Sobrevivência

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  • Mas Akim, o que você quer que eu faça?!

  • Eu, nada… estou apenas olhando o resultado que você teve.

  • Mas eu estava certo!

  • Sem discussão, certíssimo!

  • Então, eu deveria ficar quieto?!

  • A pessoa pediu tua ajuda?

  • … Não…

  • Então vamos avaliar: você falou algo que não fora convidado para falar, criou uma confusão com uma pessoa legal desnecessária e agora está sozinha novamente…

  • … É…

  • Eu adoro a sua habilidade para ver os detalhes que você vê… acho ela sensacional… mas permita que o outro queira saber disso… você não ia morrer se não falasse aquilo ia?

  • Literalmente “morrer”, não…

  • Então… porque não aproveitou ele ao invés de ficar mostrando o quanto ele estava errado?

  • É… mais um pra lista né?

  • (Risos) Sim…

 

 

Muitas pessoas são sobreviventes emocionais, ou seja, pessoas que aprenderam a ser duras com a vida – e com a sua própria vida – para conseguirem sobreviver. Admiro muito estas pessoas e suas histórias pelo força que demonstram à vida.

O grande tema com todas elas é abrir-se novamente. Em geral os sobreviventes são pessoas que aprenderam a conviver com o estresse. Aprenderam a estar sempre atentos à tudo, serem altamente críticos no sentido de que avaliam tudo e a agirem como se estivessem sempre numa guerra, onde tudo é uma questão de perder ou ganhar… e eles não gostam de perder.

Em muitas situações da vida isso dá um resultado ótimo – no mundo dos negócios, por exemplo – em outras não – relacionamentos e auto cobrança. A ideia é equilibrar as coisas e ajudar a pessoa a perceber que o momento no qual ela estava numa guerra já passou, que ela pode parar e respirar agora, que o perigo já passou.

Isto, no entanto, é algo muito difícil porque é justamente esta atitude que a levou a se manter viva, você abriria mão disso? Porém o questionamento que se lança é: o que é viver, de fato? O que realmente precisamos para nos manter vivos? E para os sobreviventes eu sempre pergunto de formas variadas o seguinte: você está com a sua vida em risco neste momento?

Esta pergunta é muito delicada e profunda de modo que é importante fazê-la várias vezes até o ponto em que a pessoa percebe e sente que está repetindo um padrão de comportamento que foi útil muitos anos atrás, mas que agora é defasado. Que ele pode ser reajustado em prol de uma vida mais “simples”. Aprender a relaxar e respirar, desestruturar a auto imagem que precisa sempre vencer, compreender que a vida é mais do que um jogo onde se perde ou se ganha, apreciar as coisas simples e pacatas, sair do 360 (porque 220 em geral é pouco para eles) são alguns dos elementos importantes neste processo.

Agora, como todos nós temos algo de sobreviventes dentro de nós talvez este texto sirva um pouco para cada um se perguntar: que defesas eu tenho que estão, neste momento, jogando contra mim? Se você achou esta pergunta difícil, pense no seguinte: sabe aqueles momentos em que você percebe que deveria ter se abrido para algo, mas não o fez? Porque não o fez? O que teria ocorrido se tivesse feito? Pense sobre isso!

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

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