Minha resistência

– Pois é Akim, mas sabe o que é? Quando eu vou começar já vem uma voz na minha cabeça que me desanima.

– Hum, e o que essa voz diz?

– Sei lá, fala que não vai dar certo, que é melhor nem tentar.

– E você o que faz?

– Não faço!

– E depois de um tempinho que você não fez, como se sente?

– Muito mal.

– E daí você acaba dando razão àquela voz não é?

– É. Tipo não faço porque me acho idiota, mas daí depois de um tempo me acho idiota por que não fiz.

– Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais é?

– (risos) Algo assim.

– Pois é, você gosta de alimentar essa voz não é?

– Como assim?

– Ora se você me diz que num primeiro momento você não faz porque se sente idiota e que num segundo momento você se sente idiota por não ter feito você está, com os teus atos, alimentando essa voz, porque nos final você mesma se acha idiota não é?

– Hum, faz sentido.

– Como seria se você alimentasse aquela outra você que você me contou que é fraquinha, mas que existe e te empolga.

– Acho que seria melhor né?

– Eu também acho

– Mas como faço isso?

– Te comporte de acordo com o que você crê que deve se comportar. Aprenda a valorizar suas conquistas, por menores que sejam se dizendo: “consegui isso, com o meu esforço”. Como te parece?

– Pode funcionar.

– Excelente, isso é o primeiro passo, que tal você experimentar e nos falarmos semana que vem sobre algumas coisas que você fez?

– Acho que pode ser também!

– Perfeito!

Muitas vezes não percebemos que nossos próprios comportamentos validam uma imagem negativa que temos de nós mesmos. É como se – ao nos comportarmos – alimentássemos uma ideia sobre quem somos. Podemos nos comportar de acordo com o que acreditamos que é bom para nós ou ao contrário e, com isso, compreender que somos pessoas de boa índole ou que somos pessoas “más”.

Uma vez ouvi de um poeta que o importante na vida é nunca perdermos a capacidade de nos surpreender com nós mesmos. Ao nos surpreendermos a pergunta: “quem sou” fica em aberto. Por exemplo, se me compreendo como um capacho dos outros, uma pessoa que sempre diz amem para tudo o que me dizem e que é sempre humilhada eu me surpreendo quando coloco um limite adequado em alguém ou quando mostro minha insatisfação ou quando nego agir de determinada forma para manter a minha integridade. É no momento em que a pergunta se abre que podemos escrever novas respostas. Estas novas respostas vão, aos poucos, criando uma nova forma de nos encararmos, uma nova resposta para a pergunta “quem sou”.

Que noção de “eu” você tem alimentado com seus atos? Que comportamento poderia te ajudar a se surpreender com você mesmo?

Abraço

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