Archive for setembro \28\UTC 2012

Esquecimentos
28/09/2012

– Eu quero trabalhar uma coisa estranha que acontece comigo

– Diga lá

– Depois que eu saio daqui eu esqueço do que combinamos para eu fazer. Sabe quando você dá uma tarefa? Eu simplesmente esqueço dela.

– Hum, que percepção bacana hein? Já tinha visto isso.

– Pois então, e o que é isso?

– Então… me conte assim: você percebe que isso ocorre apenas com as lições da terapia?

– Hum… não, na verdade acontece com muita coisa na minha vida. Eu esqueço, fico com preguiça de algumas coisas que eu sei que preciso fazer sabe?

– Sei sim… agora… se você se lembrasse, o que iria mudar?

– Se eu lembrasse… hum… sei lá… acho que eu teria que fazer alguma coisa com aquilo né?

– É… é um bom começo.

– Hum, só que daí me dá uma preguiça…

– Dá -lhe procrastinação hein?

– (risos) É, pois é…

– Você abre mão com freqüência do que você quer não é?

– Sim.

– Então o “x” da questão está em você começar a aprender a cuidar de ti, das tuas necessidades e desejos assim como – provavelmente – cuida dos interesses dos outros…

– É… esse é o ponto mesmo…

– Vamos lá!

“Esquecimentos” podem ser, simplesmente decorrência de uma rotina apertada, ou uma mente estressada. Agora, quando os esquecimentos são sempre com as mesmas coisas e em qualquer contexto não são esquecimentos, são fugas.

Fugas do que? Pode ser de várias coisas, geralmente é uma fuga para não lidar com uma dada questão para a qual não temos muita competência ou para a qual temos medo. A questão é que manter o “esquecimento” simplesmente nos afasta de uma resposta e não resolve o problema.

Escrever e deixar uma anotação à mostra ajuda, colocar o despertador do celular para lembrar ou pedir à um amigo ou familiar que o ajude a se lembrar são algumas das formas de atenuar o problema. Ele somente será resolvido com a melhora da auto-confiança e compromisso com o seu bem-estar que o levarão à, mesmo não sabendo, mesmo tendo medo, enfrentar uma dada situação.

Abraço

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Ser amado (?)
26/09/2012

– Aí eu fui lá e me matei de estudar sabe?

– Sim

– Tirei 10 na prova! Fiquei super feliz… cheguei em casa e o que ele me diz? Não fez mais do que a obrigação!

– Putz…

– Quer dizer: quando eu não tiro 10 ele reclama comigo, se eu tiro, ele simplesmente me diz não fez mais do que a obrigação?!

– Complicado não é?

– Porra!

– Me diga uma coisa: você se sente amado, plenamente, por ele?

– Como assim?

– Você sente-se amado pelo seu pai?

– (Silêncio) Não sei até que ponto… até me dói de falar isso… mas, de verdade não sei… parece que nada do que eu faço vai agradar ele entende? Parece que eu nunca vou ouvir algo do tipo: “Parabéns meu filho, estou orgulhoso de ti”.

– Sim, entendo perfeitamente.

– É triste…

– Sim. Até porque você se esforça muito para receber esses elogios não é?

– É, mas parece que eu vou ser um eterno incompetente!

– Sim…

– O que eu faço?

– Muitas vezes esperamos o amor dos outros de uma forma específica. Isso geralmente traz problemas. O fato é que precisamos aprender a nos amar também, melhorar a nossa auto-estima. Que te parece isso?

– Nunca pensei na minha auto-estima sabe? Nem nesse negócio de me amar… apenas no que eu precisava fazer…

– Sim, entendo.

Sentir-se amado é um tema muito importante para nós seres humanos. Constitui a base de nossa auto-estima, confiança e nos ajuda a criar o nosso amor próprio. O problema é que nem sempre recebemos isso, então, o que fazer?

Muitas pessoas passam suas vidas buscando serem amadas pelos outros. A busca começa com a aprovação: quero fazer o melhor possível para ser aprovado, mas isso – como no caso acima – nem sempre é suficiente. Segue-se que a pessoa sente não é “suficiente”, digna de amor. Então, ela busca novamente por isso e – geralmente – fracassa. Porque fracassa? Porque a ideia inicial está errada, ela deseja ser amada por ela própria, mas busca isso desejando ser melhor, quando consegue fica uma dúvida: gosta de mim pelo que eu sou ou pelo que eu faço? A dúvida instaurada não permite o amor ser sentido – mesmo que haja – e nem a entrega à este amor.

Se a pessoa continua nisto pode optar por um tipo difícil de “amor”, sentindo-se “não suficiente”, “não digna”, ela passa a implorar pelo amor. Ao mesmo tempo, por se achar indigna ela não acredita que o amor é possível. Assim ao mesmo tempo em que busca o amor, não crê nele. Resultado? Começa a rastejar pelo amor do outro, buscar, desesperadamente, pela aprovação e pelo amor deste outro – o qual nunca vem, mesmo que venha porque a pessoa não crê que o amor é possível, se ela não crê, como se entregar à ele?

Existe uma frase de Sartre que pergunta: “O que você fez com o que fizeram de você?”. Se você não recebeu amor, conseguiu se dar? Se você não recebeu elogios, conseguiu se fazer algum? No caso de ser amado a questão é começar a criar o amor próprio, passos lentos, mas que, quando dados começam a surtir um grande efeito na vida da pessoa.

Somos, talvez os únicos que podem se amar incondicionalmente. Auto-aceitação, este é o primeiro passo: aceitar-se tal como é, sem colocar nem tirar nada. A auto-aceitação nos leva a perceber quem somos tal como somos. O segundo passo é a auto-estima, aprender a estimar o que somos. Junta-se à isso uma noção mais complexa de auto-confiança: confiar em nossas habilidades, nos sentirmos merecedores de algo porque queremos cuidar de nós (auto-estima) e porque sabemos como atingir isso (auto-confiança). Estes sentimentos conduzem ao amor próprio uma vez que me aceito, cuido de mim e sei do que sou capaz.

Uma vez de posse do amor próprio a pessoa pode entregar-se ao amor com outra pessoa por escolha e não por necessidade de aprovação. Aí sim é possível ser, de fato, amado, pois se não nos sentimos dignos do amor de outra pessoa, ela pode até nos amar, mas nunca vamos nos permitir sentir e nos entregar à este amor.

Abraço

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(En Espanhol)

– Entonces, ¡yo fui y me maté estudiando!

 

– Si.

 

– ¡me saqué un 10 en la prueba! Estaba súper feliz… y cuando llegué a la casa, ¡¿Qué fue lo que él me dijo?! ¡No hiciste más que tu obligación!

 

– Pucha…

 

– ósea: si yo no me saco un 10, él reclama. Pero si me lo saco, él simplemente me dice: ¡¿no hiciste más que tu obligación?!

 

– ¿¡complicada la situación!?

 

– ¡Pucha oh!

 

– Dígame algo: ¿tú te siente amado, plenamente, por él?

 

– ¿cómo, no entiendo?

 

– ¿te sientes amado por tu padre (papá)?

 

– (silencio) No sé hasta qué punto… hasta me duele decirlo… pero, la verdad es que no sé… parece que nada de lo que hago podría agradarle, ¿me entiende? Parece que nunca voy a escuchar algo como: “¡Felicitaciones hijo, estoy orgulloso de ti!”

 

– Si, entiendo perfectamente.

 

– Es triste…

 

– Si. Además, porque tú te esfuerzas mucho para recibir esos elogios, ¿no es así?

 

– ¡Sí, pero parece que seré un eterno incompetente!

 

– Sí…

 

– entonces, ¿Qué hago?

 

– muchas veces esperamos el amor de los demás de una manera específica. Eso generalmente trae problemas. El hecho es que necesitamos aprender a amarnos también, mejorar nuestra autoestima. ¿Qué te parece eso que dije?

– la verdad es que nunca pensé en mi autoestima ni en ese asunto de amarme… solo en lo que necesitaba hacer…

– Si, entiendo.

Sentirse amado es un tema muy importante para nosotros los seres humanos, constituye la base de nuestra autoestima, confianza y nos ayuda a crear nuestro amor propio. El problema es que no siempre recibimos eso, entonces, ¿Qué hacer?

Muchas personas pasan sus vidas enteras buscando ser amada por lo demás. La búsqueda se inicia con la aprobación: quiero hacer lo mejor posible para ser aprobado, pero eso – como el caso mencionado anteriormente –  no siempre es suficiente. Por consiguiente, La persona siente que no es “suficiente”, digna de amor. Entonces, ella busca, nuevamente,  por  aquello y – generalmente – fracasa. ¿Por qué fracasa?, Porque la idea inicial está equivocada. Ella desea ser amada por ella propia, amarse; pero busca eso deseando ser mejor, y cuando lo logra, surge una duda: ¿me quiero por lo que soy o por lo que hago? La duda instaurada no permite sentir el amor y ni entregarse a él – mismo que exista.

Si la persona sigue en ese padrón puede optar por un tipo difícil  de “amor”, sintiéndose “no suficiente”, “no digna”, ella pasa a implorar por el amor. Así también, por hallarse indigna, ella no cree que el amor sea posible. Y al mismo tiempo en que busca el amor, no cree no cree en el. ¿Resultado? Empieza a arrastrarse por el amor del otro, buscar desesperadamente la aprobación y el amor de ese otro – el cual nunca llega, y aunque llegue, ¡¿Si ella no cree en el amor ni que éste es posible?! Entonces, ¿Cómo entregarse al amor?

Existe una frase de Sartre que dice: “¿Qué es lo que hiciste con lo que hicieron de ti?”. Si no recibiste amor, ¿lograste dar? Si no recibiste elogios, ¿lograste hacerte uno? En relación a Ser Amado el punto está en empezar en crear amor propio. Pasos lentos, pero cuando dados, empiezan a surtir grandes efectos en la vida personal.

Somos, tal vez,  los únicos que pueden amarse incondicionalmente. Primer paso: aceptarse a si mismo, aceptarse tal cual es, sin poner ni sacar nada. El aceptarse a si mismo nos permite saber quiénes somos, tal como somos. Segundo paso: autoestima, aprender a estimar lo que somos. Junto a eso una noción más compleja como, la confianza en sí mismo: confiar en nuestras habilidades y sentirnos merecedores de algo, porque queremos cuidar de nosotros (autoestima) y porque sabemos cómo alcanzarlo (confianza en sí mismo). Estos sentimientos conducen al amor propio, una vez que  me acepto, cuido de mí y de lo que sé que soy capaz.

 

Una vez que se tenga  amor propio, la persona puede entregarse a amar otro persona por escoja y no por necesidad de aprobación. Solo así es posible  Ser Amado. Porque, si no nos sentimos digno del amor del otro, aunque este nos ame, nunca nos permitiremos sentir y entregarnos a ese amor.

Briguinhas
24/09/2012

– E daí ele já começou com aquele jeitão tosco dele…

– Sim, sim… e você, o que fez daí?

– Ah, o que eu posso fazer Akim? Fiquei lá e ouvi ele falar, daí depois peguei e dei uma nele também.

– Como assim?

– Eu lembrei de uma vez que eu também queria ir num lugar e ele não, falei isso para ele.

– Ah tá, entendi e aí?

– Aí ele se defendeu e ficou dizendo que era uma situação diferente

– E você?

– Eu falei que não tinha nada de diferente, que foi assim naquele dia e daí lembrei de mais umas situações e joguei na mesa também.

– E aí, ele retrucou puxando situações em que você também tinha agido assim não é?

– É, ele começou com isso e depois ficou falando do “meu jeito chato de ser”.

– Sei… e aí você falou do dele?

– Claro né? Não podia perder para ele…

– Perder? Como assim? Era uma guerra aquilo ali? Um tipo de julgamento?

– (risos) É, não era para ser, mas parece que sim…

William Uri começa o seu artigo com esta pergunta. Você já tentou responder essa pergunta?

Se tentou, pense de novo porque seu relacionamento está ficando complicado. A questão é uma pegadinha no sentido de que negociar não é competir. Se existe uma competição e algum dos dois sente que “ganhou” ou “perdeu” a coisa está começando a ficar complicada porque disputas irão ser criadas, comportamentos serão exigidos e tudo, no final, irá virar uma disputa pelo poder.

No exemplo acima, busquei ir compreendendo o padrão de comunicação do casal o qual possui um bem comum: limpando a lixeira. Este não é o nome técnico, mas é como eu chamo quando duas pessoas começam a remoer todas as “derrotas” que sofreram ao longo da relação e não fazem o mais importante: negociam a situação atual.

O que faz isso ocorrer? São vários os fatores, vou colocar aqui os que tenho visto mais vezes no consultório:

Expectativas. Este é de longe o mais comum e mais destruidor de todos. É muito simples de se entender também: consiste em um desejo que eu tenho sobre o outro e que este outro é incapaz de me dar. Em outras palavras: quero muito um conjugue que me elogie e incentive os meus projetos pessoais e daí escolho uma pessoa altamente crítica para me relacionar e que não consegue nem elogiar os seus próprios projetos. Passo, então, a cobrar e ficar brabo com esta pessoa quando ela faz o que ela SEMPRE FEZ. É como brigar com um cão porque queríamos que ele miasse.

Falta de decisão. Este outro fator é muito complicado. Quando você vai negociar algo tem que saber o que quer e quais os limites que você está disposto à ceder e quais são inegociáveis. O problema é que muitas pessoas quando estão negociando ficam brincando com as metas e dizem coisas “só para ver a reação dele (a)”. Porque isso é um problema? Simples: não se negocia assim o nome disso é manipulação, vou checando e confundindo o “alvo” até ele ser pego em alguma fraqueza, então ataco! Se você precisa atacar é porque seu relacionamento está baseado num sistema ganha-perde, cuidado, ele já é uma batalha.

Baixa habilidade em negociações. Decorrência do fator acima a baixa habilidade envolve pessoas que não sabem ser flexíveis, pessoas que não sabem se impôr – ficam com culpa quando o fazem – e ao invés de negociar situações e circunstâncias levam tudo para o lado pessoal e acham que qualquer negociação é uma afronta ao seu “eu”.

Esperança de ganhos futuros. Geralmente as pessoas cedem não porque estão, da fato, cedendo, mas porque esperam que isso vá lhes trazer benefícios no futuro. “Ah, mas eu fui no seu evento chato, agora você tem que vir no meu”; “Mas eu faço tudo o que você quer, porque você não faz o que eu quero?” Estabelecem uma dívida – não informada ao conjugue, porque ela é “óbvia” – toda vez que fazem uma concessão.

Estes são alguns dos pontos que trabalho com a maior parte dos clientes que tem problemas com “briguinhas” nas suas relações. Espero que tenha sido útil para você ter este conhecimento.

Abraço

Visite nosso site e veja o artigo de William Uri:

http://www.akimneto.com.br/index.php/artigos/detalhes/wiliam-ury-quem-esta-ganhando-seu-casamento

Educando filhos
21/09/2012

– Ele está desrespeitoso sabe?

– Sim. E como, especificamente ele desrespeita?

– Ele vai na casa dos amigos e vê como a família da pessoa é. Daí chega em casa e fala: “é, mas na casa do meu amigo não é essa chatisse”!

– Hum… quer dizer que ele está tendo novas experiências?

– É… pode ser isso

– Pois é… qual o papel de pais de filhos adultos?

– Como assim?

– Ora, o que é ser pai de um filho quando ele está se tornando adulto?

– Hum…

A pergunta qual o papel de um pai é muito ampla. De que pais estamos falando? Pais de recém-nascidos ou pais de filhos adultos ou de adolescentes? Cada fase envolve novos desafios para pais e filhos, aprender quais são os desafios da nova fase evita que pais e filhos criem problemas durante a evolução normal de cada um.

Os pais ficam mais velhos ao longo do tempo – acredite se quiser – assim como os filhos. O pai daquela criança recém-nascida, que na época tinha seus 30 anos agora está com 50 e o “neném” está com 20. Será que ser pai, agora, é a mesma coisa que antigamente? Dificilmente.

Identificar as fases da vida, os principais desafios de cada uma delas e a melhor maneira para desenvolver estas fases juntos é o melhor caminho para pais e filhos.

Abraço

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Educando pais
19/09/2012

– Pois então Akim, fiz o que combinamos e está dando muito certo sabe?

– Ah, é, que beleza, me conte mais sobre isso

– Então, eu comecei a tratar meus pais de forma diferente, comecei mesmo a ensinar para eles que eu estou ficando adulto.

– Perfeito, e como você fez isso?

– Esta semana comecei com duas coisas: consegui não explodir com eles quando eles me criticavam ou quando me davam um corte, sentei e conversei com eles “adultamente” sobre o que estava acontecendo.

– Opa, olhe que maravilha! E o que mais?

– Então, junto com isso eu comecei a falar sobre os meus planos para o futuro, foi bem legal, eles deram algumas dicas para mim e me perguntaram bastante coisa.

– Olhe só hein? Show de bola!

– Pois é, estou me sentindo bem mais adulto com isso (risos)

– Eu imagino.

Tornar-se um adulto é um processo. O adulto é aquele que é responsável por suas decisões e pelas conseqüências destas. Muitas vezes este processo é turbulento tanto para pais quanto para filhos. E porque não seria? Afinal de contas existem uns 15, 20 anos de hábitos enraizados que, de uma hora para outra, precisam mudar.

Daí que o “adultecer” deve ser aprendido tanto por pais, quanto por filhos. Com os jovens tenho trabalho no sentido de “educarem os pais” de que eles estão se tornando adultos. Como educar? A partir da mudança de comportamento, atitude, valores do jovem. Geralmente o que ocorre é o que o jovem quer que o seu jeito seja aceito de uma forma impositiva: “vocês tem que me aceitar”! Não que isso seja errado, no entanto, não é uma forma que funciona em sociedade. A pessoa precisa, então, aprender a ser responsável – primeira tarefa do adultecer – que neste caso significa aprender formas de encarar a situação para conquistar o que se deseja: o respeito. Além disso o processo envolve aceitar a família como ela é e reconhecer que – muitas vezes – o que existem são, simplesmente diferenças entre o novo adulto e os pais e que negociar um meio termo até que o novo adulto possa se manter sozinho faz toda a diferença – isso, obviamente, envolve ouvir, negociar, entender o lado da outra pessoa se colocar no lugar dela, habilidades tão necessárias no mundo de hoje.

Estes dois processos são básicos, existem outros obviamente, mas estes tem sido os que mais tem ajudado os meus clientes a adultecer de forma saudável. Aguardo ansioso por comentários sobre outros temas importantes!

Abraço

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P.S: no próximo sairá a segunda parte: o trabalho dos pais.

Dramas de controle
17/09/2012

– Tenho medo de dizer isso para ela.

– Eu entendo, medo do que, por exemplo?

– Medo de que ela fique braba comigo.

– Você quer se encontrar com os seus amigos e tem medo de que ela fique braba? Hum… me parece algo comum na sua história não parece?

– Como assim?

– Você já viveu isso em outras situações, lembra-se?

– Ah, sim, sim… com minha família era a mesma coisa. Enquanto eu estava dentro de casa tudo bem, mas comecei a sair… ficavam brabos, brigavam e tal.

– Pois é, e agora você está aqui, me contando a mesma história.

– É né?

– É.

(Silêncio breve)

(Akim diz) – Perfeito, agora pense: o que, no seu comportamento, alimenta esse ciclo que você já conhece?

– Hum… acho que é o medo não é?

– Perfeito! O seu medo alimenta o vício dela em te controlar, de achar que você pertence à ela!

– Hum…

– A questão é que é um drama que você está repetindo entende? O mesmo script numa situação diferente. O que será que você está precisando aprender com este script?

– Sabe Akim acho que… Acho não, é tudo a mesma questão sempre: eu fazer valer o meu desejo!

– Desenvolva…

– É… tipo, quanto mais eu fico com medo de falar o que eu quero, mais eu fico quieto e sem ação, daí crio para os outros a ilusão de que eu preciso ser mandado, que não tenho muitos desejos, que não sei bem o que eu quero. Se eu levar mais à sério o que eu quero não vou passar essa impressão aos outros.

– Muito bom! Vai ter que aprender a confiar no seu desejo!

– Pois é

– E segui-lo

– É

– E cuidar dele…

– Tá bom, entendi (risos) vou ter que estar 100% comprometido com o que eu quero para mim.

– Sim, negociação é possível, mas não para abrir mão, apenas para negociar o “quando” e “como” capicce?

– Sim! Vou lá!

 

Muitas vezes as pessoas reclamam das vidas que levavam com suas famílias de origem e quando se dão conta, pimba: estão tendo a mesma vida com seus namorados, namoradas, ou esposos e esposas. Repetimos o mesmo script, o mesmo drama que vivemos em nossa infância, adolescência.

Porque repetimos?

Porque ainda não aprendemos o essencial – para nós – sobre aquele script. É como ler um texto várias vezes para entender a mensagem daquele texto. Enquanto você não entende, precisa ler e reler e ler novamente. Pode ir buscar mais fontes, professores para ajudar a compreensão, mas no final está lá você lendo, novamente o mesmo texto.

Repetir é ruim?

Não. Não se trata de ser bom ou ruim, mas sim de termos ou não tido o aprendizado necessário. Se você se perceber repetindo uma história, não se culpe, pelo contrário, se acarinhe e crie – para você mesmo – o melhor ambiente possível para você aprender o que precisa aprender.

Como aprender?

Cada script vem com um aprendizado específico. Alguns precisam aprender a colocar limites, outros precisam aprender a se abrir e se entregar, outros precisam a prender a serem mais sérios e alguns a serem mais brincalhões, alguns a se desapegar, outros a se apegarem. Geralmente a pergunta: “Que atitude, comportamento, você deveria ter para mudar a sua reação nessa situação para sempre?” geralmente ajuda a nos dar um foco para a aprendizagem. Este é o desafio, cada texto possui várias mensagens, qual a sua? É aquela que faz com que a sua ansiedade frente ao script mude, desapareça e lhe deixe com a sensação de que você está mais sábio em relação àquela situação.

Abraço

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Elogio
14/09/2012

– E minha filha tem reclamado que eu não paro de criticar ela sabe?

– Sim, e você: concorda com ela?

– É, eu tenho que concordar sabe? Sou uma pessoa crítica, mas tenho resultados também!

– Ah sim, claro que tem. No entanto, talvez criticar não seja a única forma de ter esses resultados não é?

– É, pode ser que sim, mas aprendi assim.

– Você também se critica muito?

– Sim, o tempo todo. Por isso fico braba às vezes sabe? Se eu comparar as críticas que eu faço com os outros com aquelas que eu faço comigo mesma… nossa… eu sou uma santa!

– (risos) Então você pega pesado com você é?

– Às vezes não sei como eu me aguento!

– Entendi… Bom, meus parabéns!

– (Risos) Parabéns?Porque?Por ser super exigente?

– Não, por perceber isso em você e perceber que está atrapalhando a sua relação com a sua filha e estar aqui dizendo isso para mim com o intuito de mudar.

– Ah, mas isso não é nada né? Ainda faço a coisa errada!

– Sim, no entanto, se não perceber que faz, não vai mudar nunca não é?

– É…

– E você acabou de fazer isso não é? Acabou de perceber

– Sim

– Então meus parabéns!

– (…) É esquisito receber os parabéns…

Elogiar é uma arte. O requisito de quem elogia é aprender a perceber o que deve ser elogiado, pois um elogio nunca deve ser falso, deve sempre, sempre, sempre ser verdadeiro. Agora pode ser feito – e deve – para todas as partes de um processo e é aí que entra a arte da coisa. O fato de elogiar uma pequena parte não quer dizer falta de compromisso com o restante do processo, mas sim o reconhecimento de que uma parte foi cumprida e – ao elogiar – mostrar a importância desta pequena parte. Qual o efeito disso? A pessoa começa a prestar mais atenção às pequenas partes e começa a generalizar este aprendizado para outras áreas da vida dela que precisam desta mesma parte.

Parece legal não é?

E é!

A arte do elogio começa conosco e depois podemos aprender a estender para outras pessoas. Elogio sempre deve ser verdadeiro e é um treino, no começo achamos difícil elogiar porque não estamos acostumados à ver os pequenos detalhes, depois aprendemos a soltar o verbo. O efeito do elogio é que nos sentimos mais motivados e aprovados pelo que estamos fazendo, a sensação de “estou no caminho certo” fica presente. Ao elogiarmos uma pequena parte logo ficamos mais motivados para buscar as próximas conquistas, então ao invés de esquecermos dos objetivos de longo prazo, ao elogiarmos os pequenos avanços criamos uma motivação adicional para a próxima fase gerando mais auto-confiança e auto-segurança.

Experimente: escolha uma tarefa qualquer e divida ela nos menores pedaços possíveis. Elogie-se ao executar cada pequeno pedaço, busque sentir-se orgulhoso e motivado ao terminar cada pequena tarefa. Se conseguir faça com outras pessoas também. Elogio gera elogios e um ambiente mais acolhedor.

Abraço

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Eu não esperava por isso
12/09/2012

– Depois que eu conversei com ela, ela me disse que ia falar com a diretora para ver se conseguia rever a minha situação.

– Opa, que bacana hein?

– Pois é Akim, não esperava por isso sabe?

– Porque não?

– Eu não falei com ela com essa intenção, estava apenas desabafando. Nunca pensei que ela ia fazer isso ao me ouvir.

– Sim eu sei, o que isso tem a ver com você e com o como você trata os seus desejos?

– Hum… é aquilo de eu não dar muito valor para o que eu quero sinto?

– Por aí… tanto que você “não esperava” que ela pudesse ter uma atitude diferente quando você falou com ela, percebe?

– Sim, mas é que eu falei sem a intenção.

– Sim, por isso mesmo: geralmente você fala quando percebe que não tem mais o que fazer. Agora esta situação mostrou para você que se colocar pode fazer toda a diferença na sua vida, que tal aceitar essa cena como algo para pensar?

– É… pode ser né? Afinal ela fez algo que parecia que não tinha como ser feito.

– Pois é…

Sempre que nos dizemos “eu não esperava” estamos querendo dizer que a realidade excedeu nossas expectativas sobre uma dada situação. Isso sempre é fonte de aprendizado seja quando temos conseqüências “boas” ou “ruins”.

A questão fundamental para transformar isso em aprendizado é aceitar o que ocorreu. Ao aceitar podemos refletir sobre a situação, o nosso comportamento e o que resultou disso tudo. A meta não é criar regras, mas sim gerar experiência, ou seja: ampliar o nosso modelo de mundo, conseguir perceber mais informações de uma mesma situação.

Além disso segue o segundo passo: estar atento ao seu comportamento e no como ele influenciou – com sua intenção ou não – os resultados. Muitas pessoas quando são surpreendidas ficam magoadas e tendem a buscar culpados ou a responsabilizar o outro ou o ambiente pelos resultados. Disso não advém muito auto-conhecimento. Apenas quando analisamos o como o nosso comportamento afetou os resultados é que podemos gerar experiência para então termos mais opções no futuro.

Se você não estava esperando por algo e esse algo aconteceu, aprenda! Por mais dolorido que possa ser saiba: aí existe aprendizado e quando você aprender o que precisa a mágoa começará a se dissolver.

Abraço

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Valorização
10/09/2012

– E ninguém me valoriza sabe?

– Sim, entendo.

– Aí é complicado, como é que eu vou me expôr, dizer o que penso se ninguém me dá valor?

– É complicado mesmo né?

– É sim!

– Você estava me contando de um dia que você estava na sua casa e teve uma ideia de sair, assistir um filme ou algo assim, lembra-se?

– Lembro, foi de ir pegar um filme que eu queria ver e não tinha visto no cinema.

– Perfeito: o que você fez naquela situação mesmo?

– Eu não fui. Pensei assim: a, bobeira, vejo outro dia quando der mais tempo…

– E isso que era um final de semana não? Sexta à noite!

– É….

– Pois é… esse é um exemplo, tem outros nos quais você sempre abre mão de alguma coisa sua, desvaloriza um ato seu, lembra quando eu elogiei uma atitude sua um tempo atrás?

– Lembro, eu não consegui receber o seu elogio, fiquei até meio braba.

– Pooois é… então, que tal a gente começar a trabalhar com você se valorizar ao invés de ficarmos aqui brigando com esse “povo safado” que não quer te dar o valor que você merece?

– Eu acho uma ideia boa e difícil.

– Mas se é boa, vale a pena não é?

– Ah sim, eu acho que vai valer sim!

Quando se busca valorização nos outros temos um problema inicial: e se o outro não gostar do que gostamos? Ou se a nossa forma de agir seja uma forma que o outro não gosta?

Este problema inicial deve ser superado buscando a valorização em outro lugar: nós mesmos. Começamos a falar, então de auto-valorização. Não tem nada a ver com valorizar-se de forma desproporcional – o culturalmente “se achar” – pelo fato de que estamos falando de nós mesmos. Quem “se acha” não está se valorizando, é só uma outra face da moeda da baixa auto-estima. Quem se valoriza demais não está valorizando à si, mas sim à uma imagem que ele tem de si que é muito diferente do que ele é, o mesmo vale para quem não se valoriza.

Como se valorizar?

Inicialmente começamos a prestar atenção no que fazemos e dar um valor ao que fazemos. Podemos nos dizer: “esta comida que eu fiz está uma delícia”, “adoro meu rosto”, “estou lindo(a)” hoje. Obviamente o que valorizamos deve ser verdadeiro, não diga “estou lindo” apenas por dizer, você deve realmente perceber isso.

Este pequeno passo pode ser aplicado à varias áreas da sua vida, com o tempo algo começa a ocorrer: você começa a se perceber uma pessoa legal, bela, divertida, estudiosa, seja lá qual forem os seus atributos. Com isso você passa a entender que o que você faz tem valor, ou seja, o fato de você estar aqui respirando não é apenas um gasto de oxigênio, é, na verdade um fenômeno que faz a diferença na vida de muitas pessoas e na sua também, é de alto valor essa respiração, ela tem valor… você tem valor!

Começamos a querer nos agradar então, sonhar, desejar e perceber que temos a nossa marca única no mundo. Isto nos faz querer valorizar esta marca, que é única e, com isso estamos no caminho da auto-valorização. Então não precisamos mais que nos digam que nós somos ótimos: podemos fazer isso por nós mesmos. E sem nos achar.

Abraço

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Pequenos prazeres
07/09/2012

– Eu estou bem melhor Akim, me sinto até estranha às vezes.

– Porque?

– Porque agora, eu entendo que o que me faz bem não eram aquelas coisas todas que eu achava que precisava fazer para sentir prazer: sair todo dia, ir sempre em teatro, cinema, bar, restaurante chique.

– Ah não?

– Não, pelo menos neste momento da minha vida estou curtindo muito mais passear com o meu cachorro no final do dia, ir na feira da rua comer um pastel com café, ler um livro em casa sabe?

– Sei sim.

– Parece que agora eu estou conseguindo aproveitar mais cada momento.

– Perfeito. É como se você conseguisse extrair mais prazer de cada coisa que você faz, é isso?

– É, bem assim mesmo.

– E isso, geralmente, acalma a agente não é?

– Bem dessa, me sinto mais calma sim. Parece que eu não preciso… parece não: eu não preciso mais fazer mil coisas para ficar bem, apenas uma de cada vez.

– Ótimo! Agora que aprendeu isso começa uma nova fase para você não é?

– É, me sinto assim!

Aprender a sentir prazer é uma arte complexa que envolve aprender a sentir o que está ocorrendo. Ela é complexa porque o prazer está intimamente ligado com nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e gosto) e os nossos sentidos tendem a se habituar com o que é repetido eles criam uma “habituação” em relação ao estímulo. Por exemplo, eu adoro pizza, mas se eu comer pizza todos os dias, logo nem estarei mais sentido o gosto, estarei comendo mecanicamente. Daí o desafio.

Podemos aprender a criar períodos de tempo longo entre os prazeres para evitar isso, podemos aprender a misturar os prazeres tendo um e depois outro para não permitir que nos habituemos e podemos também aprender a relaxar e aproveitar o momento o máximo possível nos “entregando à experiência” e prestando atenção à cada sensação. Todas estas dicas ajudam à aumentar o prazer que sentimos com nossas atividades, extraindo dela os estímulos que nos dão prazer que nos fazem sentir melhor.

E não tem a ver com um tipo específico de atividade, qualquer atividade pode trazer isso. A sacada é em você aprender a ter competência suficiente com os seus sentidos para aproveitar e extrair o máximo de cada atividade.

Abraço

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