Um dia azul

– Pois é Akim, hoje estou tristão…

– Sim, você me contou sobre um monte de invertidas que você levou esta semana não foi mesmo?

– Pois é… Eu não estou conseguindo me manter muito forte sabe?

– Ah é? Que interessante… porque você tem que se “manter forte”?

– Ah… tenho que continuar com a vida não é?

– É claro, mas e essa tristeza não faz parte dela? Não merece receber cuidado?

– Vi um post no facebook esses dias: “sabe qual o problema de parecer forte o tempo todo? As pessoas passam a achar que você não tem sentimentos”.

– Pois é… quem sabe está na hora de você poder mostrar para elas e para você mesmo que tem sentimentos?

– Como?

– Como você poderia fazer para cuidar dessa tristeza?

– Eu acho que hoje eu poderia ir para casa e me cuidar só…

– Poderia não é mesmo?

– Sim…

– A pergunta é: que posso fazer para me sentir bem? Obviamente sem negar ou apagar a existência da tristeza pois ela é importante.

– Entendi!

 

Tristeza é uma emoção que faz muitas pessoas saírem correndo, ninguém quer sentir tristeza, mas afinal, para que serve a tristeza?

Sentir-se triste é importante quando temos uma perda qualquer ela é extremamente adequada de ser sentida para que possamos refletir sobre o que ocorreu, sobre a perda que tivemos e para nos acostumarmos com a ausência daquilo que foi perdido para que possamos mais tarde investir nossa energia em outras coisas.

O grande problema da tristeza é que as pessoas acabam por intensificarem a tristeza e tornam-se melancólicas. A forma pela qual entendemos a tristeza e lidamos com ela é o que faz a diferença. Minha experiência me mostra que quanto mais conseguimos aceitar as emoções de dor e perda que a tristeza traz com a perspectiva de que aquilo é uma fase de luto mais a pessoa consegue lidar bem com a tristeza e passar da tristeza para reinvestir sua energia em outras atividades. Alguns neurocientistas postulam, inclusive, que a introspecção e diminuição do ritmo que a tristeza traz é uma reação biológica que tem como objetivo justamente manter a pessoa em um estado no qual ela estará pensando, refletindo sobre o que ocorreu.

Umas das formas mais interessantes de lidar com a tristeza é cuidar dela, aceitar o sentimento, perceber o que está sendo perdido – e porque – e reinvestir a energia em novas fontes de prazer, satisfação e motivação sem querer acelerar o processo – nem retardá-lo.

Abraço

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2 Respostas

  1. Interessante esse debate. Tristeza ligada à perdas na maioria das vezes nos coloca numa situação difícil para tomar novas decisões ou aceitar as coisas como ora se encontram. Há o medo do novo, de não sabermos lidar com a situação nova que emerge do fato. Faz parte da condição humana temer, relutar, se retrair. Mas também sabemos que não dar para parar no tempo e nos sentimentos. O luto é necessário por um dado período, conforme o sofrimento de cada pessoa envolvida, mas a mudança rumo à novas escolhas é parte importante para o bem-estar psíquico de cada um nesse processo.

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    • Oi Mari!
      Obrigado pelo comentário que tem todo o meu apoio.
      Se não houver tristeza não haverá o luto para que depois haja novas mudanças! Abração

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