Confiar em si

– Eu não sei se consigo nem mesmo viver direito!

– Entendi. Me diga uma coisa: o que você sabe fazer bem?

– NADA!

– Hum, me parece que você consegue sem problemas falar não é mesmo?

– Ã? Como assim?

– Falar, você está falando comigo agora não está?

– Sim…

– Falar, andar, ver horário, chegar no horário…

– Sim… sim… mas tipo… não é disso que eu estou falando.

– E do que você está falando?

– Estou falando de vencer na vida entendeu? De conseguir chegar lá!

– Claro, mas “chegar lá” – seja onde for – requer pequenos comportamentos não é mesmo? Sem eles ninguém “chega lá”.

– Hum…

– Na sua profissão, por exemplo, falar é fundamental e você faz isso muito bem.

– Tá, entendi… se eu não conseguir valorizar os pequenos passos…

– Exato.

As pessoas falam muito sobre auto-confiança, mas não percebem como ela é simples.

A auto-confiança tem a ver com valorizarmos as nossas competências de acordo com critérios pessoais, por exemplo: Me sinto confiante em fazer uma macarronada. Porque? Porque sei como fazer, tenho as competências necessárias. Já para pilotar um avião eu não me sinto confiante, não sei como se faz.

Quais as armadilhas que impedem as pessoas a constituírem uma boa auto-confiança?

1. Critérios muito perfeccionistas:

“Eu não posso errar”. Este é um destruidor-nato de auto-confiança pois quem nunca pode errar e comete um pequeno erro não se   acha competente, portanto, não vai sentir confiança em relação ao que errou, no entanto errar faz parte, não é o erro que define uma incompetência.

2. Critérios muito amplos:

“Ainda não cheguei lá”. As pessoas tem metas de vida e é preciso checar cada pequena parte das mates. Se você já fez as fundações da casa, por exemplo, ainda não está com a casa pronta, mas já deu um passo importante. Quando a pessoa avalia apenas a meta final e de forma ampla é muito difícil sentir-se confiante, se ela, por outro lado, dividir a meta em pequenos passos e checar cada um deles será diferente. Inclusive ajudará a identificar os pontos que ela precisa crescer e desenvolver.

3. Falta de aceitação:

Muitos de nós sabem que fazem coisas boas, apenas não reconhecem. Por timidez ou vergonha não se permitem dizer (se): “faço isso bem”. Quem não aceita isso não permite que essa competência “exista” em sua mente e o que não existe não pode ser valorizado, logo a auto-confiança não se cria.

Aceite suas qualidades, pense nos pequenos processos e crie critérios de avaliação de acordo com suas necessidades.

E se eu não souber nada, como faço para me manter auto-confiante?

Simples: todo ser humano aprende, logo você e todo o ser humano tem a competência para, numa situação totalmente desconhecida manter uma percepção aberta ao aprendizado e conseguir entender o que precisa fazer e então, fazer!

Abraço

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