Julgamentos

– Eu fico muito brabo quando percebo que as pessoas ficam falando sobre mim sabe Akim?

– Sei sim, o que te deixa brabo especificamente?

– Ah, como que elas podem ficar falando de coisas que as vezes nem sabem? Inventando história, fofocando! Acho horrível isso.

– Entendo perfeitamente, é uma situação chata mesmo né?

– É sim.

– Pois é, mas assim… Qual o problema em saber que os outros tem opiniões sobre você ou que “fantasiam” histórias contigo?

– Sei lá… eu quero que pensem algo bom de mim sabe?

– Sei, é uma boa meta. No entanto é complicada porque a decisão sobre o que os outros vão pensar e dizer sobre você não cabe 100% à você não é?

– É, é verdade.

– Daí que te irrita tanto, e dá um trabalho enorme porque você tem que ficar se ocupando de tudo o que pensam e que podem vir à pensar sobre ti não é mesmo?

– É sim, bem chato.

– De fato. Como seria simplesmente permitir que pensem de você o que quiserem?

– Não consigo fazer isso, é muito pra mim.

– Sei, mas me diga honestamente: não é isso o que já ocorre?

– Como assim?

– Ora, cada pessoa pensa de ti o que quer independente do que você faça. Ou vai me dizer que você não tem opiniões sobre os outros também?

– É, tenho

– E tem pessoas que podem fazer o que quiserem, você não vai  mudar a sua opinião sobre elas não é mesmo?

– É.

– Aí está, o que vale para você vale para os outros.

– Entendo. É, acho que me desapegar da necessidade de fazer todos pensarem sobre mim do mesmo jeito vai me ajudar né?

– Sim, porque organizar o pensamento de todas as pessoas com quem você convive para que pensem todas do mesmo jeito sobre você é uma meta no mínimo irreal.

– (risos) é verdade.

Ter opiniões sobre pessoas, lugares, filmes, é algo natural ao ser humano. Fazemos isso para organizarmos nosso mundo interno, sem isso não conseguiríamos viver.

Cada pessoa cria a sua opinião de acordo com seus valores, crenças, gostos e momento de vida de forma que duas pessoas que pensem exatamente da mesma maneira é algo impossível de encontrar.

Daí que ter como meta que as pessoas pensem de nós exatamente o que queremos é complicado. O que podemos fazer é expor nossas atitudes através do nosso comportamento, palavras e emoções. A forma pela qual o outro julgará isso cabe à ele e aos valores e critérios que ele utiliza independente da atitude que tivemos.

Uma pessoa honesta, por exemplo, pode ser julgada por otária ou “caxias”. Uma pessoa respeitosa pode ser julgada como “banana” ou “mané”. Assim como uma pessoa desonesta pode ser julgada – a admirada – como “esperta”. Visto isso buscar que todos percebam o nosso comportamento da mesma forma é impossível. Mais ainda: é reduzir demais a percepção humana pois um mesmo comportamento pode ser útil em um contexto de vida, mas inútil em outro e os julgamentos tem a ver com a vida de cada pessoa.

Desta forma talvez seja interessante permitir que as pessoas tenham suas opiniões e que você se defenda das opiniões quando for necessário ao invés de buscar fazer isso o tempo todo controlando o que pensam sobre você.

Abraço

Visite também o nosso site: http://www.akimneto.com.br

2 Respostas

  1. Boa estratégia racional-emotiva que sempre ajuda quando os aspectos lógicos no problema e em seu contexto promovem emoção. Parabéns. Joston

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    • Oi Joston!
      Obrigado pelo e comentário! É importante mesmo termos estratégias para lidar com nossas emoções, tarefa nem sempre fácil, porém sabendo o que fazer fica mais fácil não é? Bem vindo ao blog!

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