Archive for maio \31\UTC 2014

Política
31/05/2014

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e você, como faria para um mundo com menos violência?

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“Lugares”
30/05/2014

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  • Sabe Akim, estou me sentindo muito mal com ele novamente.

  • Porque? O que acontece?

  • Ah… é que eu acabo me sentindo excluída entende?

  • Claro que entendo…

  • E aí ele não quer falar sobre isso e eu fico sem saber o que fazer.

  • Sei…

  • Porque ele faz isso comigo?

  • Estava esperando por esta pergunta

  • Ah é? Porque?

  • Você sabe… em que estado você está hoje?

  • Ahh… entendi… (risos) nossa, nem tinha percebido… Estou me colocando como vítima né?

  • Precisamente.

  • Entendi.

  • Agora, quero que você lembre de um momento em que estava se sentindo bem contigo mesma e entre em contato com aquela emoção

  • Ok… só de pensar nisso eu já me sinto melhor.

  • Perfeito… o que fazer agora?

  • Bem… já sei por onde começar…

 

Algo interessante sobre relacionamentos humanos é o “lugar” que nos damos neles.

A moça acima, por exemplo, se colocava como vítima, aquela pessoa que deve se submeter aos desejos e caprichos do outro. Como ela se pensava como vítima ela acabava se dando um lugar “pequeno”, no qual ela deveria esperar pelas reações do outro, agradar e sempre dizer “amem” para tudo. O lugar que nos damos está diretamente ligado à nossa auto imagem e auto estima, ele reflete quem achamos que somos. Quando me percebo como alguém de valor me posiciono desta maneira também.

Assim, o que fazer com os lugares que nos damos? O primeiro passo é aceitar que somos nós quem nos damos o lugar e o papel dentro da relação. Você pode até dizer “Akim, mas ele(a) me força a fazer…”, a resposta é: “sim e você aceita”. Obviamente existem situações de coerção extrema em que “ir contra” o papel imposto pelo outro pode ser mais difícil – situações de violência física, agressão moral profunda e dependência econômica, por exemplo.

Esse é um passo muito difícil porque, em geral, vemos o que o outro está fazendo e nos esquecemos de observar o nosso próprio comportamento. Em geral é mais simples reclamar dos comportamentos do outro do que do nosso próprio, então as pessoas se resumem a reclamar. Porém isso não ajuda nem um lado e nem outro. Buscar ver o que fazemos e como fazemos é o que pode nos dar luz sobre como poderemos agir diferente no futuro.

Aceitar que somos nós quem nos damos o papel é complicado também porque envolve aceitar a auto imagem que temos de nós. E ela nem sempre é uma imagem muito bonita. Aceitar é o primeiro passo para poder mudar as rotina, quando paramos de brigar com o que vemos de  nós, com o como agimos podemos relaxar e nos abrir ao próximo passo.

Que é: o que eu quero? O que é  importante para mim? Esta pergunta é fundamental porque ela nos coloca, novamente, como agentes de nossa vida e ao entrar neste papel a pessoa deve refletir sobre o que ela quer, o que é bom e importante para ela e aquilo que a fará feliz. Uma vez feito isso a próxima pergunta é: como vou colocar isso na minha relação? Como vou solicitar e negociar isso com meu parceiro? Como vou defender isso?

Sempre digo que a relação não deve ser um campo de batalhas, e a maneira mais interessante de fazer isso é sempre deixando os nossos desejos claros assim como os nossos limites de negociação. Quando trabalho com casais e eles aprendem a diminuir a discussão sobre um determinado tema de conflito e começam a aumentar a quantidade de negociações que podem fazer eles, em geral, começam a se respeitar mais e a terminar discussões muito mais rapidamente e com muito mais qualidade.

Que lugar você tem se dado nas suas relações? E na sua vida? Está na hora de mudar isso? O que você quer e como alcançar?

Abraço

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Música Punk
29/05/2014

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O dedo que aponta…
28/05/2014

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  • Então Akim, fiquei muito puta com ela!

  • Estou vendo, mas  que aconteceu?

  • Simples assim: pedi para a criatura me ajudar numa mudança que eu precisava fazer. Adivinhe…

  • O que?

  • “Ai, não posso hoje porque estou indo no salão”.

  • Humm…

  • Salão?! AH, pare né? Eu pedindo para ela me ajudar em algo importante e ela “vai no salão”…

  • Entendi… mas… qual o problema?

  • Qual o problema? Cade o companheirismo?!

  • Entendi… algo como “ah Akim, ela queria ajuda para a prova dela, mas eu não estava afim, queria jogar video game naquele momento” ?

  • (silêncio)Tá me dizendo que eu também faço isso?

  • Estou afirmando que você não gosta, nela, de algo que também existe em você, o que é?

  • Hum… acho que sei o que é…

  • Ótimo… me diga o que é e vamos falar um pouco mais sobre isso…

 

Diz o ditado: “quando um dedo aponta para alguém, três dedos apontam de volta”.

Este ditado fala sobre uma das defesas psíquicas mais comuns, inconscientes e complexas que temos: a projeção. Rápida, inconsciente e em geral cruel ela vê no outro coisas que desejamos, detestamos ou que temos dúvida e medo… em nós mesmos. Outro ditado que vale à pena é: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Pois sim, o é. Refresca a nossa auto percepção de afirmar, sobre nós mesmos coisas que não gostamos muito de afirmar. Ou que não temos coragem ou que temos vergonha, desta maneira é mais fácil ver a pimenta coisa nos olhos dos outros quando na verdade ela também está nos nossos olhos. É como quando a pessoa cai na lama e está muito braba com isso, até ver que outra pessoa caiu na lama também, então ela ponta e começa a rir da “elameação” do outro, porém ela mesma já está na lama.

A crueldade da projeção, à meu ver, é justamente esta falta de consciência de que aquilo que eu aponto eu só consigo fazer por existir, em mim, um pouco – ou muito – daquilo. Assim falo dos outros quando, na verdade, estou falando de mim, porém sem ter consciência disso, acabo apenas falando sobre o outro.

Podemos falar sobre elementos nossos que não gostamos nos outros. Em geral fazemos julgamentos maldosos e sem nenhum crivo de censura ao falar mal das características que as pessoas tem e sobre aquilo que achamos da personalidade delas. Esse tipo de conduta tem a ver com elementos que a pessoa teme  e/ou desaprova em si. Certa vez atendi uma pessoa que queria que o marido fosse sexualmente menos “devasso”, ela dizia palavras muito duras sobre ele, num determinado momento perguntei à ela o que aconteceria se ele fosse menos “devasso” e ela me disse um tanto surpresa com sua resposta: “aí eu poderia ser mais”.

Também apontamos nos outros aquilo que desejamos em nós, mas não temos, que achamos que não temos ou que não podemos assumir. É o caso de praticamente todos os pacientes com seus terapeutas – eu com o meu inclusive. Trata-se de quando olhamos para uma pessoa e atribuímos à ela uma determinada característica: “você é muito determinado”, “você  é muito organizado” ou “queria ser como você irreverente”. Quando estamos falando de projeção é porque vemos isso que queremos na pessoa seja ela isso ou não, tratamos de “arranjar provas” de que ela é do jeito que achamos que é e passamos a admirar ela. Muitas vezes quando percebemos que a pessoa não é como queríamos que ela fosse nos decepcionamos com ela.

Por fim existe a projeção daquilo que sou e admiro no outro. Em termos simples isso significa que a pessoa “vê” no outro aquilo que ela própria já é, mas não consegue assumir e, por esta razão, mantém a característica como se fosse do outro. Muitos líderes são assim “antes de serem lideres”, eles tem o papel, mas não conseguem assumi-lo, tempos depois começam a entender que aquilo que veem no outro é, na verdade, um reflexo dele próprio e com isso passam a assumir a sua própria atitude.

Lembre-se do ditado: “quando um dedo aponta para alguém, três dedos apontam de volta” e sempre, ao julgar alguém, pergunte-se: o que, de mim, há neste que julgo? Como diz na Bíblia: “atire a primeira pedra quem nunca errou”.

Abraço

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Mascarado
27/05/2014

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Porque várias vezes o que vemos nada mais é que uma máscara…

Porque não tirar a máscara?

“Espairar”
26/05/2014

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  • Sabe Akim, eu aprendi uma coisa importante essa semana.

  • O que foi?

  • Ai, parece bobeira, mas sabe: pra mim é uma coisa tão difícil de fazer.

  • Porque?

  • Eu sou muito seriona sabe? E essa semana eu tava com um problema com o meu namorado e daí eu simplesmente fui dar uma espairada.

  • Como assim?

  • Ah, eu peguei e decidi que não queria ficar pensando muito no assunto, deixei ele completamente de lado.

  • Olhe só, você fazendo isso!

  • Pois é né? E daí fiquei falando com uma amiga minha no celular e foi ótimo!! Me ajudou um monte.

  • Falou do problema?

  • Rapidinho e depois ficamos falando de coisas boas sabe? E foi isso que me ajudou!

  • Muito bom… você, em geral, fica se consumindo dentro do problema e não resolve ele né?

  • Sim.

  • Muito bom, ao relaxar consegue um estado de espírito bom para resolver o problema depois!

  • É verdade.

 

Enquanto psicólogo gosto de refletir sobre os problemas. Porém uma boa reflexão envolve, também, um estado de espírito adequado para fazer isso.

Se abster dos problemas e dar um tempo para a mente relaxar e repousar pode ser a melhor coisa que a pessoa faz para conseguir resolver este problema mais tarde. Vamos explorar isso mais de perto.

Quando temos um problema tendemos a gerar tensão corporal e a focar a mente no tema. Esta tendência é importante para manter a pessoa no processo de resolução, existe uma sabedoria nisso. É por isso que ficamos tristes, por exemplo, a tristeza é um estado que permite a introspecção melhor do que qualquer outra emoção. Ela nos coloca em contato direto com aquilo que perdemos e isso nos ajuda a refletir.

Porém a reflexão excessiva pode ser um problema. Ocorre quando a pessoa fica andando em círculos dentro de sua mente e o raciocínio “trava”, ou seja, a pessoa não consegue produzir nada de novo em sua mente. Nestes momentos por qualquer que seja o motivo a pessoa pode precisar de uma pausa e relaxar a mente. Uma das melhores formas de fazer isso é rir. O riso desorganiza o foco do raciocínio e dá uma espécie de reset na mente da pessoa.

Desabafar e depois rir junto com alguma atividade física como andar, dançar ou correr é uma excelente pedida para desfocar a mente e ajudá-la a buscar novas soluções de maneira relaxada. Essas atividades desorganizam a tensão, liberam a mente do foco no qual ela estava permitindo que ela faça associações mais amplas e veja o mesmo problema de um outro ponto de vista e aciona a criatividade.

Descobrir atividades que nos fazem bem e nos ajudam a relaxar a mente e resolver nossos problemas é algo muito importante para a manutenção de uma boa vida psíquica. Muitas pessoas resolvem problemas sonhando com eles. Ajuda e faz bem!

Abraço

 

 

 

Magia dos números
25/05/2014

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Como se mede a diversão e a felicidade?

Beleza do universo
24/05/2014

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Há quanto tempo você não se perde no universo vendo as estrelas à noite?

Importância, atenção e outras “egoidices”
23/05/2014

Marykin Monroe

 

  • O que eu queria era ser bem famosa sabe?

  • Sei. Pra que?

  • Ah, daí eu ia “olhar de cima” sabe?

  • Hum, estou entendendo, continua

  • Meio que uma sensação de poder ser eu mesma sabe?

  • Sei.

  • E daí sim poder realizar os meus sonhos.

  • Mas que trabalheira hein?

  • Como assim?

  • Então pra ser você mesma – como se você pudesse ser outra coisa – você primeiro tem que ser famosa.

  • Ã… é…

  • E daí que você for famosa pode realizar teus sonhos?

  • Isso…

  • Se o que você quer é ser você, porque não começa aqui e agora, nesta sala, neste momento?

  • Como assim?

  • Ué… quem você é está aí dentro de ti… pra que esperar até ser famosa para ser o que você pode ser agora mesmo?

  • Hum…

  • É como se você tivesse um pote de sorvete no congelador e só se permitisse comer ele no Natal, só que você está em Janeiro e está com fome de sorvete.

  • (Risos)

  • E teus sonhos?! Vai ficar esperando até ser famosa para viver eles?!

  • Entendi…

 

 

Muitos daqueles que são “grandes”, em geral, não tinham isso como meta principal, apenas a atingiram por serem, de fato, grandes naquilo que faziam. Outros desejavam isso, de fato, e aprenderam a usar o status para si. E tem outros que bem… conseguiram… e se destruíram por causa disso. Este post é para eles.

O que ocorre à uma pessoa que detém status, juventude, poder, dinheiro, fama e “se destrói”? O que faz com que alguém detenha todos os valores mais prezados em nossa sociedade e transforme isso em notícia para tabloides de terceira categoria? Ocorre algo muito pior do que aquilo que ocorre com os milhões que desejam esta mesma posição e não conseguem: eles conseguiram.

Mas isso  é ruim? Lembrando que estou escrevendo o post para quem se destruiu, sim. O interessante à perceber é: porque é “ruim”? Estes que chegam ao topo, conseguiram aquilo que desejavam e, depois de um certo tempo, a pergunta vem: “e agora?”. O que ocorre com aqueles que sucumbem à fama, status e dinheiro é um problema de baixa auto estima, como este problema esta enraizado na pessoa e não se cura com status, dinheiro ou fama ele permanece latente até se manifestar quando as luzes dos holofotes diminuem ou quando o tédio chega.

Ocorre que muitas pessoas creem que quando forem admiradas pelos outros vão sentir-se felizes. Ledo engano que a indústria pop tem mostrado com enorme força nos último 40 anos. O que você consegue com popularidade? Popularidade. Nada mais que isso em termos afetivos. Por isso, no começo do post, fiz uma diferença entre pessoas que desejam a fama e sabem utilizá-la e aqueles que não sabem. Quem não sabe comete o erro fundamental de achar que as pessoas a amam de fato. Porque isso é um engano? Porque para amar alguém você tem que conhecer esta pessoa e não o seu trabalho ou o personagem que ela representa.

Aí é que entra a auto estima. Pessoas com baixa auto estima buscam apoio na admiração dos outros sem antes construir a sua própria e de entender a diferença entre admiração e amor. Ocorre que, uma vez chegada a fama, e passado algum tempo desde o início da subida para o topo a pessoa se pega pensando mal de si “novamente”. Nathaniel Branden descreve isso como a sensação de ser um enganador perfeito, algo como: “essas pessoas são todas idiotas, eu sou uma péssima pessoa, mas ninguém viu… mas daqui a pouco alguém vai ver”. Quem não alcançou o topo ainda pode depositar suas esperanças em chegar lá para acabar com a sua baixa auto estima, mas quem já chegou não tem este “luxo”.

E é aí que inúmeros artistas começam com seus processos pessoais de decadência, exagerando em bebidas, drogas, compras mal-feitas. O comportamento de quem está querendo mostrar o quão ruim é de fato, ou seja, já que ele enganou à todos muito bem: “vamos ver até onde me engolem”. Ou então encarna a fama e passa a realmente achar que é todo-poderoso até que a realidade lhe de duros golpes.

Isso que descrevo para o universo artístico vale igual para o “nosso” universo, ou seja, a pessoa que abre mão de si para ser empresário e ganhar muita grana e acha que isso lhe trará o respeito dos outros entra em um engano pessoal também. O detalhe é sempre este: perceber o que de fato aquilo que você está se propondo à buscar lhe trará. Dinheiro traz dinheiro e tudo o que ele pode comprar, status traz status… essas coisas não trazem amor e parceria e companheirismo, para ter isso é necessário buscar outros caminhos e para o amor próprio, como dizia o poeta, amar se aprende amando.

Abraço

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Ninguém…
22/05/2014

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Levanta e pega!!

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