Auto-valorização

– Pois é Akim… mas eu não consigo fazer isso sabe?

– Como que você faz para não conseguir?

– Como assim?

– Relembre da cena que você me contou… olhe para os seus pensamentos e me descreva o que você pensa

– É algo do tipo: “não fale, não vai adiantar”, “melhor ficar quieto”.

– Hum… entendi, então você acha que é melhor engolir aquele desaforo do que confrontar?

– Não é o que eu sinto, mas é o como eu ajo.

– Ah, então uma parte sua quer reagir?

– Sim, mas daí eu me digo essas coisas e paro.

– E qual o melhor para você?

– O melhor seria eu dizer

– Você consegue imaginar uma cena na qual você fala

– Já fiz isso algumas vezes!

– Ótimo e como foi o resultado?

– Foi bom.

– Lembre-se desta cena e imagine ela para um futuro próximo

– Ok.

– Agora olhe para ela atentamente e comece a se explicar sobre o porque é importante você agir desta forma até que se senti convencido.

– Ok… eu me disse que se eu acho importante ceder de vez em quando a pessoa que está comigo também tem que pensar isso… porque se eu vejo que é bom para o outro quando eu faço isso, deve ser bom para mim também não é?

– É você quem está dizendo: é bom também?

– Sim! É!

Existem pessoas que lidam com suas emoções como se fossem um alerta de que elas precisam modificar algo que estão fazendo urgentemente em suas vidas, outras simplesmente não ligam para elas.

Entre um extremo e outro existem várias pessoas. Esta colocação acima nos faz pensar no valor que damos às nossas emoções e, muitas vezes, à nós mesmos.

Várias vezes recebo em consultório pessoas que aprenderam a dar mais valor à ideias, pessoas ou instituições do que à elas próprias. Toda a vez em que essas pessoas precisam de uma reação que tenha à ver com o “eu” delas a coisa fica complicada a tomada decisão arrasta-se durante meses ou anos e a pessoa apenas reclama e sente-se mal com ela por não tomar uma atitude diferente.

Um dos grandes problemas que encontramos neste tipo de estrutura é este: que o valor dado ao externo é maior do que ao interno o que ocasiona uma paralisia em atitudes que tenham a ver com necessidades ou desejos internos. É a típica pessoa que faz tudo para todos e nunca “tem tempo” para fazer aquele programa que ela quer. O que fazer?

O primeiro passo é entender que “ninguém está vindo” (post publicado no dia 10/07/2013) e que é você o responsável pela sua própria vida e resultados. Embora possa parecer óbvio, muitas pessoas passam a vida em contemplação de si enquanto colocam a “mão na massa” pelos outros. O importante é reverter este quadro: coloque a mão na massa da sua vida! Costumo lembrar que em voos sempre se diz: coloque a máscara primeiramente em você e depois ajude crianças e idosos.

O segundo passo é valorizar “o que vem de dentro”: quando você sente algo deve dar uma resposta àquilo ao invés de ficar apenas contemplando ou deixar de lado. Quando uma vontade urge é importante que você atenda ao pedido de uma forma adequada ao invés de não querer mexer com ele. Muitas pessoas sentem medo ou vergonha do que tem dentro de si, outras aprenderam que não se importar consigo é vantajoso as duas formas de desqualificação do eu tornam a pessoa dependente e vítima fácil de pessoas autoritárias.

É importante que a pessoa se questione sobre seus posicionamentos presentes: “quer dizer que você abrir mão do seu desejo tá ok, mas o outro não pode nunca abrir mão do dele… você acha isso, de fato, justo?” Para que possa abrir sua mente à uma forma que o priorize. Junto com isso é importante cultivar valores mais interessantes para ela, que “justifiquem” importar-se consigo: “toda pessoa merece carinho, você também!” Até o momento em que ela possa acessar memórias nas quais isso ocorreu e vivenciar novas experiências de forma à solidifica a sua nova posição: “viu só, você foi atrás do que queria e seus amigos ficaram felizes por você ao invés de tristes, não foi bom para você o resultado?” Todo este processo ajuda a pessoa a modificar as suas crenças de que ela é um ser que “pode ficar para depois”. Um colega meu sempre era o assador dos churrascos da turma, quando perguntavam para ele se ele não se cansava de “servir à todos” ele sempre respondia: “você acha que só vocês estão comendo?”.

Abraço

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