Não é estranho?

MNLOGO

 

  • Eu não sei o que fazer com as minhas meninas… elas não me respeitam!

  • É muito interessante ouvir você dizendo isso sabia?

  • Ah é, porque?

  • Bem, até onde você me conta de você, na sua empresa você é respeitadíssimo não é mesmo?

  • Sim… lá eu sou, mas em casa…

  • O que você faz na empresa que não faz em casa?

  • Imponho respeito?

  • Sim, mas, de que forma?

  • Ah… sei lá… pensando bem… no trabalho eu sou claro com as regras e quero vê-las cumpridas, já em casa sou meio manteiga derretida sabe?

  • Claro que sim, derrete todo o respeito que elas poderiam ter com você não é mesmo?

  • É… bem…

  • A sua família precisa de você meu caro! Precisa saber que você quer ser respeitado, tem boas ideias com regras boas para serem seguidas. Suas filhas precisam da sua orientação, e não estão dando o respeito à você, porque você não está entregando isso à elas!

  • Entendi… só fazer a mesma coisa do trabalho em casa?

  • Só assumir o seu papel de “merecedor de respeito” e aí sim fazer a mesma coisa, que tal?

  • Parece bom… vou fazer!!

 

Não é estranho que tem pessoas que tem comportamentos ótimos no trabalho e não em casa? Ou até, pessoas que organizam a vida pessoal, de um marido e mais três filhos, mas não desenvolvem a sua vida profissional por “falta de organização”? Não é interessante que temos comportamentos muito bons em uma área os quais deixamos só lá sem levar para as outras?

Se você se identificou com isso, este post é para você!

Pensemos no seguinte: em primeiro lugar o contexto no qual estamos faz toda a diferença para nós. Muitas pessoas aprendem que trabalho é lugar para trabalhar e em casa para descansar. Obviamente com esta concepção fica difícil levar comportamentos do trabalho para casa e vice-versa. Esta crença limita o “tráfego” de comportamentos e recursos mesmo que sejam úteis. Assim pare um minuto para pensar sobre como você pensa os diferentes ambientes nos quais vive. Casa é lugar para fazer o que? Trabalho? Clube? Biblioteca? Café? Como você pensa cada um dos lugares poderá dar uma dica preciosa do que te faz não levar ou trazer alguns comportamentos importantes de um lugar para outro.

Pode ser o caso, também, da pessoa se identificar de maneiras diferentes. Lá no meu trabalho eu sou “o rei do pedaço”, mas em casa minha mulher me trata como seu eu fosse “o cara que joga o lixo para fora”. Ou então, “no meu trabalho as minhas colegas me respeitam pelas minhas conquistas”, mas meu marido me diz que eu sou “a mulherzinha” dele. Como numa peça de teatro, diferentes identidades – ou papéis – pedem comportamentos específicos para quem o interpreta. Se a pessoa “veste” o personagem, também será difícil ter o mesmo comportamento em contextos diferentes. Quem é você em casa? No trabalho?

Outro caso não tem a ver com o comportamento, mas sim pela forma pela qual ele é executado. Um sargento aposentado, por exemplo, pode ter problemas em se adaptar à sua casa se ele achar que irá dar ordens à mulher e aos filhos. Porém se o comportamento de “ordem e disciplina” for ajustado às regras da vida civil ele poderá ter uma bela oficina em casa, poderá ajudar a mulher à organizar as compras do mercado, arrumar as roupas e a organização com maestria o churrasco da família.

É importante, também, dar um parâmetro importante sobre este tema: o mais importante não é comportamento em si, mas sim o benefício que ele irá trazer à pessoa e às pessoas com quem ela convive depois de executado. Foi como eu disse ao pai do exemplo: as filhas estava precisando dele, mas ele não estava dando à elas algo importante: limites. Se ele o fizesse todos teriam muito à lucrar na situação. Esta noção de ganho é importante de ser pensada, pois, muitas vezes as pessoas não tem um comportamento adequado por comodismo, ou seja, se criaram num ambiente em que o comportamento não era executado e nunca pararam para pensar no quanto ele poderia ser útil e necessário. No caso do pai acima isso era verdadeiro: seu pai nunca lhe dera bons limites e ele nunca entendeu a função disso para a criação de filhos, embora ele mesmo tenha se tornado uma pessoa com bons limites.

Abraço

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