Archive for março \06\-04:00 2013

Gratidão
06/03/2013

– Aconteceu uma coisa legal esses dias.

– O que foi?

– Eu comecei a repassar algumas lembranças minhas e lembrei das coisas boas que aconteceram no meu passado.

– Nossa! Que bacana isso! Me conte mais.

– Sim… foi bem bacana mesmo… eu até mudei a jeito que estava vendo o meu presente sabe?

– Claro que sim! Como está vendo ele agora?

– Mais feliz eu acho… como se eu tivesse uma mão atrás de mim que me sustenta sabe? Tipo… posso relaxar eu tenho um bom passado.

– Entendi, a sua necessidade de provar que está fazendo certo diminuiu é?

– É… e mais: liguei para algumas pessoas – inclusive meu pai – e disse que agradecia muito por alguns momentos vividos juntos.

– Nossa… mas isso valeu um ano de terapia hein??

– (Risos) Valeu sim!

Gratidão é uma emoção que vem quando olhamos para o passado, pegamos os pontos positivos e percebemos a ligação deles com o presente de uma maneira também positiva. Com isso criamos um laço entre o hoje e o ontem que não se desfaz facilmente e que mantém uma sensação de estrutura, de poder pessoal algo como: “eu passei por tudo aquilo e estou aqui”. Estar grato é reconhecer esta ligação e dizer “Muito obrigado” para ela. Não precisa necessariamente ser para a pessoa, o importante é que se reconheça e se permita sentir a emoção.

Ela possui um efeito na maior parte das vezes libertador e acalentador. É como se parássemos de brigar com o que já foi e fosse possível parar de querer remendar algo que ficou pra trás, pelo contrário, vemos que o que ficou para trás foi muito bom, quase dá uma sensação nostálgica, de saudades.

Para você treinar a gratidão é simples: basta lembrar da sua história e de todos os eventos que ensinaram algo importante para você, de eventos nos quais você se sentiu especial, de simplesmente olhar para a sua história como tudo o que antecedeu este momento, perceber que você passou por todos aqueles momentos ruins e bons e que hoje está aqui. Pode também fazer isso com um amigo ou um familiar e ir até ele apenas para fazer uma “noite de gratidão” ir agradecer tudo o que a pessoa fez por você ao longo dos anos, isso tem um efeito fortíssimo!

Abraço

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O que eu quero?
04/03/2013

– Akim eu não quero mais viver desse jeito! Não dá mais!

– Ótimo! Concordo contigo!

– Me ajude a sair dessa!

– Ok, vamos lá então: o que você quer viver?

– Como assim?

– Bem, para sair dessa você precisa saber para onde quer ir! Senão, acaba ficando onde está por ser mais cômodo!

– Hum… sei… bom… eu só sei que eu não quero mais o que estou vivendo!

– O que, especificamente você não quer mais?

– Não quero mais esse marasmo que a minha vida está sabe? Tudo igual o tempo todo! Até a minha angústia já tem hora marcada!

– Entendi… e o que você quer viver ao invés de viver este marasmo?

– Acho que estou precisando de paz…

– Paz? Como é paz para você?

– Sabe… pensando aqui com você o que eu preciso é de um momento no meu dia que eu possa ficar sem fazer nada, só me sentar na poltrona e fazer algo que eu não faço faz anos: sonhar um pouco.

– Hum… como era isso?

– Quando eu era mais piá eu fazia isso: saia da escola, da faculdade e sentava um pouco para sonhar com a minha vida e sabe o que? Desses sonhos que saiu o que eu sou hoje!

– Olhe só que maravilha! Me parece então que você está precisando entrar em contato com seus sonhos novamente… quem sabe para definir o “round 2” da sua vida?

– Cara… é isso mesmo né? Faz todo sentido… filhos indo… vida indo… emprego indo… acho que consegui atingir boa parte do que eu queria e agora? Agora… sonhar de novo!

– Perfeito!

 

 

Aristóteles definia a inteligência como a medida que alcança um objetivo, para ele a lógica aplicada “a nada” não era inteligência, pois, ao final, não atingia um objetivo.

Muitas pessoas me procuram no consultório dizendo que querem viver vidas diferentes, que não aguentam mais as coisas como estão e querem uma solução para isso.

A pergunta: o que você quer? É a pergunta que redireciona a mente e o raciocínio da pessoa para um novo caminho: de buscar seus desejos, de criar o seu caminho.

Saber o que não se quer é o primeiro passo para a mudança o segundo que vai começar a concretizar a mudança é responder: o que eu quero.

Supor que se a pessoa não quer mais um estilo de vida o que ela quer é o contrário é muito simplista, ela pode estar querendo uma outra coisa totalmente diferente.

E é buscando responder a pergunta “o que quero” que ela vai desenvolver a resposta. Uma pessoa pode estar cansada de um emprego, por exemplo, mas supor que ela quer um novo emprego pode ser falso, ao pesquisar dentro de si ela pode compreender que o que a incomoda é a forma pela qual lida com seu atual emprego, e, fazendo mudanças em sua rotina ela vai voltar a apaixonar-se pelo mesmo cargo, na mesma empresa. Outros podem querer mudar de área e alguns podem estar precisando de uma atividade extra que mexa com a sua criatividade e com isso, resolver o “problema do emprego”.

Responder esta pergunta requer conhecer-se, checar seus medos e angústias, crenças que limitam sua percepção, adquirir habilidades, aprender e ir à novos lugares, perceber-se de uma forma nova, confiar nas suas competências e entender o que o desejo que você quer colocar no mundo fala sobre você. Como não tem certo e nem errado é uma das perguntas mais difíceis de ser respondida e causa, geralmente, uma grande angústia pois ao afirmar: “eu quero…” estamos criando um compromisso que precisará de uma resposta.

Muitas pessoas tem medo dos seus desejos, outras acham que não são capazes e terminam por se contentar com o que a vida lhes colocar na frente, porém, mais cedo ou mais tarde, o desejo da pessoa começa a gritar dentro dela buscando expressão. Nesses momentos a pessoa busca aprender novas formas de viver, para expressar este desejo e vivê-lo de forma plena. Deixar o medo guiar seus desejos é colocá-los na gaveta, mas saiba: eles ficarão lá se mexendo e fazendo barulho e, durante a noite, eles vão perturbar o seu sono.

Para fechar quero deixar a seguinte pergunta para o leitor: e você, o que quer?

 

Abraço

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Porque ou para que?
01/03/2013

– Eu quero entender o porque disso Akim!

– Posso dar uma sugestão?

– Pode!

– Tente ver assim: ao invés de pesquisarmos porque, vamos tentar pesquisar o para que?

– Como assim?

– Veja bem: você está me contando que nas suas relações a sua tendência é achar que você é responsável por tudo não é?

– Sim

– Ótimo… para que é importante você se sentir responsável por tudo? Ou seja: que fins você busca atingir ou se afastar sendo o responsável por tudo?

– Pra que eu faço isso?

– De outra forma é isso aí

– Hum… nunca pensei nisso, mas eu acho que eu quero que a pessoa me respeite sabe? Que ela olhe para o que eu fiz e diga: pô ele pensou nisso tudo por mim, agora vou fazer algo por ele.

– Entendi… ótimo! E você tem alcançado o que quer ao longo das relações?

– Não… acho que estou entendendo agora… não adianta eu ficar fazendo isso porque não funciona para o que eu quero.

– Perfeito! O que funcionaria?

– Agora eu tenho que pensar!

Muitas pessoas desejam saber o “porque” dos seus problemas. Nada de errado com isso, pelo contrário muito útil e necessário.

No entanto, existe uma outra análise que é tão útil – em alguns casos mais – que é a do “para que”, ou seja, quais os resultados que a pessoa atinge ao se comportar de uma determinada maneira. Esta análise nos faz pensar o que a pessoa busca atingir com seus comportamentos, de que forma ela se posiciona para fazer isso, quem ela sente que é e as emoções que são vividas no processo.

Esta análise com foco no futuro do comportamento e da pessoa coloca a perspectiva em “o que posso começar a fazer” ao invés de “ah, então é por isso”, não cabe julgar “qual a melhor”: ambas são úteis. Checar o passado por vezes nos ajuda a perceber melhor o futuro e fazê-lo muitas vezes cria o insight de que a pessoa muitas vezes precisa.

Reflita: ao ter um determinado ato, comportamento ou até mesmo sentimento: para onde isto te direciona? Sinto raiva nesta situação, ao sentir esta raiva busco fazer tal coisa e o resultado que quero com esta coisa é x. Consigo alcançar x? X realmente é o que quero? Realmente é importante? E se eu me comportasse de outra forma que possíveis resultados isso me traria?

Nos fazermos perguntas interessantes e instigantes é o que realmente cria a mudança, pense nisso!

Abraço

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