Limites

– Daí ela me ligou e foi falando que não poderia ir no compromisso que tínhamos marcado e que depois ligava.

– E você?

– Pois é, eu fiquei meio confuso, e sem saber o que fazer. Porque ela estava fazendo aquilo?

– Você perguntou?

– Não, não perguntei. Ela deveria ter falado de outra forma sabe?

– Claro que sei. No entanto, ela não falou. E a questão de fato é: como você reagiu?

– Bom eu ouvi ela e acabei ficando quieto.

– E ficou, melhor, está com a dúvida do porque ela fez isso aí dentro te consumindo não é?

– É

– Pois é… o que faltou?

– Ela falar diferente?

– Não.

– Ela ser mais compreensiva comigo?

– Não. Foco! O que no SEU comportamento faltou?

– Hum… (pensativo) Faltou eu perguntar diretamente o que eu precisava saber?

– Muito bem. E com isso poder falar de fato com ela.

– É… verdade. Eu queria que ela tivesse essa atitude, mas não dá para esperar isso de todo mundo não é?

– Não, não dá. Quando você precisa colocar um limite, você precisa colocar um limite.

– Entendi…

 

Limites. Geralmente as pessoas se preocupam em como dar os limites aos outros.

Embora isso seja importante, também o é saber dar limites à si, por exemplo: “não me permite agir de uma forma que fere a minha auto-estima”, isso é um “auto-limite” e é tão – ou mais – necessário do que o “limite para o outro”.

A questão é que quando o “auto-limite” está bem alicerçado o limite para o outro se torna simples e não trabalhoso. Às vezes a pessoa precisa aprender a adequar um pouco mais a forma de dar o limite ao outro, mas fica muito mais simples.

Problemas surgem quando as prioridades que criam os nossos limites não estão muito claras para nós mesmos. Daí agimos de uma forma “quebrada” um dia nos damos limite, outro dia não. Enquanto essa atitude se mantém ficamos à mercê das circunstâncias, com uma autonomia e responsabilidade reduzidas sobre nosso comportamento e acabamos – como no caso acima – projetando nos outros ou no mundo essa responsabilidade.

Assim o primeiro passo para “dar limites” é “ter os limites” estabelecidos dentro de você mesmo. Quais são as atitudes que você permite que as pessoas tenham com você? Quais as que você deseja que tenham? Como você reage quando as pessoas tem essas atitudes e quando elas não tem essas atitudes?Você sinaliza isso claramente ou simplesmente “deixa passar para não criar caso”?

A resposta para essas perguntas vai ajudar você a clarear a forma pela qual você dá os limites à si e – por conseqüência – aos outros.

Abraço

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