Negligência

– Pois é, agora estou percebendo como todas aquelas decisões me fizeram mal.

– Que bom não é?

– Bom? Como assim?

– Bem, boa parte das suas decisões eram tomadas para fugir da situação, tapar o sol com a peneira, lembra-se?

– Sim, me lembro.

– O que não quer dizer que os problemas se resolviam por causa disso.

– Sim, é verdade, infelizmente. E o pior é que eu não buscava resolver mesmo!

– Pois então, agora você está vendo o resultado das suas escolhas e pode escolher se daqui para frente quer repetir ou mudar a forma de resolver os seus conflitos.

– Não tem nem o que pensar Akim, é suicídio emocional continuar do mesmo jeito.

– Ótimo, parabéns, agora você está começando a assumir responsabilidade sobre suas escolhas. Agora vai começar a fazer a diferença.

– Entendo. É, de fato eu negligenciei muitas coisas na minha vida não acha?

– Acho! Que bom que você está percebendo, agora não preciso mais te dizer que você está negligenciando, você já pode perceber sozinha né?

– (risos) É sim. Fica mais fácil de agir quando posso ouvir eu mesma dizendo isso.

– Perfeito, agora vamos começar com a parte bacana: aprender algo novo.

– Isso!

 

É comum ver as pessoas negligenciarem suas necessidades e desejos pessoais em prol da mais variada gama de motivos possíveis: por causa do social, família, conjugue, vergonha, baixa auto-estima. Independentemente do motivo negligência gera danos que podem ser sentidos logo ou à longo prazo, mas que serão sentidos.

O passo número um para a negligência é colocar a responsabilidade sobre a nossa situação em qualquer elemento que não nós mesmos. Não se colocar em primeiro lugar e nem como responsável pela nossa felicidade e bem-estar é a atitude mais negligente que podemos ter em relação à nós. É como ter um filho e achar que alguém – não você – tem que fazer algo por ele e ficar esperando que a sociedade lhe dê comida, a escola educação, a “vida” ensinamentos e ficar ausente.

“Não basta ser pai, tem que participar” era o que dizia a propaganda. O mesmo vale para nós: não basta sermos nós mesmos, temos que participar das nossas decisões ativamente, com consciência de que somos nós os responsáveis pela nossa vida. Começar pelas “pequenas coisas” é o passo mais desafiador e que gera mudanças muito positivas. Isso porque as pequenas coisas acontecem o tempo todo e em maior quantidade, se começarmos com elas, rapidamente mudamos e sentimos os efeitos dessa mudança em nossa auto-estima, humor e disposição.

Comece pelas pequenas coisas sempre deixadas para depois, arrumar um armário, dar aquele telefonema, sair com aquela amiga, visitar os pais, comprar um casaco, ouvir uma música relaxante, dizer um “pequeno” não, dizer outro “pequeno” sim e por aí vai. Sempre tendo como foco o seu bem-estar. Não deixe para depois, aja agora!

Abraço

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2 Respostas

  1. O pior mal que podemos fazer na vida, é o mal que fazemos a nós mesmos!
    Mas sempre há um momento em que podemos parar com isto e seguir em frente! Seja o próximo!!!

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    • Oi Simone!
      Cada minuto que passa é uma chance de virar a mesa. Nunca deixe para depois! Abraço

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