Archive for janeiro \20\-04:00 2012

Dizer “não”
20/01/2012

– E daí eu tive que ir com eles.

– Como assim “teve”?

– Eu não podia simplesmente dizer “não” né?

– O que te impedia?

– Ai, sei lá. Ia ficar chato não ia?

– Bom, chato ficou de um jeito ou de outro não foi mesmo?

– É, pior que é.

 

O não sempre começa com nós.

“Não me permito mais estar em más companhias, ou em companhias de pessoas que me colocam para baixo”

“Não aceito mais ser tratado(a) como idiota, incompetente”

Ao mesmo tempo é também dizer “sim”.

“Sim, eu quero me comprometer comigo e com a minha saúde emocional”

“Sim, eu quero uma qualdiade de vida maior”

Visto isso é importante de focarmos mais em nossa experiência, desejos e necessidades ao invés de nos outros para entendermos ao que devemos dizer sim e ao que devemos dizer não.

Dizer “sim”
20/01/2012

– E sabe o que? Eu falei assim: Vou fazer sim! E me senti tão bem fazendo!

– Eu imagino!

– Nem imagina nada! foi muito bom!! Foi meio difícil o começo, mas depois foi embora.

– Ótimo, o que você aprendeu com isso?

– Que não devo deixar o que é importante para mim passar batido.

 

O que é importante para nós é importante para nós.

Desculpem a redundância, porém o fato deve ser dito dessa forma.

E o que é importante deve ser tratado dessa forma e não como se não fosse tão importante. Ou é importante ou não é.

Se for, diga sempre sim para isso.

Dizer sim para o que é importante para você é dizer sim para o seu desenvolvimento!

Errado segundo quem?
20/01/2012

– Eu sei que isso que eu faço está errado?

– Como assim errado?

– Você sabe, não se faz isso.

– Eu? Particularmente não vejo problema algum nisso que você está falando. Quem vê isso como errado?

– Eu, eu acho. Na verdade sempre fui criado vendo isso dessa maneira.

– Até aí, tudo bem, mas vamos atualizar: o que você acha hoje sobre esse tema?

– Hum… tenho que pensar…

 

Muitas vezes julgamos nossos comportamentos como errados, inaceitáveis.

E em várias dessas ocasiões não estamos julgando de acordo com nossos preceitos, mas sim com idéias que não são nossas, mas de amigos ou familiares.

É importante entender se o comportamento que estamos julgando está sendo julgado de acordo com nossos critérios ou com os de terceiros.

Se for com os de terceiros, reflita novamente; o que você, hoje, pensa sobre isso?

Abraço

Tem saída?
20/01/2012

– Então se eu fizer o que ele quer estou fazendo errado porque é para eu “ser eu mesma”.

– E?…

– E se faço do meu jeito “sou metida”

– Exato! Percebeu a situação?

– Sim, se ficar o bicho pega e se correr o bicho come!!

– Perfeito! É isso aí. Agora, pense comigo: me parece que você “está errada” de um jeito ou de outro não é mesmo?

– Sim, é estou errada “por definição” haha.

– Isso mesmo. Se é assim, eu te pergunto: como você quer “estar errada”?

– Prefiro errar do meu jeito!

– Ótimo, agora vamos ajudar você a se organizar para fazer isso!

– Perfeito.

 

Se não tem como “fazer certo” erre.

Não perca tempo discutindo o “certo” e o “errado” e simplesmente erre da forma que tiver mais a ver com a sua pessoa!

Esse tipo de situação fornece um paradoxo: se faço x estou errada e se faço o oposto também.

A solução é simplesmente sair fora das regras e errar da forma que melhor lhe parecer.

Existe a necessidade de se preparar para fazer isso de forma adequada, porém a idéia é essa!

“Maus hábitos”
20/01/2012

– E por isso que fico nessa: sou um cara muito inseguro.

– Sei. Bem, se eu pensasse da forma que você pensa eu também “seria” inseguro.

– Como assim?

– Veja bem: você decide algo. Logo depois começa a “viver aí dentro” todas as possíveis catastrofes que essa decisão possa lhe trazer. Fica pensando em todas as pessoas que não vão gostar da decisão que você tomou e se vê sempre sem conseguir se manter firme com a decisão que tomou não é assim?

– Sim, é o que acabamos de ver.

– Pois é, não tem nada a ver com o teu “eu”, mas sim com a forma pela qual você lida com as suas decisões entende?

– Hum…

Muitas vezes confundimos nossos comportamentos com nossa identidade.

Eu sou é diferente de eu faço. Um jogador de futebol, por exemplo, pode agir de várias formas: ser goleiro, zagueiro, atacante e ainda assim ser jogador de futebol.

Uma pessoa que “é insegura” pode muito bem aprender a organizar melhor a forma pela qual lida com suas decisões e assim ter um resultado diferente quando toma uma atitude.

Aprender, por exemplo, a simplesmente se entregar e manter a decisão que tomou sem pensar no que vão dizer sobre ela.

Etendendo ela como algo importante para si e ponto final.

Abraço

Comemorar? Prá que?
20/01/2012

– Ai Akim, me deu uma raiva! Eu cheguei lá, toda feliz da vida para contar que eu tinha conseguido a promoção.

– Hum…

– Daí falei super contente e ele me olhou e falou: legal querida. Levantou e foi no banheiro, voltou e começou a falar de outra coisa!

– E você?

– Eu? Eu queria matar ele! Eu ali doida de felicidade e ele puxando outro assunto!! É de matar né?

– É verdade!

 

Por incrível que pareça superar dificuldades não é um dos fatores principais dento de um relacionamento.

É mais importante saber comemorar junto com o outro as suas vitórias!

Valorizar, parabenizar, reforçar os laços de confiança e prazer mútuos gera muito mais força dentro de um casal do que apenas os momentos de dificuldade.

Então sempre tenha um espumante na geladeira para brindar as pequenas – ou grandes – vitórias do cotidiano!

Abraço

O “ter” e o “querer”
19/01/2012

– Então Akim, eu percebo que tem várias necessidades que eu preciso estar dando conta. São muitas as coisas que eu tenho que fazer hoje em dia.

– Sim, e está sendo difícil fazê-las não é?

– Sim.

– Sei, e me conte uma coisa: de tudo o que você tem que fazer, o que você de fato quer fazer?

A motivação nasce do nosso querer, do nosso desejo. Obviamente, na vida temos obrigações, porém quando uma obrigação está contida dentro de um desejo maior, rapidamente encontramos uma forma mais saudável de lidar com ela.

O problema começa quando sentimos que tudo o que fazemos é uma obrigação. Aí a motivação começa, obviamente, a despencar.

Pergunte-se: o que você realmente quer fazer? Profunda, inspirada e desejosamente fazer?

Plenitude
19/01/2012

– E é isso Akim, estou me sentindo dessa forma.

– Que maravilha não?

– Ô, se eu soubesse que era assim não tinha resistido tanto antes (risos)

– Com certeza.

– Pois é, parece que está tudo mais fácil agora. As coisas estão mais fluídas. É mais fácil tomar as decisões sabe?

– Sei sim.

– Eu não consigo mais não fazer o que me é importante, simplesmente não consigo. É difícil me ludibriar eu fico atento sempre; atento porém tranquilo você entende o que eu estou falando?

– Sim, com certeza!

 

Esse cliente descreve a plenitude.

Essa é a habilidade de quem é pleno. Pleno é aquele que é inteiro, uno.

Ou seja, o que a pessoa pensa, sente, faz e diz é orientado seguindo o mesmo sentido sempre.

Ela pensa, faz, fala e sente em uma única direção. Quando alinhamos todo o nosso eu dentro disso estamos em um estado de plenitude.

Busque sempre esse alihamento e a vida fica muito mais fácil.

Abraço

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