Responsabilidade

– Mas eu tinha pedido para ela ligar.

– Entendi esta parte, mas ela não ligou não foi?

– Pois é! Eles deviam entender.

– Eles entenderam: você não ligou e recebeu a punição, está tudo certo.

– Não é justo.

– É.

– Porque?

– Simples: você combinou que se ligasse cancelaria sem problemas e se não ligasse teria um prejuízo, certo?

– Certo.

– Você ligou?

– Eu pedi para ela ligar.

– Você ligou?

– Não.

– Ganhou um prejuízo o que estava dentro do combinado, tudo certo.

– Da próxima vez eu não vou pedir para ela ligar.

– Maravilha, concordo contigo. É importante você assumir a responsabilidade pelo que você combina ao invés de distribuir ela para os outros.

O que é responsabilidade?

É algo muito simples: é ter capacidade de resposta. Responsável é aquele que se propõe à algo e realiza este algo. Não tem nada a ver com moralidade, mas sim com capacidade. Irresponsável, seguindo o raciocínio, é quem se compromete com algo e não consegue cumprir. Sendo assim a responsabilidade tem muito a ver com o que eu faço e os resultados deste comportamento.

O grande problema que percebo hoje é que as pessoas tem atitudes, mas não querem aceitar o resultado de suas ações – talvez isso não seja só de hoje, mas percebo muito isso hoje em dia. Talvez a cultura do consumo de que “o cliente sempre tem razão” ajude as pessoas a acharem que elas podem fazer o que quiserem e terem os resultados que desejarem. Desassociar ato de resultado não é uma atitude sábia.

Junto com isso, no Brasil, em específico, temos uma cultura que em primeiro lugar faz com que a pessoa busque o jeito “errado” de agir e que, por consequência, tenha que se submeter ao “jeitinho brasileiro”. Resumindo, aqui no Brasil ao invés de pregarmos que o comportamento adequado é o melhor, pregamos que o melhor é você fazer as coisas de qualquer jeito e dar um jeito de isso funcionar. Creio que todos estes elementos se juntam para que a responsabilidade seja um tema “tabu” – eu o considero assim – em nossa sociedade.

Porém, trabalhar com a responsabilidade é algo muito simples. Simples por ser concreto: quero x, sei como fazer? Sei, ótimo, faço e tenho o resultado, é o que eu queria? Sim, perfeito, consegui, sou responsável e capaz disso. Não deu o resultado, volto para a prancheta buscando novas soluções até conseguir. O maior problema neste processo todo é aceitar o resultado das ações. As pessoas tem dificuldade em aceitar que fizeram algo que não funcionou, que não deu certo ou que as suas ideias estavam erradas desde o começo e, ao invés de mudarem seus atos, mantém-se cometendo os mesmos erros para ver “se muda alguma coisa”.

A insistência é importante em muitas ocasiões: um treinamento, por exemplo, exige insistência, é repetir e repetir e repetir novamente o mesmo movimento até a perfeição. Para isso funciona, porém para muitas outras situações – como querer mudar o outro ou o desejo do outro – é algo altamente frustrante.

Seja honesto com você: o que a sua forma de agir está dando como resultado? É isto o que você quer ou você quer outra coisa? Se está conseguindo o que quer comemore e aproveite, se queres algo diferente, faça diferente, seja responsável!

Abraço

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