Archive for março \30\UTC 2012

Culpas e arrependimentos…
30/03/2012

– Ai Akim, sabe o que é? Eu quero me livrar dessa culpa, não quero mais me sentir culpado!

– Entendo, realmente é dolorido sentir culpa não é?

– É, com certeza que é! A gente fica carregando essa coisa o tempo todo.

– Muito bem, vamos lá então.

– Ótimo!

– Me conte: o que você aprendeu com o que você fez?

– Como assim?

– Ora, “se livrar” da culpa significa aprender com ela; ou você quer esquecer o sentimento e, no futuro, cometer o mesmo erro novamente?

– Ã… hum… entendi…

Culpa e arrependimento são emoções que podem ser muito positivas.

Quando nos sentimos dessa forma, estamos dando para nós o alerta de que agimos de uma forma que não está de acordo com nossos valores mais importantes.

Geralmente precisamos entender o que nos levou a agir daquela forma, pedir desculpas, organizar novos comportamentos no futuro, nos comprometer em realizá-los e verificar se podemos, de alguma forma, reparar o dano que causamos com nosso comportamento.

A única situação em que a culpa é prejudicial é quando a usamos com base nos critérios de outros: “mas minha família sempre disse que fazer isso era ruim… mas… eu não achei isso”. Ou quando nos prendemos à ela sem tomar nenhum aprendizado o que, geralmente, faz com que nosso erro se repita.

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Atuo-estima ou Auto-estima?
28/03/2012

– Eu sei que sou feliz assim.

– E como você percebe isso?

– Os outros me falam que eu sou uma pessoa bacana, que sou linda, que sei o que quero. Um monte das minhas amigas me diz que queria ser como eu Akim!

– Sei… e o que você acha disso?

– Concordo (risos)

– (risos) E me conte: como seria se essas pessoas lhe dissessem o contrário? Ou simplesmente não falassem nada sobre você ser lega, linda, bacana etc?

– (silêncio) Ah Akim, sei lá, pergunta difícil.

Existe uma diferença entre “atuo-estima” e “auto-estima”.

Auto é próprio, daí que auto-estima é aquela que eu tenho por mim. Se eu percebo que eu gosto de mim a partir de ouvir as pessoas me elogiando, algo está errado. O elogio de fora não é “auto”, é do outro, externo.

Se a auto-estima está baseada nisso, é uma “atuo-estima” porque estará sempre necessitando desta aprovação do outro para se manter.

Auto-estima é um exercício pessoal, um hábito da pessoa. Ela aprende a se elogiar, se gostar, se desejar. A ter, enfim, sentimentos bons quando pensa em si própria.

E você é auto ou atuo estima?

Critérios
26/03/2012

– Mas era uma droga a relação

– Sim, eu entendo, até onde você tem me dito… era mesmo.

– Pois é…

– E como seria se fosse boa?

– Eu poderia sair a hora que eu quero, ir com meus amigos onde eu quero e a hora que eu quero sabe? Sem ter que dizer onde vou e se estou indo.

– Poderia ficar com que você quer também?

– É… algo assim também sabe?

– Pois é… eu entendo perfeitamente os seus critérios. Agora eu me pergunto: seriam eles adequados para uma situação de casamento?

– É… não né?

Nossas experiências são categorizadas como boas ou ruins de acordo com os critérios que usamos para avaliá-las.

Não existe um critério “certo” ou “errado”, eles são o que são.

A grande questão é se o critério que usamos é útil para uma determinada situação dada a natureza dessa situação.

Quais os critérios que você tem usado em sua vida? Pense!

Abraço

Preciso tanto de você… tanto… tanto…
14/03/2012

– Pois é Akim, daí o que acontece é que não consigo fazer minhas coisas.

– Sim, sei bem disso. O que realmente te impede de fazer?

– Ah, sei lá. Fico pensando se vão aprovar ou gostar do que eu estou fazendo.

– Hum…

– Tenho medo que não gostem e me deixem de lado por causa disso.

– Entendo perfeitamente. Sabe, fico me perguntando como seria sua vida se você se permitisse ser ou não “aprovada” ou “amada” pelo que tu faz de fato e não pelo que você acha que tem que fazer para os outros gostarem de ti.

– (silêncio) É… seria mais tranquilo para mim.

– No mínimo não?

– É (risos), no mínimo. Acho que seria libertador. Sei lá… viver com esse medo de ser deixada de lado é angustiante.

– Com certeza, que acha de se livrar disso?

– Vamos lá!

 

Quando agradar o outro é mais importante do que agradar a si temos um problema.

Como fazer escolhas pessoais se o outro é mais importante do que eu? E se eu tiver certeza de algo mas o outro não gostar disso?

É importante permitir que as pessoas nos conheçam tal como somos, é isso o que deve ser amado e não uma outra pessoa que vive querendo agradar aos outros.

Ouvi da colega Adriana Dal-Ri a seguinte metáfora: é como um sapato: se não é o nosso número não adianta insistir ou esperar “lacear” compre um que é do seu número!

 

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Escolha Emocional
12/03/2012

– Não dá, simplesmente não consegui agir de outra forma.

– Muito bem, sem problemas

– Como assim sem problemas? Foi tudo por água a baixo agora!

– É, até o momento é o que parece. Agora você pode entrar em desespero ou buscar uma emoção mais útil para você nesse momento. O que você prefere?

– … tá… é… esse desespero só vai piorar a minha situação…

– Ótimo, coloque os pés no chão, respire fundo e lentamente para diminuir o seu ritmo. Quando você começar a se sentir um pouco mais calma pergunte-se: que emoção pode me ajudar a ter boas idéias para remediar a situação?

– Akim, acho que devo me arrepender do que fiz… foi inadequado. Além disso acho importante que eu me motive para buscar a pessoa e pedir desculpas para ela, mesmo que ela não aceite, e prometer que não vou repetir o erro novamente. Isso tem a ver comigo… embora eu tenha feito aquilo, eu não sou assim, não gosto do que fiz e me arrependo de verdade.

Ao contrário do que reza as idéias populares, podemos sim escolher nossas emoções. Para isso temos que nos conhecer para saber como acessar essas emoções.

Além disso também precisamos saber como nos orientar, ou seja, escolher uma emoção que seja mais adequada para um determinado contexto. No exemplo acima, sentir-se arrependido quando e fez algo que se juga errado é útil. Buscar motivação para pedir desculpas também.

Em um processo terapêutico o próximo passo seria simplesmente ajudar a pessoa a buscar as emoções dentro dela e partir para a ação.

Auto-Confiança
09/03/2012

– Mas eu tenho que acreditar em mim não tenho?

– Não sei, o que você acha?

– Claro, se eu não confiar em mim não vai dar nada certo. Já se eu confiar tem tudo para ser ótimo!

– Você já teve experiências nas quais estava “confiante em você” e nada deu certo do mesmo jeito.

– Sim… já tive… algumas até.

– Então… no que, especificamente, você tem que confiar para se dar bem nessa situação?

Nenhum ser humano sabe tudo, consegue tudo, pode tudo. Todos temos limites.

Confiar, ter segurança é saber o que está fazendo.

Daí que “acreditar em si” é algo muito vago e ilusório. Você pode ter a sensação de ser onipotente, de poder tudo, mas o fato é que você não é assim.

Quando dizemos auto-confiança queremos dizer confiança no nosso processo de aprendizagem. Esse sim pode estar com a gente tanto no momento em que sabemos fazer algo quanto nos momentos em que não sabemos.

A verdadeira auto-confiança tem a ver com confiar no processo de raciocínio que criamos para aprender sobre situações e superá-las.

“Eu confio na minha habilidade para aprender, mesmo que eu não saiba” é diferente de “pode mandar que eu do conta”.

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