Medo da perda

– Tenho medo de perder ela.

– Ah é? Hum… o que motiva esse medo?

– Não sei te dizer… parece que o meu mundo acaba sem ela sabe?

– Sei, tem a ver com algo como: nunca mais vou amar novamente ou ela é a única mulher da minha vida?

– Algo assim… não acredito que posso encontrar alguém melhor do que ela.

– Hum… pode até ser, mas, até onde você me conta, você não está feliz com ela… não é um tanto paradoxal isso?

– (silêncio) Pois é…

– O que será que este seu “medo de perdê-la” realmente está mostrando?

– Não sei… o que?

– Pense. Você não está lá muito feliz com ela, mas também tem medo de perdê-la, o que está errado neste cenário?

– Falta de acreditar em algo melhor?

– O que te parece?

– Parece que sim… não é só nesta área que eu penso assim não é mesmo?

– Não, não é.

Medo sempre tem a ver com algo que não sabemos como lidar.

Perda com algo importante que se vai, afinal ninguém sente a perda de algo que não era importante.

Medo e perda se juntam quando não sabemos como lidar com a falta daquilo que é importante para nós. Em outras palavras: ao perdermos algo importante não sabemos o que fazer e isso pode significar várias situações, cada uma requer um aprendizado específico.

Uma das situações é quando a pessoa não crê ser possível conquistar o que perdeu ou conseguir algo melhor do que possui. Se a situação na qual a pessoa está parece ruim, ela ainda dá graças à Deus por estar nela visto que não acredita que conseguiria nada melhor ou que conseguiria algo igual caso perdesse o que possui. Isso cria um apego enorme à situação – ou pessoa.

Este apego é que a pessoa chama de “medo de perder”, é a marca registrada de que a pessoa não aprendeu ou não acredita que consegue algo melhor para ela. Assim sendo começa a supervalorizar o que possui numa tentativa de iludir-se dizendo-se que o que possui é muito melhor do que na verdade é, junto com isso, tenta burlar seus sentimentos de raiva e frustração frente ao que tem e não gosta.

Como eu disse anteriormente medo é falta de aprendizado, portanto, o que precisamos aprender em uma situação como esta?

Cada um é cada um, mas, de uma forma geral podemos entender que é importante a pessoa aprender a se valorizar mais. Isto vai ajudá-la a perceber o seu valor no mundo, suas capacidades e potenciais – costumo dizer no consultório algo assim: “naquilo que você já é bom hoje, sem mudar nada em você”. Valorizar-se desta forma ajudará a pessoa a questionar a crença de que ela é incapaz de conseguir algo melhor para ela e a cogitar a crença de que ela pode conseguir algo melhor, este é um dos primeiros passos a serem seguidos.

Um outro é criar uma imagem, uma lista do que você queria de verdade. Isto serve como um parâmetro entre o que você está se permitindo viver e o que você gostaria de estar vivendo. É como eu disse para uma cliente minha: se você não quer um homem “machão” é muito simples: não se envolva com um deles! Quando não deixamos nossos desejos claros para nós acabamos “aceitando gato por lebre” e depois queremos que a lebre ronrone.

Estes dois passos são o fundamental: ter uma ideia clara de para onde desejo ir, crer que isso é possível e acreditar-se merecedor disso. Daí em diante cada um terá suas dificuldades e facilidades pessoais e somente a vida de cada um vocês poderá revelar isso com o tempo.

Espero que você possa, ainda hoje, vencer o seu medo de perder o que quer que seja acreditando que o mundo lhe reserva experiências ainda mais fantásticas do que estas com as quais você pode sonhar hoje!

Abraço

Visite nosso site: http://www.akimneto.wordpress.com

4 Respostas

  1. Akim obrigada isso faz muito sentido pra mim.estou saindo de um casamento de 34 anos com muita tristeza, vou mudar o foco para superar obrigada

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    • Oi Vera!
      Que ótimo que isto serviu para você!
      Isso, coloque o foco no seu futuro, no que vai vir de bom para agora e depois! isso se cham reconstruir a vida!

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  2. Akim é incrível como você consegue mudar a capacidade que temos de encararmos questões como esta, dos medos e ilusões que criamos diante das dificuldades, para uma forma muito mais saudável e promissora. Muito obrigado! Um grande abraço!

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    • Oi Raphael!!!
      Muito obrigado pelo elogio!
      Quando fazemos perguntas interessantes nossas respostas são interessantes.
      Em ciência, assim como na vida, metade do trabalho está em formular uma boa pergunta.
      Não me recordo qual o cientista que disse: “Sou muito ousado com minhas perguntas e muito humilde com minhas respostas”.
      Abraço pra ti!!

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