Archive for abril \30\UTC 2012

O pior erro
30/04/2012

– Aí eu fiz o que não devia. Fui lá, falei tudo e ainda dei em cima dela.

– Entendi.

– Ai foi uma grande caca o que eu fiz e eu sei disso. Hoje já vou pedir desculpas. O ruim é que estou me sentindo péssimo com isso.

– Entendi. Bom, vamos lá então. Em primeiro lugar: PARABÉNS.

– Ã?

– Sim, parabéns porque embora você tenha feito “caca” você foi atrás de algo que genuinamente você estava precisando.

– … não posso falar que não…

– Claro, o que nós vamos dar uma trabalhada aqui é sobre como fazer isso de uma forma mais saudável para você.

– Ótimo tô precisando.

– Em segundo lugar, parabéns novamente.

– (Risos) agora você está indo longe demais.

– (Risos) Veja bem, além de você ter feito, você percebeu que não atingiu o seu resultado, que magoou outra pessoa e já está se planejando para mudar o rumo dos teus atos. Ou seja, está fazendo a coisa do jeito certo: tentando e aprendendo.

– Hum… é… mas dói né?

– Ah sim, mas o mais importante disso é que você está aprendendo e isso é o principal. Está mudando o seu jeito de agir e evoluindo.

– É… verdade.

Grandes mudanças podem começar com grandes erros. O importante não é o erro em si, mas sim o que fazemos com ele.

Aprender é aprender, não importa se sofremos ou não no processo. É mais prazeroso quando o aprendizado vem de um sucesso, no entanto, se vier de um erro tem o mesmo valor para a nossa evolução pessoal.

Como disse ao meu cliente o que resta é aprender: o que fiz? Como fiz? Qual o resultado? Não consegui o que queria? Ótimo, tenho que mudar o meu jeito de agir. Quanto mais o foco se orientar para essa vertente mais a pessoa irá aprender sobre si e sobre como viver a sua vida.

O problema é quando tornamos o erro um julgamento moral e começamos a nos culpabilizar à respeito do que fizemos. A culpa geralmente nos afasta do que fizemos e daí dos aprendizados que poderíamos ter com o que ocorreu.

Fica a dica de forma geral: errou? Sem problemas, busque o seu aprendizado. Chore se for necessário e busque, mais tarde, aprender com o seu erro. Isso é o que vai ajudar você a não errar. Os grandes gênios erram, todos, a questão é que erram uma vez só num mesmo contexto. No campo afetivo existe uma frase de uma famosa terapeuta que disse: “não prometo que não vou magoar você, mas prometo fazê-lo apenas uma vez”.

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O momento certo
27/04/2012

– Então, na verdade eu não sei se deveria estar pensando nisso agora ou não.

– O que você acha?

– Eu penso sabe? Mas eu deixo de lado depois. Acho que penso mais porque vejo os meus amigos fazendo coisas que eu não estou fazendo.

– Sei… E me diga: como você saberia que chegou o momento certo?

– Ah, sei lá. Acho que o tempo diz né?

– Pode ser. Mas parece que ele já está dizendo não?

– Como assim?

– Ora, você já está com a pergunta dentro de ti não está? Ela já está te incomodando não está?

– É… verdade.

– Pois bem

O “momento certo” de resolver uma pergunta ou uma questão é quando a pergunta chega. O momento certo é quando sentimos que uma questão nos angustia. A partir desse momento ela já tem uma importância grande em nossas vidas e passa a requerer um trabalho para ser resolvida.

“Resolver”, no entanto, é uma tarefa com vários sentidos.

A primeira tarefa é a aceitar a inquietação, a angústia gerada pela pergunta e se prontificar a respondê-la. Ou, simplesmente dizer-se: “sei que isso me incomoda, mas não vou responder isso agora.” É o caso, por exemplo de uma pessoa que está com vários problemas pessoais, profissionais, emocionais e ainda quer parar de fumar. Talvez seja o caso de reconhecer a necessidade porém “dar um tempo” para resolver algumas coisas antes de se direcionar para parar de fumar.

A segunda tarefa é se perguntar: o que desejo com essa situação? Resolvendo-a, o que irá mudar em minha vida? Isso implica comprometer-se com o direcionamento da resposta, com a criação dela.

O terceiro passo é agir. pura e simplesmente isso.

Abraço

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Ding-Dong
25/04/2012

– Eu tenho medo quando a campainha bate.

– Sério? Medo do que?

– Ah, sei lá… me dá medo.

– O que você faz quando ela bate?

– Eu saio correndo e fico querendo ver quem é para ver se não é ninguém sei lá… tipo um ladrão.

– Sei… e me conte, toda vez que você ouve a campainha logo pensa que pode ser um ladrão e vai correndo checar é?

– É isso mesmo… acho que é assim que eu me sinto.

– Legal. Bem, você, obviamente já teve várias experiências na qual não era um ladrão, mas sim alguém normal como o carteiro ou até mesmo alguém que você gosta como o seu namorado não é?

– É verdade.

– Pois bem… fico pensando como seria se você ao invés de ir checar se é ou não o ladrão se perguntasse: quem será que é? Será que é alguém legal? Que aventura está escondida atrás desta campainha?

– Hum… hum… Acho que seria mais confortável não é?

– Se você está dizendo, eu acredito; que tal você experimentar isso na sua casa e me contar na próxima semana o resultado?

– Ótimo, combinado!

– Perfeito!

Muitas vezes associamos pequenos eventos do nosso cotidiano com a possibilidade de uma catástrofe ou com coisas que podem nos ferir. Algumas pessoas tornam isso um verdadeiro hábito e vêem uma armadilha escondida em cada canto.

Esta sessão mostra uma pessoa que conseguiu reverter o processo e começar a criar expectativas mais úteis para a vida dela. Veja, pode ser realmente um ladrão quem está do outro lado da porta, se ela sentir a campainha como algo misterioso poderá ir checar com a prudência necessária, caso seja de fato um ladrão poderá pedir ajuda, caso não poderá aproveitar a situação. O mais importante é que ela manteve a intenção positiva de ser protegida e melhorou a reação dela não precisando ficar com medo de todas as vezes que a campainha toca.

Que eventos do seu cotidiano você entende por sinais de catástrofe iminente? Serão mesmo? Como pensar de uma forma diferente?

Abraço

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Ó vida, ó azar
23/04/2012

– É sempre isso, nunca dá nada certo comigo!

– É né? Verdade.

– Parece que sei lá… tem uruca em cima de mim.

– (Risos) Pois é… e não tem galinha preta que resolva né?

– (Risos) é…

– Mas me diga: o problema real são as coisas?

– Como assim?

– É que você me contou essa história e eu estava lembrando daquela outra situação que você viveu e terminou do mesmo jeito, lembra?

– Hum… Daquela outra moça?

– Sim…

– Lembro.

– Pois é. Olhando daqui me parece que não foi só o fim que foi igual, mas o meio também. Inclusive o personagem que você vestiu não acha?

– (Reflete durante algum tempo) É… é verdade. Eu fiz as mesmas coisas que fiz com a Beltraninha.

– Pois é… quem sabe te ajudaria parar de achar que as coisas sempre terminam assim e ficar culpando o amor e começar a agir de uma forma mais útil para construir a sua felicidade?

– É, me ajuda nisso?

– Claro!

Às vezes algumas coisas dão certo, outras dão errado. A vida nunca é 100% predizível.

No entanto, quando repetimos os mesmos comportamentos em contextos semelhantes geralmente vamos ter o mesmo resultado.

É para os nossos padrões que temos que estar atentos. Sempre que algo dá errado uma das primeiras perguntas importantes é: o que eu fiz nessa situação? De que forma as minhas ações auxiliaram este resultado? Isso nos permite entender como fazemos a nossa vida, como construímos nossa fortuna e nossa derrota.

Obviamente a pergunta: o que fiz nessa situação? como contribuí para este resultado é importante quando acertamos também!

Esta pergunta é mais do que uma pergunta, é um hábito, o hábito da responsabilidade. Associar o nosso comportamento às situações de nossa vida e aso resultados que conseguimos nelas.

Abraço

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Esquecer um grande amor
20/04/2012

– Eu quero esquecer tudo isso que aconteceu você entende?

– Claro… nesses momentos, quem é que não quer?

– Dói demais isso Akim.

– Eu sei, eu sei…

(silêncio)

– (Akim fala) Por outro lado… o que você quer é esquecer ou dissipar a dor?

– Ah… sei lá… acho que os dois?

– Qual o mais importante?

– A dor.

– Ótimo. Para aprender a dissipar a dor, tens que aprender o que está doendo. Além da parte óbvia do término de uma história, do luto que você deve estar começando a fazer agora, o que mais dói nessa história?

– (reflexão)Eu… não consigo entender. Dei tudo para ela, me sacrifiquei. Porque ela me deixou? Como ela fez isso?

– Hum… complicado isso não é? Esse tal de ser humano tem esse hábito estranho de ir buscar a sua felicidade nos lugares mais impensados e deixar a gente para trás…

– Como assim? Você quer dizer que ela… mas e tudo isso que eu fiz? Não conta?

– Claro que sim e imagino que ela é grata à você por isso.

– Sim, ela me disse isso.

– Perfeito, no entanto, você fez porque desejou fazer… ou, de alguma forma você sente que tudo isso que você fez foi uma forma, além de expressar o seu amor, garantir que ela o amasse também?

– É… tem razão, os dois.

– Perfeito… Não dá para “garantir” amor. Teu “investimento” nesse sentido faliu.

– Pior é que é… bem isso.

– Para você dissolver a dor, vai ter que aprender com ela. É uma oportunidade excelente essa para você aprender novos comportamentos no mundo dos relacionamentos. Aprender a viver o amor ao invés de buscar garanti-lo com sacrifícios pessoais.

– É… de uma certa forma eu sei que isso fez a relação ir para o buraco e é com isso que estou sofrendo. Tenho que mudar.

– Concordo.

Todo término traz dor, isso é praticamente inevitável. Sofrimento, por outro lado não.

Uma vez vi crianças no parque, duas delas se machucaram na gangorra e as mães foram acudir as crianças. Uma delas simplesmente viu o ferimento, limpou, colocou um Band-Aid e mandou a criança ir brincar. A mãe, então foi com o menino na gangorra e mostrou para ele o que fazer para não se machucar. A outra teve um “ataque”, como se a criança fosse morrer por causa de um arranhão. Foi embora com o menino para casa “cuidar” dele.

As duas crianças sentiram dor. Uma delas curou a dor com o que precisava ser feito, aprendeu com a situação e foi viver mais sábia. A outra criança não pode aprender e ainda – imagino – deve ter tido uma sobrecarga emocional em cima da dor. É assim que aprendemos a sofrer. Colocamos sobre a dor (que é natural) uma carga emocional (culpa, julgamentos) e nos afastamos da situação (ou não pensamos nela) e, com isso, não aprendemos, o que nos fará – provavelmente – repetir o mesmo erro no futuro (ou temer repetir o que é tão – ou mais – nocivo).

Quando o término traz sofrimento é porque temos que aprender com ele. O aprendizado é o que nos liberta do sofrimento (não da dor, dor “se cura” chorando a tristeza da perda). Aprender como colocar limites, manter interesses pessoais, ser assertivo ao invés de agressivo, cultivar amor ao invés de comprar amor; esses e vários outros aprendizado são os que mais tenho visto em consultório, talvez seja algo que você precisa aprender também.

Abraço

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Felicidade
18/04/2012

– Eu vou nos melhores lugares Akim e não me divirto, melhores restaurantes, ando com as pessoas mais cult aqui de Curitiba. Tem algo de errado comigo!

– Ah é? Hum, e o que seria?

– Não sei, como uma pessoa pode não curtir as coisas que eu vivo? Eu acho chato até algumas vezes. Sabe, já foi legal, mas agora tá meio que chato.

– Sei… é um mistério mesmo… Mas, quem sabe assim ó: seria você o problema ou seria você a solução?

– Solução (risos) como assim?

– Se você não está gostando isso não pode simplesmente querer dizer que você quer outras coisas? Que são outros os elementos que te fazem feliz?

– Mas até hoje eu gostava disso!

– “Quando eu era menino agia como menino…” A vida muda, os desejos também.

– Hum… quem sabe?

Onde está a sua felicidade? Ela é muito mais do que o prazer que podemos ter com comida boa e shows. Envolve vários aspectos do nosso ser: nossas virtudes e a aplicação delas, conexão com uma missão de vida, com um propósito maior, estar envolvido em atividades sociais que construam ao invés de apenas consumir.

Temos acesso à muitas atividades, mas escolher sabiamente qual delas realmente alimenta a nossa alma é o como devemos avaliar o que fazer e o que não fazer. As modas podem ditar o que é “cool” porém não tem o poder de ditar o que preenche o seu ser com emoção, valor, sentido de vida e prazer. Se tentarmos nos alimentar pelo que dizem que temos que nos alimentar fatalmente descobriremos que não estamos nos alimentando do que é correto para nós. Ou podemos levar sorte.

“No caminho havia uma bifurcação. E eu? Eu escolhi caminhar pela estrada menos movimentada e isso fez toda a diferença”.

O que não quero querer?
16/04/2012

– Então, quero que você me ajude a diminuir a bebida.

– Entendi.

– É sério, eu já não consigo mais lidar com isso. Meu pai e minha mãe não sentem segurança em mim por causa disso.

– Sim, eu imagino.

– Então… é isso. Não quero mais beber.

– Ótimo… se você não bebesse mais, o que faria?

– Como assim?

– Hoje você tem o comportamento de beber não é? Se você não o tivesse o que teria que fazer? Por exemplo, nesse último caso que você me contou me parece que estava bem aborrecido com o seu trabalho e depois disso foi beber não é?

– É.

– Se você não fosse beber, o que teria feito?

– Hum…

Muitas vezes observamos apenas o que não queremos mais. No entanto este não é o caminho para a mudança.

Quando pensamos em termos do que não queremos não estamos nos dando uma direção. É apenas quando dirigimos nossa mente em prol do que desejamos fazer que podemos começar a criar uma trilha mais adequada para nós.

A pessoa do exemplo aprendeu a colocar limites, dizer o que sente, confrontar situações que ela não concordava, estabelecer objetivos e prioridades pessoais entre outras competências que a ajudariam a lidar com as situações em que ela antes resolvia bebendo para se sentir forte e anestesiada frente ao problema. Se ela “parasse” de beber não seria em nada proveitoso para ela.

E você? O que você realmente deseja evoluir?

Abraço

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O melhor (será?)
13/04/2012

– O que te dói nessa situação?

– Sei lá… saber que eu não sou único para ela.

– Hum…

– Sabe, que tem outra pessoa que pode ser melhor que eu e daí eu não seria mais o melhor?

– Melhor? E quem determina esse melhor?

– Como assim?

– Ué, quem dita o parâmetro para você dizer que você é o melhor?

– As outras pessoas.

– Hum… fico aqui pensando: quem seria você se você sem as outras pessoas lhe dizendo se você é ou não o melhor?

 

Melhor e pior são critérios.

Quem define e como os define?

Muitas vezes precisamos saber da opinião de uma outra pessoa: saber que tipo de roupa ela gosta, ou o tipo de comida que ela gosta.

Em outras não: o que é belo para mim? O que gosto de fazer? Como quero viver? Com o que desejo trabalhar? Quem quero amar?

Quando precisamos da nossa opinião e abrimos isso aos outros criamos confusão dentro de nós. O mesmo acontece quando precisamos saber coisas do outro e nos bastamos com a nossa opinião.

Reflita: o que é o “melhor” para a sua vida?

Quem manda em quem?
11/04/2012

– Ai Akim eu só queria que ele fizesse isso, me ajudasse, mas nem isso ele quer!

– Pois é, eu sei.

– Porque ele não pode fazer isso?

– Não sei, ele deve ter os motivos dele. Agora… porque é que ele tem que te ajudar?

– Porque devemos ajudar as pessoas.

– Entendo, mas veja, o que é que ele te deve?

– Como assim?

– Você disse: devemos… ajudar as pessoas. É uma dívida?

– Não, ele não me deve isso.

– Então não cobre.

– Mas…

– A questão é que você está querendo que ele faça o que você quer que ele faça. Não é um pedido de ajuda é um comando disfarçado de pedido. Quando pedimos a pessoa tem todo o direito de dizer não e isso não nos abalar, por outro lado, quando mandamos ficamos brabos quando a pessoa não obedece.

– Você falando assim parece uma coisa tão ruim…

– O que você realmente teme no caso de ele não te ajudar?

– (Silêncio) Eu… tenho medo, porque não sei o que fazer com a minha mãe…

– Ah, que tal falarmos sobre isso então?

Qual a diferença entre pedido e ordem?

Pedir significa que solicitamos algo à alguém e a pessoa pode: rejeitar, aceitar ou aceitar parcialmente. Quando se trata de um pedido a rejeição não causa raiva ou frustração porque sabemos de antemão que o outro não precisa, deve responder afirmativamente ao nosso pedido.

Ordenar significa informar ao outro o que ele deve fazer. Existe uma hierarquia a ser obedecida sob pena em caso do não-cumprimento das normas.

Em uma relação quando um dos lados precisa ordenar geralmente o faz porque necessita muito que o outro aceite o seu “pedido”. Isso, geralmente se deve ao fato de que, caso o outro rejeite, a pessoa não sabe o que fazer. Então ao invés de buscar outras soluções para o seu problema ou de abrir o jogo (tenho medo, não sei o que fazer com a mãe) a pessoa fica ordenando à outra que a obedeça.

Não é preciso dizer que isso é motivo para muitas brigas e desentendimentos.

E você, tem pedido ou ordenado? Qual o seu motivo para ordenar? Que tal abrir o jogo e expôr seus medos?

Abraço

Olho mas não vejo
09/04/2012

– Pois é Akim, seria legal se eu pudesse voltar a dançar.

– Porque não volta?

– Porque não tem nenhuma escola próxima dos lugares que eu frequento.

(Akim olha pela janela do consultório e aponta para a placa da casa ao lado do consultório: Escola de Dança)

– Tipo aquela ali?

– Qual? Noossaaa!

É impressionante como nossa percepção é guiada pelas crenças e hábitos que formamos.

Este caso é um exemplo clássico disso. Sempre que acreditamos em algo começamos a organizar nossa percepção e comportamentos de acordo com o que acreditamos. Este relato é o resumo da ópera, porém todos funcionamos assim.

Geralmente as pessoas olham para as soluções dos problemas de suas vidas, mas não as vêem. Isso se deve para o fato de que estão condicionadas a não olharem para aquele lado, apenas para este. Temos por hábito criar hábitos e para o hábito se manter você deve sempre ver a vida de uma mesma forma. O único momento em que isso é ruim é quando o hábito não é mais útil e começa a tomar  conta da sua vida. Aí sim é o momento de forçar a mudança de hábito, ver novos horizontes.

E você? O que você está vendo que não está enxergando?

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