eu precisava falar? Esta pergunta irá ser um desafio para você no sentido em que irá lhe colocar frente à frente com aquilo que você ainda precisa aprender sobre você, com o seu desenvolvimento pessoal. Por esta razão é uma pergunta que deve ser levada muito à sério. Depois disso pode-se imaginar um futuro próximo no qual você poderá agir de uma maneira diferente da usual e tendo respostas novas que realmente expressem o que você quer.

Abraço

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Preocupações (?)
13/08/2014

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Você também não sabe o que fazer quando não tem nada para se pre-ocupar?

Safadeza
12/08/2014

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Tornar uma derrota certa numa vitória glamorosa, heis a competência do malandro(a).

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