Archive for julho \31\UTC 2014

Correria
31/07/2014

10500460_738842119497161_7598438472986115471_n

 

Porque às vezes precisamos nos dar um tempo para respirar, colocar vírgula… pausas   espaços em branco.

Anúncios

Ter razão ou ser feliz?
30/07/2014

ser-feliz-ou-ter-razao

 

  • Eu não sei mais o que fazer Akim.

  • Hum…

  • Já tentei tudo e a coisa não anda.

  • Entendo. O que mais você pode fazer então?

  • Já te disse, já fiz de tudo.

  • Menos uma coisa.

  • O que?

  • Você já parou para pensar se é realmente de sua alçada ter que mudar ele?

  • Como assim?

  • Você “já fez de tudo” para mudá-lo, não é?

  • É… é isso no fundo.

  • Então… e se não for para mudar ele?

  • E se for para ele ficar assim você quer dizer?

  • Sim.

  • Mas daí eu não quero mais!

  • Pois é, já tentou mostrar isso na relação? Assumir uma postura, de fato, diante da situação?

  • Não…

  • Então.

  • Mas ele tinha que mudar!

  • Tinha, poderia, deveria… tanto faz, o fato é: o que você tem tentado fazer – mudar o outro – não está dando certo! Quer insistir nisso até quando?

  • É… e como você disse… eu ainda não tentei… me mudar não é?

  • Bingo!

 

A frase do escritor russo Leon Tolstoi “todas as famílias felizes se assemelham; mas cada família infeliz é infeliz à seu modo”, não é das minhas favoritas, mas ela explica bem o ponto do post de hoje. Razão é contrária à felicidade? Sim. E não.

Não: é possível ter razão sobre alguns pontos da vida e ainda assim ser uma pessoa feliz. As pessoas felizes, afinal, tem as suas razões, seus motivos e refletem a vida de determinada maneira. Sim: muitas vezes nos apegamos à ideias que não servem, que não nos trazem a felicidade e queremos fazê-las corretas apenas para “termos razão” e é aí que a coisa complica.

Desta maneira a pergunta: “quer ter razão ou ser feliz?” é, na verdade, uma grande pegadinha porque não se trata de uma escolha entre uma ou outra, mas sim da reflexão entre uma e outra. A sua razão tem lhe trazido felicidade? Você tem sido feliz seguindo a razão que segue? Essa sim, creio eu é a pergunta mais adequada. Porque?

Todos nós temos crenças, ideias sobre como o mundo é, como as pessoas são, sobre o que é a vida e a própria felicidade. Estas ideias não são boas e nem ruins à  princípio, elas são, simplesmente ideias. Ao passar do tempo conseguimos ver, rapidamente se elas realmente nos trazem aquilo que prometem ou se são ideias inadequadas. O grande problema do ser humano é que, uma vez visto que a ideia é inadequada, ao invés de ele livrar-se da ideia, ele insiste nela! É um grande absurdo, porém é o que vejo todos os dias, sem exceção no consultório e em minha vida pessoal também.

Esta insistência é que torna a razão contrária à felicidade. É quando percebemos que o caminho escolhido não nos leva onde queremos, mas insistimos nele. Neste momento a pessoa começa a criar mil e uma teorias sobre o porque que o mundo está errado, como as pessoas são e deixam de ser e deveriam ser, apenas para sustentar a ideia de que ele estava certo, e o resto da existência errada. “A vida deveria…”; “a vida poderia…” são as frases de impacto que deixa no ar.

No entanto, porque brigarmos com o real, com aquilo que vemos e percebemos apenas porque é diferente daquilo que criamos em nossa mente? Porque não aceitar que os caminhos que escolhemos foram errados, não nos levaram ao lugar onde queríamos e buscar novos caminhos? Porque não enfrentar o medo, buscar novas competências, buscar por tutores e pessoas que possam nos auxiliar (sim, elas existem) e alçar novos voos em direção à um futuro mais brilhante e, agora sim, com felicidade de fato? E ainda: porque parar na felicidade? Porque não buscar auto estima, confiança, orgulho, amor e bons relacionamentos?!

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Falar ou calar
28/07/2014

670px-Ignore-Someone-Step-02

 

 

  • Ele me deixa louco com isso.

  • Porque?

  • Porque é um monte de coisa que não tem nada a ver sabe?!

  • Sim, por isso que eu fico me perguntando o porque você está incomodada?

  • Ah… ele não poderia falar isso!

  • Entenda: ele pode falar o que bem entender… a questão é como você vai lidar com isso?

  • Então, daí tenho que ficar me defendendo.

  • “Tem que”? Quem está te obrigando?

  • Ah, não sei… eu sou meio do tipo “não leve desaforo pra casa”.

  • Claro… mas neste caso está custando mais isso do que levar não é mesmo?

  • É…

  • E se você colocasse mais um ditado na sua mente, um como “cão que ladra não morde”?

  • (Risos) Acho que seria melhor pra mim né?!

  • Eu também!

 

Assim como minha cliente, muitas pessoas entendem que não devem levar desaforos para casa, mas até que ponto essa frase é realmente necessária?

A intolerância para com desaforos pode, muitas vezes, envolver a pessoa em brigas e discussões totalmente desnecessárias e improdutivas. Essas pessoas são vítimas fáceis de qualquer tipo de manipulação que envolva a agressão como forma de vinculação, assim como podem perder seu prumo muito rapidamente por achar que devem se defender de toda e qualquer acusações que venham a sofrer.

A pessoa torna-se intolerante à acusações e agressões  e isso a faz perder o prumo. Ao não aceitar que alguém possa ter uma opinião negativa à seu respeito ela começa a argumentar para que o outro mude a sua opinião, no entanto, se ela pega pela frente alguém cujo objetivo – neste caso – real é de prejudicá-la, ela nunca conseguirá convencê-la. E ainda mais: provavelmente será levada a mostrar raiva ou inadequação durante a conversa para comprovar que ela “não é tão boa quanto parece”.

Aprender o momento certo assim como o motivo e a maneira certa de se defender é algo muito importante para as pessoas. É importante avaliar o contexto: o que irá lhe trazer de “lucro” real defender-se neste contexto? É realmente tão importante? A maneira certa de se defender precisa ser vista também, por vezes o simples silêncio e o não-envolvimento em uma determinada discussão já enviam a mensagem de “não sou culpado, não preciso me defender”. Se a fala é realmente necessária e/ou adequada é importante manter o tom de voz, fazer perguntas ao outro no sentido de identificar especificamente ao que ele está se referindo, buscar as evidências nas quais a pessoa está se alicerçando e buscar estabelecer um clima de diálogo ao invés de um clima de disputa.

Sobre o motivo é importante que a pessoa tenha em mente se ela precisa que todos a aprovem ou não. Quando nos defendemos porque “todos tem que gostar de nós” somos vítimas fáceis e geralmente a pessoa cai um discussões inúteis. No entanto, se é possível para você saber que algumas pessoas não vão gostar de você não importa o que faça, ou que elas precisam não gostar de você por motivos pessoais dela, você se desvincula desta necessidade de aprovação e passa a se proteger quando você julga necessário, e esta necessidade, em geral, vem quando a pessoa percebe que a discussão pode levar à um caminho produtivo ao invés de um caminho negativo.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

“Na lata”
27/07/2014

10397834_739196322795074_1686114456884079690_n

Porque às vezes a comunicação direta é a melhor comunicação!

Solução que não soluciona
27/07/2014

10559794_738086106239429_8218919416296437320_n

Quantas vezes fazemos o mesmo?

Aprender a brincar
27/07/2014

10492161_730203280361045_2146569758006592986_n

Criatividade é tudo.

 

Cultura (?)
26/07/2014

1781705_720593301322043_5721842642952447952_o

O que é cultura para você?

Fugas
25/07/2014

eu-ja-tentei-fugir-mais-vc-n-sai-da-minha-cabeca

 

  • Eu estou percebendo que não estou resolvendo o meu problema.

  • Concordo.

  • Mas e então, o que você me diz?!

  • Sobre o que?

  • Sobre isso… a terapia não está me ajudando.

  • Fato, concordo com você. Tenho ouvido muito você falar e também vejo que não estamos indo ao ponto.

  • Então porque você me deixa falar?

  • Estou esperando o momento em que você vai parar de ficar falando de amenidades e começar a falar sério sobre você.

  • (Silêncio) Eu acho que está na hora de começar mesmo.

  • Já não era sem tempo.

 

Em terapia, muitas e muitas vezes ouço as pessoas falando sobre trivialidades. Obviamente, as sessões começam com elas: “está frio hoje não”, mas à medida em que o tempo passa as pessoas começam a falar daquilo que importa realmente. Outras não.

Fugir, esquivar-se são os termos que usamos para descrever o comportamento que temos quando estamos evitando falar de um tema, entrar numa determinada emoção ou ter algum comportamento. Mas porque fugimos? O que fazer com isso?

A fuga, em geral, tem a ver com a nossa sensação de incapacidade de lidar com determinada situação. Quanto mais competente a pessoa sente-se para lidar com algo, menos ela precisa fugir ou esquivar-se daquilo. Algumas vezes o problema é a situação, outra vezes a emoção que a pessoa sente, ou seja, ela até sabe o que fazer com a situação, mas não consegue lidar com a emoção que fazer o que tem que fazer despertará nela. Assim, a esquiva das emoções pode ser um outro motivo.

É importante lembrar que a esquiva e a fuga não são “ruins” por si, elas são comportamentos que visam resguardar a pessoa, são defesas e, muitas vezes, são bem-vindas. Recomendo, vez ou outra que alguns clientes em determinadas situações realmente se esquivem delas, deixem de lado – durante um tempo – a responsabilidade de lidar com um ou outro aspecto importante de suas vidas.

O problema surge quando a esquiva torna-se o comportamento padrão. Porque? Porque isso significa que a pessoa não vai aprender o que precisa para lidar com a situação que está precisando enfrentar. Quando solicito de meus clientes que se distanciem um pouco é justamente para ajudá-los a adquirir as competências necessárias para voltarem lá mais sábios e lidarem com a situação. Quando a pessoa não sai da esquiva ou da fuga, temos um problema, visto que em muitas situações ela não poderá se esquivar para sempre.

O primeiro passo é perceber que estamos nos esquivando. Ter a sinceridade de nos dizer: “estou fugindo disso” e frear o impulso de fugir, buscando organizar-se para lidar com o problema. O segundo é justamente esse: aprender a lidar com a situação percebendo do que fugimos de fato, o que nos motiva à fugir e como, de fato, lidar com isso ao invés de permanecer na fuga. A terceira parte é o futuro enfrentamento depois da preparação, ou seja, ir e resolver a situação.

Existem vários motivos pelos quais uma pessoa não aprendeu a lidar com determinada situação e não caberia aqui enumerá-los, o mais importante talvez seja deixar a mensagem de que você não deve se culpar por fugir ou ter fugido de determinada situação, mas sim de perceber isso e perguntar-se até quando você vai querer se manter insuficiente sobre esta situação.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

Isso passa, isso passará
24/07/2014

10383902_721572417890798_8568536150581616237_n

“Se tudo passa… talvez você passe por aqui… e me faça esquecer tudo o que fiz…” (Engenheiros do Hawaii)

Traição
23/07/2014

Descubra como cada signo lida com a traição

  • Está muito dolorido…

  • Eu imagino.

  • Não consigo parar de pensar e nem esquecer.

  • Não creio que você vá esquecer, mas parar de pensar, com certeza… mais cedo ou mais tarde.

  • Tomara que sim.

  • Neste momento eu gostaria de saber mais sobre as suas emoções.

  • Raiva, medo, tristeza… vontade de esmurrar ela!

  • Claro, claro… Você expressou estas emoções para ela?

  • Não… eu fiquei que nem um bloco  de gelo na frente dela.

  • Entendo… como seria mostrar estas emoções – obviamente, sem esmurrar ela, mas mostrando a raiva que você sente?

  • Acho que seria bom… ela precisa ver isso que eu estou mostrando aqui.

  • Sim, precisa!

 

A traição é um dos atos mais dolorosos em uma relação conjugal. Ela toma por base a quebra de um acordo, no qual ambos os lados depositaram confiança. O ato deste depósito de confiança é realizado voluntariamente e possui um adendo: ele não tem garantia nenhuma. Por este motivo a pessoa que se compromete verdadeiramente está sempre vulnerável neste sentido e, por este motivo, a traição é um ato tão doloroso: sempre nos pega abertos.

De um outro lado, dificilmente se vê uma traição ocorrer em uma relação saudável. Em geral as pessoas que são traídas sempre dizem que desconfiavam de alguém e, muitas vezes, não chegam nem a se surpreender ao saber com quem o conjugue a traiu. Este conhecimento deriva da percepção de que a relação está ruim o que leva à uma diminuição no comprometimento com o outro e com os acordos estabelecidos entre eles.

A maneira pela qual as pessoas reagem à traição está profundamente ligada à maneira pela qual estão vinculadas a relação, assim como pela maneira pela qual elas lidam com seus próprios desejos. Embora a população de uma maneira geral diga que “me traiu acabou” a prática é muito mais complexa e mesmo que a pessoa traída termine, o término não é fácil porque, mais cedo ou mais tarde envolverá a ideia do perdão.

Sobreviver à traição requer mita energia e força de vontade. Aceitar a traição e se permitir sentir a dor que ela traz assim como a quebra do contrato são os primeiros pontos. Quando existe uma traição a relação termina, o contrato inicial foi rompido. Ela poderá ser reconstruída, porém um novo contrato deverá ser feito e isso exige muita maturidade e energia.

O traído precisa desprender-se da ideia de que causou a traição. Ele contribuiu sim, para a deterioração da relação, porém a escolha da traição é de parte de quem trai. Aceitar o que ocorreu com ele e verificar se existe ou não espaço para perdão e para manter-se com o conjugue são os passos seguintes. Tudo isso, vem, depois de uma profunda avaliação da sua própria auto estima.

O traidor precisa verificar os motivos pelos quais desejou realizar o ato, visto que isso pode significar que ele não deseja mais – em hipótese nenhuma – a relação. Também precisa aceitar o que fez e receber a dor e raiva do parceiro – caso deseje ainda a possibilidade de um perdão ou de manter a relação. Esta parte, para muitas pessoas é muito difícil e elas podem resolver sair da relação por não suportarem receber a dor e a raiva.

O casal precisa verificar se existe ainda entre eles uma emoção e um mínimo de convivência para que exista uma nova relação. A traição é, também, um momento de revisão de tudo o que um casal passou e a possibilidade de recriar um contrato mais saudável. Aceitação de responsabilidade, dor, tristeza são elementos fundamentais neste momento além, obviamente, da sinceridade.

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.com.br

 

 

%d blogueiros gostam disto: